Premier League

Fundador do Spotify teria a ajuda de lendas do Arsenal em seu interesse em comprar o clube

Segundo Sky Sports, Daniel Ek estaria em contato com Bergkamp, Henry e Vieira para seu projeto de aquisição dos Gunners

A crise deflagrada pela proposta da Superliga Europeia, já derrotada, abriu caminho para questionamentos sobre os atuais proprietários dos maiores clubes da Inglaterra, entre eles o Arsenal. A torcida dos Gunners pede a saída de Stan Kroenke, e o clube já tem um pretendente aparentemente sério para uma aquisição: Daniel Ek, cofundador e CEO do Spotify.

Na sexta-feira passada (23), enquanto a torcida protestava pela saída de Kroenke do clube nos arredores do Estádio Emirates, antes do jogo com o Everton, Ek deixou seu interesse público no Twitter: “Quando criança, torci pelo Arsenal desde que me lembro por gente. Se a KSE (empresa de Kroenke) quiser vender o Arsenal, ficaria feliz de entrar na disputa”.

Agora, nesta segunda-feira (26), Sky Sports e Telegraph noticiam que o interesse é genuíno e que, mais do que isso, Daniel Ek poderia contar com a ajuda de três lendas do clube em seu projeto de proposta: Thierry Henry, Dennis Bergkamp e Patrick Vieira. Não há, no entanto, mais detalhes sobre isso ou sobre como Ek financiaria a empreitada.

Embora exista uma desaprovação direcionada à gestão Kroenke, a venda do clube para outro bilionário não é exatamente o resultado final que a torcida do Arsenal tem em pauta no momento. Como outras torcidas do país, os apaixonados pelos Gunners estão agora engajados em uma luta por uma reforma nas regras de propriedade de clubes, com o governo iniciando um projeto para se discutir possíveis soluções – entre elas, a adoção de um modelo similar ao alemão de participação dos torcedores nas ações do clube.

Dito isso, um negócio chancelado por ídolos como Bergkamp, Vieira e Henry teria maior apoio que a gestão de Kroenke, já que, ao menos em teoria, haveria vozes mais sensíveis à cultura do clube e aos anseios dos torcedores.

Henry, em especial, expressou suas críticas ao envolvimento do Arsenal na Superliga. Em entrevista ao Telegraph, o francês afirmou: “Não reconheço meu clube, e o que aconteceu agora, com eles tentando se juntar a uma liga que seria fechada, não faz sentido para mim. Eles têm gerido o clube como uma empresa, não um clube de futebol, e mostraram suas intenções. Talvez seja uma falta de entendimento dos valores centrais do futebol, talvez o dinheiro tenha sido uma tentação muito grande. Mas, independentemente do que seja, eles erraram e erraram feio”.

Apesar de ter tornado sua continuidade mais difícil, ao menos em sua relação com a torcida, a KSE sustenta que não há intenção alguma de vender o clube. Josh Kroenke, diretor do Arsenal e filho de Stan Kroenke, reforçou a posição na sexta-feira passada, acrescentando: “Posso ser recebido com desconfiança e ceticismo, mas, ao longo do tempo, espero estabelecer algum tipo de relação com nossos grupos de torcedores e mostrar a eles que somos capazes de fazer nosso clube avançar”.

Por mais que o interesse de Daniel Ek surja como uma possibilidade de uma necessária mudança de ares, isso não pode dissuadir a torcida de sua busca maior por um modelo de propriedade menos vulnerável aos clubes, que crie mecanismos para frear o tipo de influência que um único empresário possa ter no futuro da instituição e do futebol em si.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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