Premier League

Fabinho: “O Liverpool demonstrou interesse desde cedo, senti que o clube me queria”

Fabinho teve seu nome especulado por diversos clubes nos últimos anos. O volante do Monaco foi primordial na conquista da Ligue 1 2016/17 e suas qualidades reforçaram o interesse de diversas equipes, sobretudo na Inglaterra. O Liverpool, no entanto, não era necessariamente o mais citado pela imprensa e acabou levando a melhor na corrida pelo brasileiro. Após a confirmação do negócio, o jogador de 24 anos comentou a sua escolha. Segundo ele, as conversas com Roberto Firmino e Jürgen Klopp tiveram seu peso. O novato avalia que o compatriota poderá auxiliar na adaptação e que o treinador oferece um estilo de jogo que favorece as suas características.

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“Venho acompanhando o Liverpool há alguns anos, especialmente desde a chegada de Roberto Firmino. Depois que ele foi incorporado pelo clube, conseguiu alcançar seu máximo desenvolvimento. Por causa do sucesso de Firmino, espero que o mesmo aconteça comigo. Nós conversamos sobre a infraestrutura do clube, da cidade e também falamos sobre os treinamentos, como trabalham. Pude conhecer melhor o clube através de Firmino. Estive como ele na Seleção algumas vezes. Sei que é uma pessoa fantástica. Ele também pode me auxiliar na chegada ao novo país, à nova cidade – terei alguém que falará a mesma língua. Isso tornará a adaptação mais fácil”, declarou Fabinho à Liverpool TV.

À France Football, o brasileiro também detalhou como foram seus contatos com Jürgen Klopp: “Estou muito contente com a transferência. Eu assinei por cinco anos com um clube que tive contato por várias semanas. Falei com o treinador, tudo correu bem. Ele me detalhou sua maneira de trabalhar, seus treinamentos, a história do clube e as suas estruturas. Ele me disse que contava comigo, explicando como a equipe joga. É uma formação cujo estilo me agrada, com um futebol ofensivo de transições, em um campeonato muito competitivo, no qual eu atuarei como meio-campista – como 5 ou como 8”.

Fabinho será uma das novidades ao meio-campo do Liverpool na próxima temporada, ante a iminente saída de Emre Can. Além do brasileiro, os Reds já haviam confirmado a vinda de Naby Keita, do RB Leipzig. Segundo a imprensa inglesa, o negócio custou €45 milhões ao clube, com a possibilidade de desembolsarem mais €5 milhões em bônus. A polivalência do novato é um de seus trunfos, considerando as variações que poderá proporcionar a Klopp. Além disso, é um jogador útil na armação das jogadas e nos passes, também pelos lançamentos.

“Eu sabia que a transferência poderia acontecer muito rapidamente. Estou muito feliz que a mudança tenha acontecido no começo da janela. Estou satisfeito por ter assinado com o Liverpool e esperava que tudo corresse bem. Queria viajar a Liverpool, porque desejava saber como as coisas poderiam se desenvolver. Eu gostaria de saber como as coisas funcionam neste clube. Fico muito feliz com o resultado. Eu vim ao Liverpool porque queria deixar o Monaco para me juntar a um clube ambicioso, um clube que joga para vencer todas as competições. O Liverpool é um desses times. Eu tentarei criar minha própria história aqui. Espero conquistar títulos e, pessoalmente, tentarei crescer e melhorar meu desempenho”, apontou.

“Há muitas coisas que me fizeram escolher o Liverpool. A infraestrutura do clube é muito boa. Além disso, o Liverpool mostrou interesse em mim desde cedo, o que também foi importante, porque senti que o clube queria que eu viesse. Então, pude conhecer um pouco mais sobre a cidade. Infelizmente, não me encontrei com os torcedores, apenas vi em vídeos e na televisão a maneira como são. Pelo que senti até agora, são fantásticos. Também outros jogadores que atuaram aqui só falam coisas boas sobre o Liverpool. O que eles me contaram acabou me deixando mais disposto em atuar por este clube. Foi um ponto muito positivo em minha decisão. O Liverpool está na liga que é provavelmente a melhor do mundo, então existiam muitos motivos e estou muito feliz por estar aqui”, complementou.

Por fim, o brasileiro falou sobre a sua relação com o Monaco e a oportunidade de seguir a uma liga maior: “Os dois últimos mercados foram agitados. E o último acabou sendo frustrante. Sempre tentei trabalhar para manter a porta aberta. Agradeço ao Monaco e sobretudo ao presidente, que fizeram as coisas que importavam muito a mim. Vou a um clube fantástico e ambicioso, que joga em um estádio incrível. Eu sei que o clube vai se sair ainda melhor do que nesta temporada, mesmo tendo disputado uma final de Liga dos Campeões”.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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