Premier League

Líder Arsenal sofre e precisa de gols contra para superar pior time da Premier League

Mesmo fora de casa, lanterna Wolverhampton deu muito trabalho aos Gunners, que flertaram com vexame, mas tiveram sorte

“Não existe gol feio, feio é não fazer gol”. O ditado cunhado por Dadá Maravilha é uma síntese de como o líder Arsenal precisou contar com a sorte para não tropeçar diante do Wolverhampton, o lanterna da Premier League.

Neste sábado (13), os Gunners venceram os Wolves por 2 a 1, no Emirates Stadium, pela 16ª rodada do campeonato. Para isso, a equipe de Mikel Arteta se aproveitou de um gol olímpico achado, já que a tentativa de Bukayo Saka só entrou porque a bola tocou na trave e voltou nas costas do goleiro do Wolverhampton.

Depois de levar o empate em um lance de desatenção, o Arsenal foi para o tudo ou nada nos acréscimos finais. Mais uma vez, o time de Rob Edwards acabou jogando contra a própria meta quando Gabriel Jesus subiu para cabecear, mas Yerson Mosquera falhou no duelo aéreo.

Com apenas dois pontos até aqui, os Wolves não só são candidatos seríssimos ao rebaixamento, como também correm o risco de terminar como o pior clube da história da competição. Em 2007/08, o Derby County foi rebaixado com 11 pontos.

Mesmo assim, os Gunners tiveram muitas dificuldades para sair com o triunfo. A atuação foi muito abaixo do esperado, mas Arteta sabia da importância de somar mais três pontos para manter a vantagem sobre o Manchester City, que promete brigar pelo título até o fim (mais uma vez).

Por que Arsenal sofreu tanto contra o Wolverhampton?

Arsenal sofreu para vencer o Wolverhampton (Foto: Icon Sport)
Arsenal sofreu para vencer o Wolverhampton (Foto: Icon Sport)

Desde o pontapé inicial, o Arsenal controlou as principais ações da partida. Com muita posse de bola, a equipe do técnico espanhol cercou o Wolverhampton, que dificultou (e muito) o avanço dos donos da casa graças a sua marcação bem ajustada.

Por conta disso, os Gunners foram para o intervalo sem acertar uma finalização sequer no alvo. Mérito dos Wolves, que ainda encaixaram um rápido contra-ataque e levaram perigo no raro avanço ao último terço. Com cinco homens no meio-campo, o jogo ficou travado — além dos três zagueiros.

Nem mesmo as bolas paradas do Arsenal foram suficientes. E olha que não faltaram escanteios, faltas e laterais alçados na grande área. Só que o Wolverhampton montou uma verdadeira fortaleza à frente de seu gol.

O roteiro do 2º tempo foi parecido, tanto que os Gunners só acertaram seu primeiro chute no alvo aos 22 minutos. Sam Johnstone fez baita defesa, porém, pouco depois, teve azar ao abrir o placar sem querer.

O time do técnico inglês então passou a se atirar ao campo rival, e Mateus Mané cruzou uma bola precisa para Tolu Arokodare igualar. Entretanto, os Wolves foram punidos. Sorte de campeão para o Arsenal? Só o tempo pode responder

Foto de Matheus Cristianini

Matheus CristianiniRedator

Jornalista formado pela Unesp, com passagens por Antenados no Futebol, Bolavip Brasil, Minha Torcida e Esportelândia. Na Trivela, é redator de futebol nacional e internacional.

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