Premier League

Derrota para o Leeds tira Estêvão do sério e mostra porque Chelsea (ainda) não briga pelo título

Brasileiro vai mal, Blues perdem fora de casa e se distanciam ainda mais do líder Arsenal

A derrota por 3 a 1 para o Leeds, fora de casa, expôs um Chelsea que, apesar dos bons resultados recentes, ainda não consegue se firmar como candidato real ao título da Premier League. O time de Enzo Maresca soma boas atuações na temporada, empilhou duas taças em 2024/25 e empolga pela qualidade de muitos de seus jovens, mas esbarra no mesmo problema que insiste em acompanhá-lo: a inconsistência.

Há noites em que tudo funciona, e outras — como a de Elland Road — em que os Blues simplesmente não se encontram.

Contra o Leeds, a equipe pareceu presa em areia movediça. Faltou intensidade, sobrou desconcentração. E a lentidão com que o Chelsea tentou construir suas jogadas facilitou a vida do adversário, que se impôs no ritmo, na agressividade e no volume de jogo. A desorganização tática, especialmente no miolo de zaga, abriu brechas que os Whites exploraram com naturalidade.

É nessas horas que fica evidente por que o time ainda não pode ser colocado no mesmo patamar do Arsenal, líder com folga e dono de uma consistência que os Blues, por enquanto, não conseguem replicar.

O contraste entre a empolgação criada pelo talento bruto do elenco e a dureza da realidade competitiva da Premier League é marcante. O Chelsea tem picos de desempenho que impressionam, mas também quedas abruptas que custam pontos preciosos. Oscila demais, sente o jogo quando o contexto é hostil e, sobretudo, mostra dificuldade em virar partidas emocionalmente desfavoráveis.

O resultado em Leeds reforça a sensação de que falta “casca” a um grupo que, embora promissor, ainda está aprendendo a ser consistente e regular.

Tropeço do Chelsea expõe lado ainda cru de Estêvão

Estêvão, atacante do Chelsea
Estêvão, atacante do Chelsea (Foto: Icon Sport)

No centro desse aprendizado está Estêvão. O talento brasileiro, de apenas 18 anos, vem sendo uma das grandes histórias positivas do Chelsea na temporada, acumulando atuações empolgantes e rapidamente conquistando o torcedor inglês. Mas Elland Road mostrou que o processo de adaptação não é linear.

Marcado de perto e com dureza por Gudmundsson, Estêvão teve dificuldades para respirar em campo e foi alvo constante da provocação das arquibancadas. O jovem sentiu. Irritou-se com a arbitragem, perdeu duelos sucessivos e acabou cometendo uma falta sem bola que simbolizou seu descontrole momentâneo.

Não compromete sua trajetória — e nem ofusca o impacto que já teve em Londres —, mas reforça que maturidade também se constrói em dias ruins.

Para o Chelsea, a noite no norte da Inglaterra deixa a mesma mensagem: talento não falta, mas título se disputa com solidez, e isso o time ainda não tem.

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Como foi a vitória do Leeds sobre o Chelsea

Tanaka celebra gol pelo Leeds
Tanaka celebra gol pelo Leeds (Foto: Imago)

O Chelsea foi punido por um começo de jogo sonolento e desconcentrado. Elétrico desde o pontapé inicial, o Leeds imprensou o time londrino contra seu próprio campo e abriu o placar através da bola aérea. Aos cinco minutos, em cobrança de escanteio no primeiro poste, Jaka Bijol subiu mais alto que a defesa dos Blues, testou consciente e venceu Robert Sánchez.

De fato, foi um primeiro tempo para esquecer da equipe de Enzo Maresca. E o desempenho sofrível dos atuais campeões mundiais não ficou só na derrota mínima. Antes do intervalo, os donos da casa ampliaram: após erro na saída de bola visitante, Tanaka recebeu na entrada da área e encheu o pé para aumentar a contagem.

Veio o segundo tempo, e o Chelsea “acordou”. Praticamente em sua primeira participação, Pedro Neto — que entrou no lugar de Estêvão — completou o cruzamento de Gittens e diminuiu para os Blues.

A reação, porém, durou pouco. Com 26′ no relógio, Tosin Adarabioyo falhou feio na área, Noah Okafor ganhou a dividida com Sánchez, e Calvert-Lewin só empurrou para o gol vazio.

E agora, Chelsea?

O Chelsea não tem muito tempo para lamentar a derrota para o Leeds — que o fez cair para a quarta colocação. Afinal, entra em campo já neste sábado (6), quando visita o Bournemouth, em jogo válido pela 15ª rodada da Premier League. A bola rola a partir das 12h (de Brasília), no Vitality Stadium.

Próximos jogos do Chelsea:

  • Bournemouth x Chelsea — Premier League — sábado, 6 de dezembro, às 12h
  • Atalanta x Chelsea — Champions League — terça-feira, 9 de dezembro, às 17h
  • Chelsea x Everton — Premier League — sábado, 13 de dezembro, às 12h

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme CalvanoRedator

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.

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