Premier League

Que baile! Chelsea nem compete, Arsenal massacra e amplia vantagem na liderança da PL

Arsenal desfila no Emirates, enfia cinco no rival Chelsea e agora vai secar concorrentes ao título da Premier League

Não faltaram “olés” nas arquibancadas do Emirates Stadium nesta segunda-feira (23) em jogo atrasado da 29ª rodada da Premier League. Com atuação absurda de Martin Odegaard, o Arsenal desfilou em casa contra o rival Chelsea, dominou e o 5 a 0 até foi pouco, tamanha a superioridade do líder da competição – o goleiro Dorde Petrovic impediu que o placar fosse maior. O resultado positivo de hoje deixou os Gunners com três a mais que o Liverpool, que tem um jogo a menos, e quatro do Manchester City, este com duas partidas a fazer.

A goleada no clássico londrino começou a ser construída apenas com quatro minutos no relógio. Em jogada que começou na direita, Declan Rice recebeu pela esquerda e acionou Leandro Trossard, que não pensou duas vezes: mandou em baixo das pernas do goleiro e cravou.

Após perder algumas chances no primeiro tempo, o Arsenal voltou com tudo para o segundo e marcou quatro em 25 minutos. Primeiro, em escanteio curto bem ensaiado, Rice arriscou de fora, a defesa afastou mal e Ben White bateu cruzado para ampliar.

Odegaard, que já tinha deixado alguns colegas na cara do gol e os viu desperdiçar, finalmente foi “recompensado” quando Kai Havertz aproveitou o lançamento para fazer o terceiro. O quarto também seria do alemão, reforçando a “Lei do Ex”, ao finalizar rasteiro na marca do pênalti após passe de Bukayo Saka.

Por fim, o massacre gunner terminou com outro passe mágico de Odegaard, dessa vez em uma levantada perfeita na entrada da área, e White, que parecia tentar cruzar, encobriu Petrovic.

Um verdadeiro baile para comprovar a distância absurda entre o projeto esportivo dos dois clubes. Na luta pelo título, o Arsenal terá outro clássico de Londres no próximo domingo (28), quando visita o Tottenham.

Arteta poupa, e Pochettino convive com lesões

Os times foram modificados para o clássico londrino. Pelo pesado calendário, Mikel Arteta poupou Jorginho e Jakub Kiwior, substituídos por Thomas Partey e Takehiro Tomiyasu, respectivamente. Os brasileiros Gabriel Martinelli e Gabriel Jesus começaram no banco de reservas.

Enquanto isso, Mauricio Pochettino não pôde contar com Cole Palmer, artilheiro da Premier League com 20 gols, e Malo Gusto, o lateral-direito titular, além da extensa lista de desfalques a longo prazo.

Arsenal se adapta ao Chelsea e é melhor no 1º tempo

Foi uma etapa inicial interessante, especialmente pela postura do Arsenal. Mostrando adaptação ao adversário, a equipe da casa não quis monopolizar a posse de bola e viu o Chelsea beirar os 60% nos 45 minutos (terminou com 57%). No entanto, isso não quis dizer que os Gunners apenas se defenderam. Muito pelo contrário, a pressão quase perfeita no 4-4-2 era muito alta e forçou vários erros do rival.

Foi roubando a bola no campo de ataque que o mandante criou as melhores chances na etapa inicial. Já com o 1 a 0 no placar, Havertz teve grande chance dentro da área, mas com a marcação em cima tentou tocar e errou. Da mesma forma, em outra roubada em, o atacante alemão exigiu grande defesa de Dorde Petrovic, que impediria na sobra também o segundo de Trossard após desvio de Axel Disasi.

Também foi um destaque a parte a atuação ofensiva de Rice. Além da assistência, o meio-campista dava muito ritmo pela esquerda e quase marcou em batida de fora da área. Um jogador realmente completo.

Pelo lado azul, os 15 minutos iniciais foram de muita dificuldade e nada criado no campo de ataque. A primeira chegada foi um cruzamento do capitão Conor Gallagher que Noni Madueke não conseguiu alcançar. Depois, em escapada completamente sozinho, Nicolas Jackson deixou Willian Saliba para trás na ponta esquerda. Dentro da área tentou um toque rasteiro, Gabriel Magalhães desviou e a bola explodiu no pé da trave. Definitivamente, a melhor chance dos Blues no primeiro tempo.

Melhorando do meio para o fim, eles ainda tentaram com Marc Cucurella duas vezes após cruzamento. Na primeira, o chute do espanhol ficou na marcação, e depois, na sobra, tocou para Enzo Fernández bater rasteiro pertinho do gol de David Raya.

Gunners voltam para etapa final a fim de golear

Arteta deve ter reforçado no intervalo a necessidade de converter as chances para etapa final, diferente do que foi visto no primeiro. E realmente deu muito certo, com espetaculares quatro gols. Olha que Petrovic, novamente, impediu mais bolas nas redes, antes mesmo do Arsenal ampliar, quando Rice bateu cruzado logo aos três minutos. O arqueiro sérvio também impediu que Havertz fizesse aos cinco, quando defendeu com a coxa no momento que a bola já ia passando por baixo das pernas.

Nos minutos finais, saindo do banco, Martinelli também parou em Petrovic.

O Chelsea quase não existiu no segundo tempo. O único ataque veio em roubada de Madueke, que acionou Jackson pela direita da área. Por lá, o senegalês bateu na rede pelo lado de fora. Só, apenas, os Blues basicamente não incomodaram mais Raya.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius é nascido e criado em São Paulo e jornalista formado pela Universidade Paulista (UNIP). Escreveu sobre futebol nacional e internacional no Yahoo e na Premier League Brasil, além de eSports no The Clutch. Além disso, atuou como assessor de imprensa no setor público e privado.
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