Premier League

Klopp: “Foi um futebol de primeira: o desejo em campo, a recuperação, a velocidade”

Treinador do Liverpool comentou a goleada sobre o Manchester United e as virtudes de sua equipe

Jürgen Klopp não conseguia conter o sorriso na saída de campo em Anfield. O Liverpool teve mais uma atuação inesquecível contra o Manchester United e a goleada por 4 a 0 reforça as credenciais dos Reds na reta final da Premier League. Foi uma partida de lindos gols, em que a equipe envolveu completamente os perdidos visitantes com suas construções e assegurou seu domínio desde cedo. Klopp elogiou o desejo de seus jogadores dentro de campo e a forma como os mecanismos funcionaram.

“Foi um futebol de primeira. O desejo que demonstramos em campo desde os primeiros segundos, a pressão para recuperar a bola, a velocidade. Nosso contra-ataque foi inacreditável. O primeiro gol foi pura determinação. Dois jogadores chegando de trás e toques de primeira. Luis Díaz estava sozinho diante do gol. Um gol excepcional. O segundo gol foi maravilhoso, a jogada entre Mané e Salah. Foi grande jogo, com lindos gols, todo mundo está feliz”, apontou Klopp.

“Não esperava que a gente ficaria totalmente no controle do jogo por 95 minutos. Mas ficamos completamente no comando por cerca de 70 minutos. Eles mudaram um pouco no segundo tempo e pressionaram de forma diferente. Não encontramos a direção para tocar a bola ao redor da área. Mas o que esse time faz muito bem é se adaptar a mudanças. A aprender em campo. De tempos em tempos, isso demora um pouco mais. No resto do jogo, foi ótimo de assistir. Durante o primeiro tempo, fomos dominantes”, adicionou.

O treinador foi questionado sobre os 9 a 0 agregados do Liverpool no clássico durante esta Premier League, após ter emplacado um 5 a 0 em Old Trafford durante o primeiro turno. Klopp disse que os torcedores dos Reds devem aproveitar, já que a fase ruim do United não deve durar tanto e que a equipe adversária também sofre com sérios problemas.

“Não acontece com frequência um 9 a 0 no agregado e não acho que continuará sendo frequente. Não é uma situação normal. Nossos torcedores são inteligentes – eles sabem que essas coisas não vão acontecer com frequência. O United vai voltar. Mas, para nossa torcida, foi uma grande noite e eles merecem toda a alegria. O United não está num bom momento e ainda tem várias lesões. Tínhamos de 70 a 75% de posse e eles precisavam se defender, não é fácil”, analisou.

Klopp guardou elogios especiais a Thiago Alcântara, que fez uma partida impecável para ditar o ritmo no meio-campo e coordenar as ações de sua equipe. O espanhol chegou a ganhar uma nota 10 do jornal Liverpool Echo por sua exibição em Anfield.

“Thiago é um grande jogador, um jogador de primeiro nível, não há dúvidas sobre isso. Temos que mantê-lo em forma para o máximo de jogos. Quando ele sente o jogo, tem um ótimo ritmo e pode ser muito perigoso. E, sem a bola, ele sabe pressionar, lidera isso frequentemente – e foi o melhor que mostramos nessa noite. Não temos cinco milhões de jogadores como ele no planeta. Apenas poucos veem as coisas antes que os outros e também têm habilidade técnica de colocar a bola lá. Foi um grande jogo dele. Todos foram ótimos e você precisa disso para vencer o United”, falou o alemão.

Por fim, Klopp também aplaudiu a torcida do Liverpool pelo gesto de apoio a Cristiano Ronaldo, ao cantar You’ll Never Walk Alone no sétimo minuto, após o camisa 7 perder seu filho no parto e se ausentar do clássico: “Amei isso, amei isso. É exatamente como o futebol deve ser, toda a rivalidade de lado nesse momento. Há apenas uma coisa importante e foi realmente uma demonstração de classe. Logicamente, todo nosso pensamento desde que soubemos do ocorrido está com Cristiano e sua família. Não consigo nem imaginar como eles devem estar se sentindo”.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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