Premier League

Entenda o ataque de fúria de Haaland contra árbitro de Manchester City x Tottenham

Haaland ficou enlouquecido com o árbitro Simon Hooper, que ficou marcado por uma polêmica no jogo entre Manchester City x Tottenham

No último domingo (3), o Manchester City empatou com o Tottenham por 3 x 3, no Etihad Stadium, pela 14ª rodada da Premier League. Em um jogo muito movimentado, uma cena chamou a atenção do mundo: Erling Haaland teve um ataque de fúria contra o árbitro da partida, Simon Hooper.

A imagem do centroavante norueguês completamente nervoso rodou o mundo, levantando dúvidas sobre o porquê da reação. Para começar a explicação, o camisa 9 dos Citizens ficou indignado com uma decisão polêmica da arbitragem, que pôde ter influenciado diretamente no resultado contra os Spurs.

Tudo começou já nos acréscimos finais da partida, logo depois de Kulusevski marcar o gol do empate em 3 x 3, aos 45 minutos do 2º tempo. Rodri deu um passe em direção ao meio-campo para Haaland, que sofreu a falta de Emerson Royal. Mesmo assim, o atacante do Manchester City conseguiu manter a posse da bola e fez um lançamento para Grealish, que sairia cara a cara com o goleiro do Tottenham.

A princípio, Hooper deu a vantagem para os Citizens, mas simplesmente mudou de ideia depois do passe do norueguês ao apitar a falta invés de deixar a jogada seguir. Não à toa, os jogadores de Pep Guardiola ficaram protestaram contra a decisão do árbitro, liderados pelo camisa 9, que cobrou acintosamente Simon por não deixar o jogo correr em um lance que poderia ser decisivo.

Regra dá razão à reclamação de Haaland em Manchester City x Tottenham

A regra dá razão à reclamação de Erling Haaland em Manchester City x Tottenham. Segundo a International Football Association Board (IFAB), órgão regulador das regras do futebol, o árbitro concede a vantagem “estendendo um ou os dois braços para frente na altura dos ombros” (o que o juiz sinalizou antes de soar o apito). Para a arbitragem deixar a jogada seguir sem marcar a falta somente quando:

  • Há um benefício real para a equipe que sofreu a infração;
  • Nenhum jogador está seriamente lesionado;
  • Não existe risco de reação ou confronto.

O árbitro tem que tomar uma rápida decisão tática, sempre lembrando que:

  • Permitir que o jogo continue nem sempre é do interesse da equipe não infratora, por exemplo, se estiverem dentro ou perto de sua própria área de grande penalidade e/ou sob pressão;
  • Uma cobrança de falta em uma situação de ataque pode ser melhor para a equipe não infratora do que permitir que o jogo continue.

Por fim, a IFAB também diz que “o árbitro pode esperar alguns segundos para permitir que uma possível vantagem se desenvolva, e se a equipe que sofreu a infração não se beneficiar e não ganhar vantagem, a falta pode ser concedida. No entanto, não devem ser dadas duas oportunidades à equipa não infratora, por exemplo, se um jogador sofrer uma falta, mas recuperar e chutar a gol; se o jogador não marcar o gol, o árbitro não pode voltar atrás e marcar uma falta pela infração original”.

No caso de Simon Hooper, o centroavante norueguês conseguiu lançar a bola para o campo de ataque mesmo sofrendo a falta. Grealish tinha condições de continuar a jogada e arriscar a finalização, que poderia resultar ou não em gol. Mas o árbitro se precipitou e assinalou a infração em Haaland, ação que vai na contramão da regra de vantagem.

VAR não poderia intervir

O árbitro de vídeo também não poderia intervir na decisão tomada por Hooper dentro de campo na falta marcada em Haaland por não estar encaixada na regra. Ainda de acordo com a IFAB, o VAR só pode assistir o árbitro em caso de “erro claro e óbvio” ou “incidente grave não percebido” em relação a:

  • Gol/não gol;
  • Pênalti/não pênalti;
  • Cartão vermelho direto (não segundo cartão amarelo/advertência);
  • Identificação errada (quando o juíz adverte ou expulsa o jogador errado da equipe infratora).

Reações pós-jogo

Através de suas redes sociais, o centroavante do City voltou a expressar sua indignação com Simon Hooper. Perguntado pela imprensa sobre o lance, Guardiola admitiu “não entender a ação do árbitro” em não dar a vantagem. Mesmo assim, o técnico catalão preferiu não crucificar o juiz e foi sucinto ao dizer que a polêmica “não foi a responsável pelo empate”.

Foto de Matheus Cristianini

Matheus Cristianini

Formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Unesp, é apaixonado por esportes, acima de tudo o futebol. Por mais redundante que seja, ama escrever sobre o que é apaixonado, ficando de olho em tudo o que acontece dentro e fora de campo. Após passar por Antenados no Futebol, Bolavip Brasil, Minha Torcida e Esportelândia, se juntou à equipe da Trivela com muita vontade de continuar crescendo.
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