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Dando sinais de melhora, especialmente na defesa, Liverpool bate o Wolverhampton com ajuda de Darwin Núñez

O Wolverhampton passou aproximadamente 80 minutos sem finalizar, enquanto o uruguaio criava as principais chances vermelhas

Jürgen Klopp acredita que o Liverpool tem o que precisa para emendar mais uma arrancada na reta final do Campeonato Inglês, como fez em anos recentes, e terminar entre os quatro primeiros. Ainda está cedo para saber se conseguirá, mas as últimas duas apresentações foram um progresso. Especialmente na parte defensiva porque o 0 a 0 do fim de semana não foi bom para ninguém (nem para quem assistiu). Nesta quarta-feira, porém, os gols saíram, e os Reds venceram o Wolverhampton por 2 a 0.

Um mês atrás, os Lobos expuseram os problemas vermelhos com uma vitória categórica por 3 a 0 no Molineux. O Liverpool, desde então, está invicto pela Premier League. Ganhou três jogos e empatou um. Talvez o clima fosse mais ameno em Anfield se a sapatada do Real Madrid não estivesse nessa sequência, mas, agora em sexto lugar, o Tottenham aparece a seis pontos em quarto, com um jogo a mais – embora ainda haja o Newcastle, com menos partidas, no meio do caminho.

Depois de um empate sonolento com o Palace, o Liverpool voltou a mostrar solidez defensiva, cuja ausência foi um grande problema nesta temporada. O Wolverhampton começou a partida animadinho. João Moutinho exigiu defesa de Alisson, Raúl Jiménez emendou uma puxeta, Pablo Sarabia quase marcou no segundo pau, mas a última finalização dos visitantes seria do mexicano aos 13 minutos do primeiro tempo. E se demorou para pegar ritmo, o ataque anfitrião começou a criar chances no fim da etapa inicial.

Klopp teve o retorno de Ibrahima Konaté na defesa e Darwin Núñez, novamente aberto pela esquerda. O uruguaio, tão criticado nos últimos meses, fez uma grande partida em sua função de ponta. Aos 39 minutos, recebeu de Jota, chegou à linha de fundo e cruzou para o meio da área. Harvey Elliott apareceu para desviar de cabeça, sem nem precisar pular, e mandou para fora.

Pouco depois do intervalo, Núñez ajeitou de peito para outra batida de Elliott, bem no cantinho, que exigiu uma boa defesa de José Sá. O garoto inglês, formando o meio-campo com Fabinho e Stefan Bajcetic, teve outra oportunidade, novamente em jogada do uruguaio, mas pegou mal na bola e não ameaçou o goleiro português.

Núñez estava merecendo o gol e chegou perto dele, aos 20 minutos. Jota arrancou pela meia esquerda e infiltrou a área meio aos trancos e barrancos. Núñez pegou a sobra, abriu na perna direita e bateu para fazer 1 a 0. O árbitro Paul Tierney, porém, identificou uma falta do português e anulou o gol, para a decepção de Anfield que finalmente voltava a ver um time mais próximo ao que se acostumou.

A frustração durou apenas alguns minutos porque, aos 28, Van Dijk desviou uma cobrança de falta para ótima defesa de Sá, no canto. Mas Jota pegou a sobra e cruzou na boca do gol, onde o holandês ainda estava para completar às redes. Pouco depois, Alisson começou a jogada com um lançamento para Tsimikas, que tabelou com Cody Gakpo, arrancou até entrar na área e cruzou para Mohamed Salah marcar de coxa.

O egípcio não está em um grande momento, mas chegou a 20 gols em todas as competições. Ele passou dessa marca em todas as temporadas em que defendeu o Liverpool desde que chegou da Roma em 2017.

Melhorando, o Liverpool levou os três pontos contra um time perigoso. O teste de fogo será no próximo domingo, quando recebe o embalado Manchester United.

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Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.
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