Premier League

Kane deixa porta entreaberta para saída do Tottenham: “Espero ter uma conversa sincera com o presidente”

Atacante não confirmou rumores de que pediu para deixar o clube, mas admitiu que vive um momento de tomada de decisão

Em meio a tantos rumores apontando para seu desejo de deixar o Tottenham, Harry Kane falou pela primeira vez publicamente sobre o seu momento atual desde que começaram a pipocar os relatos de sua suposta vontade de buscar novos ares. Em entrevista a Gary Neville no programa The Overlap, da Sky Sports, o atacante comentou sobre suas ambições e reconheceu que enfrenta atualmente uma decisão a ser tomada sobre seu futuro.

Kane foi cuidadoso para não dizer se deseja permanecer ou não no Tottenham. O atacante afirmou que não quer ter arrependimentos ao fim da carreira e apontou que nunca disse que se aposentaria nos Spurs – e nem que deixaria o clube. O goleador está aberto a tudo, contanto que seja o melhor para o seu desenvolvimento.

“Não quero chegar ao fim da minha carreira com arrependimentos. Quero ser o melhor que posso ser. (…) Nunca disse que permaneceria nos Spurs pelo resto da minha carreira e nunca disse que deixaria os Spurs. As pessoas podem dizer que estou desesperado por troféus, que preciso de troféus, mas sinto que tenho quase toda uma outra carreira ainda a jogar. Tenho sete, oito anos restantes, meio que o tempo que já tive na Premier League até aqui. Então não estou com pressa para nada, não estou desesperado para fazer nada”, garantiu.

O capitão do Tottenham e da seleção inglesa reconheceu sua frustração por estar de fora da Champions League, apontando o percurso atual dos clubes ingleses na competição como exemplo do tipo de duelo de que quer participar com frequência.

“Eu quero estar jogando os maiores jogos. Nesta temporada, estou assistindo à Champions League, os times ingleses estão fazendo um trabalho incrível, e são estes os jogos em que quero estar envolvido. Este é um momento da minha carreira em que tenho que refletir e ver onde estou. No fim, caberá a mim (decidir), como eu me sinto e o que será o melhor para mim e minha carreira.”

Ambicioso, o atacante não gosta de impor limites a si mesmo. Seus objetivos são altos: quer alcançar o nível que Cristiano Ronaldo e Messi alcançaram e disputar títulos regularmente. “Ainda tenho muito mais a dar. Posso produzir números melhores do que estou no momento. Não tenho medo de dizer que quero ser o melhor. Quero tentar chegar no nível que Cristiano Ronaldo e Messi chegaram. Esse é o meu objetivo final, vencer troféus a cada temporada, marcando 50, 60, 70 gols a cada temporada. A minha própria pressão é sempre maior do que qualquer outra coisa que possam colocar em cima de mim”, explicou.

Questionado por Neville sobre sua relação com Daniel Levy, presidente do Tottenham, Kane afirmou que o mandatário sempre foi justo com ele, recompensando-o por seu esforço em campo, mas lembrou que nunca dá para saber o que os dirigentes estão pensando – e que uma boa proposta pode convencer o presidente a vendê-lo.

“Ele tem sido ótimo comigo. Sempre me recompensou com contratos. Assinei um contrato de quatro, cinco anos quando tinha 21 anos, mas fui bem e ele estendeu. Então ele tem sido justo comigo, sempre tivemos uma boa relação. Mas você não sabe o que o presidente está pensando. Ele pode querer me vender. Ele pode estar pensando: ‘Se consigo £ 100 milhões com ele, por que não?’ Não vou valer isso pelos próximos dois ou três anos.”

Independentemente do que o futuro reserva, o momento é, sem dúvida, de se sentar para conversar e definir os próximos passos, sejam eles no clube do norte de Londres ou em outra equipe. Tudo dependerá do diálogo que ele espera ter com Levy.

“Dei ao clube 16 anos da minha vida, então espero que tenhamos uma conversa boa, sincera, e veremos onde estamos”, projetou.

Kane estreou pelo Tottenham em agosto de 2011, mas foi só a partir da temporada 2013/14 que deixou para trás o ciclo de empréstimos que o havia levado a Leyton Orient, Millwall, Norwich e Leicester anteriormente. Desde então, se estabeleceu como um dos principais jogadores da Premier League, acumulando 165 gols em 244 jogos. Todo este crescimento, no entanto, não foi acompanhado por um título, algo que o atacante já revelou ser um incômodo e uma lacuna em sua carreira.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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