Com crise de lesões, United segura o 0 a 0 e sai mais feliz de Old Trafford
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Ole Gunnar Solskjaer precisou queimar suas três substituições ainda no primeiro tempo, por problemas físicos. Rashford talvez saísse, se houvesse uma quarta alteração. Com todos esses problemas, o Manchester United conseguiu resistir muito bem ao Liverpool e segurou o 0 a 0. Deixa Old Trafford com um ponto que, pelas circunstâncias, vale mais ao time da casa do que aos visitantes.
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É verdade que, com a vitória do Arsenal sobre o Southampton, o United caiu para o quinto lugar da Premier League, fora da zona de classificação à próxima Champions League. Mas a série de lesões afetou a maneira como o time encarou o jogo. Foi efetivamente um time misto e Rashford teve claras limitações de movimento. Sem os 11 jogadores com 100% de forma em campo e com desfalques, o United defendeu com bravura.
Contribuiu para isso uma partida muito ruim do Liverpool. O empate recoloca os Reds na liderança da Premier League, um ponto acima do Manchester City. Mas, com o desempenho de Old Trafford – e o das últimas semanas -, parece uma vantagem pequena demais para manter o time de Guardiola afastado.
O Manchester United passa por uma crise física. Perdeu Martial e Lingard contra o Paris Saint-Germain, e ambos eram dúvida para enfrentar o Liverpool. Apenas o inglês teve condições de pelo menos sentar no banco de reservas e entrou, aos 25 minutos, no lugar de Juan Mata, machucado. Pouco antes, Solskjaer já havia sido obrigado a trocar Ander Herrera por Andreas Pereira. Ainda no primeiro tempo, o próprio Lingard sentiu e foi substituído por Alexis Sánchez. Solskjaer perdeu suas três trocas, por lesões, antes do intervalo.
O Liverpool também tem seus problemas. Recuperando a forma, Alexander-Arnold ficou no banco de reservas, que não contava com nenhum reserva para a zaga. E, aos 31 minutos, Klopp precisou trocar Firmino por Sturridge, também por questão física. De qualquer forma, era um time mais inteiro do que o remendado adversário no primeiro tempo e precisava ter aproveitado melhor.
Como tem sido característica da equipe nesta temporada, o Liverpool ficou com a bola a maior parte do tempo da etapa inicial, quase 60%, mas nada conseguiu criar. Os passes percorreram o perímetro da grande área, sem infiltração, problema acentuado pela saída de Firmino, um dos pouco capazes de dar o toque em profundidade.
No outro lado, o Manchester United chegou com um pouco mais de perigo – mas não muito. Teve um chute de fora da área de Rashford e uma cabeçada de Lukaku, duas finalizações que não levaram problema para Alisson. O goleiro brasileiro, porém, brilhou no momento de maior perigo do jogo. Lukaku deu um lindo passe para deixar Lingard cara a cara. Alisson foi ligeiro na saída e bloqueou os ângulos. Lingard tentou driblar, e Alisson conseguiu desarmá-lo com as mãos.
A dinâmica da partida permaneceu igual no segundo tempo. O United chegou a ter duas cabeçadas perigosas e um gol contra de Matip, em cruzamento rasteiro de Smalling. As três jogadas foram anuladas por impedimento. No outro lado, nada aconteceu. Foram inócuas as tentativas de mudar o ritmo de Klopp, com Shaqiri no lugar de Henderson para tentar canalizar a posse de bola com alguma criatividade, e Origi na vaga de Salah para ter mais presença dentro da área.
Em certo momento da reta final do jogo, os dois lados pareciam relativamente satisfeitos com o 0 a 0 – exceto Klopp, esbravejando na linha lateral. De Gea cobrava seus tiros de meta com toda a calma do mundo, o Liverpool continuava cruzando bolas na área sem muita urgência e o árbitro deu apenas dois minutos de acréscimo no segundo tempo de um clássico muito decepcionante.