Premier League

Diogo Jota dá vitória ao Liverpool, mas jogo é mercado por lesão preocupante de Rui Patrício

Raúl Jimenez estava sentado nas arquibancadas do vazio estádio Molineux para assistir ao jogo entre o seu Wolverhampton e o Liverpool. Ele não atua desde novembro, quando fraturou o crânio enfrentando o Arsenal. Espera retornar ainda nesta temporada. No entanto, os Lobos têm um novo motivo para ficar preocupado. Nos minutos finais da derrota por 1 a 0 para o Liverpool, o seu goleiro Rui Patrício também precisou ser substituído, com o uso do novo protocolo de concussão da Premier League, após um forte choque na cabeça.

O lance aconteceu aos 41 minutos do segundo tempo. Oxlade-Chamberlain lançou Salah, que entrou na área e tocou na saída de Patrício para fazer 2 a 0 para o Liverpool. O gol foi anulado por impedimento, mas a cabeça de Patrício se chocou com o joelho do companheiro Conor Coady, que corria em direção à área para tentar desarmar a jogada. A paralisação durou cerca de 12 minutos. O Wolverhampton havia feito as três substituições, mas pode colocar John Ruddy no lugar de Patrício por meio do protocolo de concussão, que prevê uma troca extra em casos como este.

Após a partida, o treinador Nuno Espírito Santo tranquilizou o público ao dizer que recebeu uma atualização sobre o estado de saúde de Rui Patrício. “Ele está ok”, afirmou, segundo a BBC. Já nos falamos. Ele está ok. Todas essas situações, quando envolvem a cabeça, nos deixam preocupados. Ele se recuperará”.

Diogo Jota decide contra ex-clube

Jota comemora gol pelo Liverpool (Foto: Laurecen Griffiths/Imago/One Football)

Com tantas lesões na defesa, não foi tão destacada a falta que Diogo Jota vinha fazendo ao ataque do Liverpool. Contratado do Wolverhampton para inserir sangue novo ao famoso trio ofensivo, ele anotou o seu décimo gol e garantiu uma vitória vital para as esperanças dos Reds de ainda terminarem a Premier League em quarto lugar.

Foi um primeiro tempo equilibrado – por baixo. Os dois times escapavam com facilidade em velocidade, mas pecavam pouco antes de criar a chance clara de finalização. Alisson deu um susto ao deixar a bola escapar de suas mãos logo nos primeiros minutos, e Mané tomou a decisão errada ao tentar driblar Rui Patrício em vez de finalizar de perna esquerda. Perdeu o ângulo, ainda tentou consertar e foi bloqueado.

Depois de trocarem períodos em que eram mais perigosos, os dois times se uniram em uma ode ao erro de passe e pouca coisa aconteceu até os minutos que antecederam o fim da etapa inicial. Jonny chegou pela esquerda e tocou para trás. Passou por todo mundo e encontrou Rúben Neves, no outro lado do campo. Neves, que sabe chutar de média distância como ninguém, teve liberdade, mas pegou mal e mandou para fora.

Logo em seguida, o Liverpool armou a armadilha pela esquerda, na altura do meio-campo, para defender uma cobrança de lateral do Wolverhampton. A bola ficou viva pelo alto alguns segundos antes de chegar a Mané, que tabelou com Salah e abriu na esquerda para Diogo Jota. O chute do ex-atacante dos Lobos não foi ótimo. A ação defensiva de Rui Patrício, porém, também não. O goleirão colocou a mão na bola para defender no seu canto rasteiro e acabou espalmando-a para dentro.

No segundo tempo, o Liverpool armou o bote para tentar matar a partida em um contra-ataque, e até chegou perto algumas vezes, enquanto o Wolverhampton pressionava em busca do empate, mais uma vez sofrendo com pouco poder de fogo – além de Jiménez, também estava sem Daniel Podence. Conseguiu seis finalizações na etapa final, mas a maioria nas mãos de Alisson.

A melhor oportunidade acabou sendo uma das primeiras. De zagueiro para zagueiro. Romain Saïss cruzou da direita, e Coady se antecipou a Alexander-Arnold para cabecear com firmeza, por cima do travessão. No outro lado, Salah teve uma boa oportunidade, após arrancada de Keita, mas Patrício fez uma grande defesa.

Depois da paralisação pela lesão de Patrício, o Liverpool levou alguns sustos. Fábio Silva conseguiu cabecear na boca do gol, mas pegou de ombro, e Alisson defendeu sem problemas. Uma arrancada de Adama Traoré deixou os torcedores vermelhos com o coração na boca, mas a segunda vitória do Liverpool em oito rodadas foi assegurada.

Apesar da má fase, o Liverpool é o sexto colocado do Campeonato Inglês – ainda podendo ser ultrapassado por Aston Villa, Tottenham e Everton -, a cinco pontos do quarto colocado, Chelsea. A vaga na Champions League ainda é possível, mas não há mais espaço para tropeços. O Wolverhampton, 13º colocado, não vence há quatro rodadas.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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