Premier League

Chelsea teve golaço de Alonso e algumas preocupações na vitória sobre Bournemouth

O líder da Premier League manteve a diferença. O Chelsea foi até o sul da Inglaterra e venceu o Bournemouth por 3 a 1, com alguma dose de sofrimento, mas com a competência que tem sido habitual da equipe. Depois de abrir 2 a 0, os Blues – jogando de branco – viram o Bournemouth diminuir para 2 a 1 e pressionarem no segundo tempo. O gol de Marcos Alonso, no segundo tempo, deu alívio.

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O Chelsea abriu o placar com um gol contra. Em uma bola longa de David Luiz para Moses, o ala fez a bola chegar até Diego Costa, que finalizou muito mal, mas deu sorte: a bola que ia muito longe do gol desviou no meio do caminho em Adam Smith e foi para o gol. Alguns relataram gol de Diego Costa, mas a Premier League confirmou gol contra, aos 17 minutos.

O segundo gol também nasceu de uma bola longa. Desta vez, N’Golo Kanté, acostumado a desarmar, fez uma assistência para Hazard, que marcou. Eram 20 minutos, mas o jogo estava longe de estar decidido. O Bournemouth tinha assustado com uma bola na trave Benik Afobe, assim como em um chute de Ryan Fraser que desviou em David Luiz e testou a atenção de Thibaut Courtois.

Aos 42 minutos, não teve escapatória: Joshua King chutou de fora da área, pelo lado direito, a bola resvalou de leve em David Luiz e foi no ângulo de Courtois. Com o placar de 2 a 1, o jogo voltou a ficar acessível ao time do sul da Inglaterra. E foi assim que o Bournemouth veio para o segundo tempo. E deu um calor no time de Conte.

O alívio só veio aos 23 minutos do segundo tempo, quando Marcos Alonso cobrou uma falta com categoria para marcar 3 a 1. A bonita cobrança de falta foi muito comemorada pelo espanhol, que não marca muitos gols.

Apesar da vitória, alguns problemas surgem

A vitória veio e o Chelsea manteve seus sete pontos de distância para o Tottenham, segundo colocado. O que preocupa o time neste momento é a fase de Diego Costa. Além de não marcar gols, o jogador não tem tido grandes atuações. O time de Antonio Conte é o melhor da Premier League até aqui, mas começa a mostrar problemas que não apareciam antes.

Na defesa, o time passou a sofrer mais do que vinha acontecendo. As atuações sólidas não são mais sempre assim, com alguns espaços aparecendo para adversários jogarem e marcarem gols. No ataque, o time também tem sofrido mais. Hazard está muito bem e consegue fazer jogadas individuais, mas coletivamente o time tem sofrido mais do que acontecia antes.

Diego Costa não marca desde o dia 6 de março, contra o West Ham. Costa não tem conseguido trabalhar a bola como pivô e o jogador parece sem confiança. As jogadas não fluem quando passam por ele. Neste sábado, Conte mostrou-se muito irritado quanto o jogador perdeu a posse da bola. O problema é que não há reposição. O belga Michy Batshuayi não começou um jogo sequer como titular na temporada. Sempre que esteve sem Costa, Conte usou um ataque móvel com Pedro, Willian e Hazard.

Conte vive um dilema com a saída de Fàbregas do time. O espanhol voltou a perder espaço para o sérvio Nemanja Matic, trazido de volta ao time titular para dar mais segurança ao time. Só que a parte ofensiva é quem sofre sem o espanhol, responsável por uma transição de bola com mais qualidade, velocidade e precisão.

Neste momento do campeonato, o que mais importam são os resultados, acima da qualidade de atuação. Ainda mais em um time que parece ter tanto foco no título quanto o Chelsea. Só que o time que parecia tão sólido em todos os setores passou a sentir problemas. Os torcedores esperam que isso não influencie na boa sequência de resultados até o final da Premier League.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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