Premier League

LeBron James se torna sócio do Fenway Sports Group, dono do Liverpool e Red Sox

O astro da NBA LeBron James se tornou sócio da Fenway Sports Group (FSG), que é parcialmente dono do Liverpool e também do Boston Red Sox, da MLB, e a Roush Fenway Racing, da Nascar, além do canal esportivo regional NESN. A informação foi dada pelo Boston Globe. O jogador de basquete já tinha 2% de ações do Liverpool. Ao se tornar socio do FSG junto com seu sócio Maverick Carter, tornaram-se os primeiros sócios negros da empresa.

“Para mim e para o meu sócio, Maverick, sermos os primeiros negros a ser parte dos sócios do grupo na história da franquia é algo muito legal”, disse James em entrevista logo depois do jogo do seu time, Los Angeles Lakers, contra o Minnesota Timberwolves. “Isso dá a mim, e às pessoas que parecem comigo, esperança e inspiração que eles podem estar em uma posição como essa também, que pode ser feito. Dá às crianças na minha I Promise School mais e mais inspiração também”.

Além de James, a RedBird Capital Partners aportou US$750 milhões e se tornou a terceira maior sócia da FSG. Com a entrada de capital, o grupo ganha musculatura para conseguir comprar mais times e ter mais negócios no ramo esportivo.

A presença de LeBron James entre os sócios tem potencial de aumentar o valor da marca do FSG. O grupo tem ambição de comprar times na NFL e na NBA, outro clube europeu, e também olha para times da NHL, MLS, WNBA e NWSL. O grupo também estuda a entrada em ramos de apostas esportivas, e-sports e empresas de análise de dados, segundo informa o Boston Globe, que tem como dono John Henry, principal acionista da FSG.

A parceria entre James e o grupo não é nova. Há mais de uma década a FSM, braço de marketing e consultoria do FSG, trabalha com o astro da NBA para tratar sobre acordos comerciais, além de questões de endosso do astro.

O FSG é o sexto maior império esportivo do mundo, segundo a revista Forbes, avaliado em US$6,6 bilhões. Está atrás da holding de Jerry Jones (dono do Dallas Cowboys e empresário do ramo imobiliário, de turismo e e-sports), com valor de US$ 6,98 bilhões; Kroenke Sports & Entertainment, dono do Los Angeles Rams, Arsenal, Denver Nuggets e Colorado Avalanche, com valor de US$ 8,73 bilhões; e do Liberty Media, dono da Fórmula 1, Atlanta Braves e Drone Racing League, com valor de US$13 bilhões.

As regras impedem que um jogador em atividade na NBA seja dono de franquias na própria liga ou mesmo na WNBA. Por isso, o FSG não deve fazer nenhum movimento nesse sentido até que James decida se aposentar. Ele já deixou claro que tem o desejo de continuar no esporte quando parar de jogar.

No All-Star Game de 2019, LeBron James falou sobre os planos de ser um dono de franquia. “Eu acredito que se eu quisesse, poderia ser dono de um time, ou parte de um time de basquete. Eu sei que eu tenho tanto conhecimento sobre o esporte que eu não quero, uma vez que parar de jogar, ficar longe do jogo”, disse o astro, na época.

Na última terça-feira, ele reforçou o desejo. “Sim, eu sempre disse isso. O meu objetivo é ser dono de um time, dono de um time da NBA. Eu tenho tanto a dar ao jogo. Eu sei o que é preciso para ganhar neste nível. Eu conheço talento. Eu também sei como gerir um negócio. Então, esse é o meu objetivo. Meu objetivo é ser dono de uma franquia da NBA e acontecerá cedo ou tarde”.

A conexão com o Liverpool já vinha de antes, com o jogador sendo dono de 2% das ações do clube desde 2011. Ele também teve uma participação importante no acordo assinado com a Nike como fornecedora esportiva. O acordo foi fechado ainda em 2019, mas passou a valer em 2020. Curiosamente, quem também é acionista do Liverpool é a New York Times Company, dona do jornal do mesmo nome.

A curto prazo, a entrada de LeBron James e de mais acionistas dentro da FSG não deve impactar o Liverpool. A médio e longo prazo, porém, dá solidez a uma empresa que é das maiores do mundo no ramo esportivo. Pode significar que o clube tem mais segurança para investir quando for preciso, não só no time, mas em ter profissionais de calibre. Isso, porém, é uma conversa que fica para quando vermos se haverá efeito prático em alguns anos.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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