Premier League

Guardiola tinha razão em estar preocupado: City esbarra no Southampton e não sai do 0 a 0

Cometendo erros na defesa e sem fluidez no ataque, o City não saiu do empate diante de um Etihad Stadium lotado e que ovacionou Guardiola

A convocação para a torcida encher o Etihad Stadium foi atrapalhada, mas Pep Guardiola tinha razão em estar preocupado com o Southampton, que fez jogo duro contra o atual campeão inglês neste sábado e arrancou um valoroso empate por 0 a 0 pela quinta rodada da Premier League.

O time de Ralph Hasenhüttl é frequentemente competitivo, embora de vez em quando tenha umas panes que geram goleadas por nove gols de diferença, mas mostrou a sua melhor cara neste sábado: bem organizado, pressionando, roubando a bola no campo de ataque e causando perigos.

Guardiola havia alertado ao cansaço dos seus jogadores após o 6 a 3 sobre o RB Leipzig no meio de semana, e realmente não fez a sua melhor atuação neste sábado, cometendo erros incomuns na defesa e conseguindo exigir apenas uma defesa do goleiro Alex McCarthy em toda a partida.

Após discutir em declarações públicas com um representante do grupo de torcedores oficial do Manchester City durante a semana, Guardiola foi ovacionado pelo lotado Etihad Stadium no começo da partida, segundo relato da BBC. O público de 53.500 pessoas esteve próximo da capacidade máxima, como costuma acontecer em jogos da Premier League.

Ederson mostrou que estava atento para defender uma cobrança de falta pela esquerda de James Ward-Prowse que passou por todo mundo em direção ao gol, e Gündogan perdeu uma chance clara após cruzamento de Walker à segunda trave. Subiu livre, mas no tempo errado e não conseguiu direcionar o seu cabeceio.

Sterling tabelou pela esquerda, entrou em diagonal e bateu colocado, torto, para fora, e Jesus cruzou rasteiro para Bernardo Silva, que não alcançou por pouco. Antes do intervalo, o próprio Jesus teve chance, de cabeça, após cobrança de escanteio ensaiada, mas também mandou para fora.

O Southampton voltou muito mais ligado no segundo tempo e, aos nove minutos, tirou a bola de Gündogan no meio-campo e acionou Che Adams. O chute rasteiro passou perto da trave. Pouco depois, foi a vez de Kyle Walker errar na saída. Adam Armstrong driblou Rúben Dias e estava preparando-se para chutar quando dividiu com Walker.

Em um primeiro momento, o árbitro marcou pênalti do lateral direito e também o expulsou, mas voltou atrás na sua decisão ao checar o monitor na lateral do gramado. Armstrong teve outra chance, aos 33 minutos da etapa final, batendo rasteiro de perna esquerda. Sem muita força, facilitou a defesa de Ederson.

O City foi para o abafa na segunda metade da etapa final, mas conseguiu criar poucas chances claras de gol. Chegou a balançar as redes, aos 46 minutos, após Foden acertar a trave e Sterling marcar no rebote. Mas, em posição de impedimento, viu a última chance de arrancar três pontos à sua equipe ser anulada.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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