Premier League

Guendouzi deu uma zoadinha após o puxão de cabelo de Fellaini: “Ele ficou com ciúmes”

Em uma noite recheada de lances bizarros, o instante mais comentado de Manchester United 2×2 Arsenal não foi nenhum dos gols atrapalhados que movimentaram o placar. A falta de Marouane Fellaini sobre Matteo Guendouzi, em que o belga simplesmente puxa o cabelo do jovem francês, repercutiu ainda mais. A zoeira é óbvia, sobretudo depois que o volante dos Red Devils aparou sua famosa cabeleira. E o prodígio dos Gunners aproveitou o momento para tirar a sua casquinha. Também zoou o adversário pela infração pouco usual.

“Acho que houve um bocado de ciúmes dos meus cabelos no lance. Talvez ele não tenha aceitado ainda o fato que cortou os cabelos”, brincou Guendouzi, em entrevista à RMC Sport, na saída do estádio. O jovem também preferiu não entrar em polêmicas quanto à punição que Fellaini deveria receber. O lance rendeu uma falta para o Arsenal no campo de ataque, mas o belga sequer recebeu cartão amarelo.

Na imprensa inglesa, surgiu a discussão se Fellaini deveria receber alguma reprimenda pela jogada antidesportiva. “Ele foi longe demais com isso, não foi? Deveria ter sido expulso. Foi uma atitude estúpida de Fellaini e poderia realmente ter custado ao seu time”, analisou Danny Murphy, comentarista do Match of the Day. Como o árbitro Andre Mariner assinalou a falta, entretanto, o lance não deve render uma punição retrospectiva nos tribunais.

Curioso é que, há duas temporadas, Fellaini foi vítima de um incidente similar. Em maio de 2016, durante um jogo contra o Leicester, Robert Huth puxou o cabelo do belga, que revidou com uma cotovelada. O lance passou incólume durante o duelo, mas foi julgado pelos tribunais e rendeu uma suspensão de três partidas a cada um dos jogadores. Diante da falta de Fellaini em Guendouzi, o zagueiro alemão também foi à forra nas redes sociais. “Parece que eu ensinei bem a ele”, escreveu em seu twitter.

Mostrar mais

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo