Premier League

Quem para? Chelsea vence mais uma, agora o Brighton, e sonha com Liga Europa

Outra vitória dos Blues, a quarta consecutiva, tem Palmer brilhando, para variar

É quase um novo Chelsea sob comando de Mauricio Pochettino em 2024. A vitória de 2 a 1 sobre o Brighton nesta quarta-feira (15), fora de casa, conta um pouco dessa evolução que os Blues passaram. O técnico sofreu muito nos primeiros meses da temporada 2023/24, teve vários problemas de lesões e agora parece estar encontrando uma estrutura tática.

No jogo atrasado da 34ª rodada da Premier League, a equipe de Londres mostrou duas facetas para vencer a quarta partida consecutiva. No primeiro tempo, mais paciente e dono da posse de bola, abriu o placar em jogada de calma. Em ultrapassagem pela esquerda, Marc Cucurella (ex-Brighton e muito vaiado) levantou na área para Cole Palmer desviar de cabeça e encobrir o goleiro adversário. O 22º gol do jovem de 21 anos, vice-artilheiro e indicado a melhor jogador do campeonato.

No segundo tempo, os Blues de Pochettino tiveram postura mais conservadora e apostaram nos ataques rápidos. E deu certo, de novo. Mais uma ultrapassagem, agora na direita, Malo Gusto cruzou rasteiro para trás e Christopher Nkunku apareceu para marcar o primeiro gol desde o fim de janeiro.

O placar só ficou menor porque Danny Welveck mostrou força para diminuir o placar aos 52 da etapa final, mas a reação parou por aí.

O Chelsea não vencia quatro seguidas desde outubro de 2022, ainda quando Graham Potter era o técnico.

No recorte a partir da virada do ano, o clube londrino venceu nove, empatou cinco e perdeu apenas três. Saiu da décima colocação para o sexto lugar, onde classifica para Conference League – se o Manchester City vencer a decisão da Copa da Inglaterra, o mesmo lugar dará vaga para Liga Europa. Na rodada final, em caso de nova vitória e o Tottenham perder do Sheffield United, salta para a quinta posição, aí não precisando do título dos Citizens.

1º tempo começa fraco, mas termina emocionante

Por quase toda etapa inicial, não foi um jogo veloz. No início, o Chelsea teve posse de bola enorme e muita dificuldade para atacar. Depois, o Brighton equilibrou, mesmo que mostrando dificuldade. Por 40 minutos, foi uma partida parelha, dos dois goleiros trabalhando quase nada. Até ali, Bart Verbruggen só tinha pegado uma bola perigosa, ainda aos três, em tentativa de Noni Madueke. Os Blues até tiveram um pênalti aos 15, quando Marc Cucurella invadiu a área e sofreu carrinho de Facundo Bounanotte. O VAR teve que intervir, e o árbitro viu no vídeo que não foi nada.

Nem o gol aos 33 agitou as emoções no primeiro tempo. As coisas ficaram mais legais, na verdade, já nos acréscimos. Com 48, Benoît Badiashile levantou na área como se fosse um ponta direita e, na segunda trave, Nicolas Jackson, impedido, cravou de cabeça. Depois, o atacante perdeu uma grande chance quando Palmer cruzou e o senegalês desviou por cima do gol na pequena área. Ele já tinha ficado cara a cara com Verbruggen antes, mas ao tentar driblar tirou o ângulo da finalização.

No último minuto extra, os Seagulls encaixaram um bom ataque pela direita, onde Tariq Lamptey jogou muito bem e destoou do restante dos colegas. O lateral ganês levantou na área e João Pedro mandou uma bomba de cabeça no travessão.

Brighton volta melhor, só que Chelsea ‘mata’ rival com gol

O jogo mudou depois do intervalo. Agora, quem dava as cartas era o Brighton, mais com a bola, e o Chelsea contra-atacando. A equipe da casa criou uma grande chance nesse período, quando, de novo, Lamptey cruzou na pequena área e Pascal Gross perdeu um gol inacreditável. Mas parou por aí, enquanto os Blues levaram muito perigo com alguns contra-ataques até o gol, aos 18.

Após sofrer o gol, os Seagulls permaneceram com a posse, mas faltava paciência para diminuir o placar. Em velocidade, o visitante continuava incomodando. Jackson ficou de cara com Verbruggen, que deu um carrinho para parar o atacante e tomou cartão amarelo pela falta fora da área – mal cobrada por Raheem Sterling.

Nos minutos finais, Reece James, que saiu do banco, conseguiu ser expulso ao deixar a sola na perna de João Pedro após carrinho. Nos acréscimos, Adingra acertou a trave, ainda antes do gol de Welbeck, mas não deu tempo do empate.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius é nascido e criado em São Paulo e jornalista formado pela Universidade Paulista (UNIP). Escreveu sobre futebol nacional e internacional no Yahoo e na Premier League Brasil, além de eSports no The Clutch. Além disso, atuou como assessor de imprensa no setor público e privado.
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