Premier League

Invicto em 2024, Manchester United provará sua boa fase diante de um inconstante Aston Villa

Muito mal e criticado na primeira metade da temporada, Manchester United ressuscitou em 2024 e, agora, testa boa fase na Premier League contra o ótimo, mas inconstante no momento, Aston Villa

Ainda que separados por oito pontos, o que é uma imensidão na Premier League, Aston Villa e Manchester United se enfrentam neste domingo (11) em Birmingham, em duelo que colocará frente a frente dois dos times que integram o atual top 6 da temporada no Campeonato Inglês. Diferente do que seria dito algumas semanas atrás, o jogo começa com os visitantes de Manchester em fase melhor, enquanto os mandantes do Villa ainda penam para retomar o bom futebol que marcou o clube na primeira metade do torneio.

O Manchester United, diferente do que era esperado, ainda está invicto em 2024, ano no qual já atuou pela Premier League e também pela Copa da Inglaterra. A boa fase anima jogadores e torcedores, acostumados a ver o time nas partes de baixo da tabela e, mesmo ainda distante em pontuação do Tottenham e do próprio Aston Villa, respectivamente quinto e quarto colocados do Campeonato Inglês, os Red Devils começam a ver com mais esperança uma possível ida a competições europeias na próxima temporada.

O Aston Villa, por sua vez, chegou a liderar a Premier League e, sem exageros, foi um dos times que mais chamou atenção na primeira metade do torneio. Diferente de seu rival deste domingo, no entanto, a equipe comandada pelo técnico espanhol Unai Emery apresentou leve queda de produção neste 2024 e vive uma fase mais instável, que praticamente a tirou da luta pelo título e colocou sob ameaça até mesmo sua vaga na próxima edição da Champions League — hoje, apenas dois pontos separam o clube do Tottenham, primeiro time fora do G4.

Como o Manchester United chega para o jogo contra o Aston Villa?

A invencibilidade em 2024 é inesperada, mas muito boa para o Manchester United que, contando com sua boa fase e resultados alheios, chegou a uma ótima sexta colocação e pode, mesmo que não por tantos méritos próprios, se classificar, por exemplo, para a Liga Europa. Explicamos: se algum time que estiver no G5 da Premier League vencer a Copa da Inglaterra, automaticamente mais uma vaga é aberta na segunda competição de clubes mais importante da Europa, sendo esta dedicada ao sexto colocado do Campeonato Inglês.

Isso sem contar que, se o Liverpool vencer a Copa da Liga Inglesa, por estar indo para a Champions League atualmente, deixaria a vaga na Conference League que é dada ao campeão deste torneio também para um time da Premier League. Ou seja, a subida na tabela credencia o Manchester United a, se não lutar diretamente por Champions League, sonhar com uma vaga em competições europeias, mesmo que não seja na principal e mais cobiçada. Para um time em franca recuperação, que vem de temporadas horríveis e, inclusive uma eliminação como lanterna na fase de grupos na Champions, é um alento.

Falando em alento, inclusive, o Manchester United do treinador Erik ten Hag tem encontrado bastante isso em jovens jogadores, os responsáveis por carregarem os Red Devils nesta boa fase atual. Destacaremos aqui três deles: Alejandro Garnacho, argentino das categorias de base que simplesmente fez dois gols na vitória por 3 a 0 diante do West Ham e, de vez, cravou seu nome entre os titulares; Kobbie Mainoo, outro que vem dos times de categorias inferiores do United e que tem apresentado um futebol extremamente acima da média; e, por fim, mas não menos importante (não mesmo!), o dinamarquês Rasmus Højlund, que chegou da Atalanta no começo da temporada, demorou para engrenar, mas finalmente tem mostrado a que veio.

Rasmus Højlund participou de todas as cinco partidas que o Manchester United disputou em 2024 e não marcou apenas na primeira delas, contra o Wigan, pela Copa da Inglaterra. Depois disso, fez gol e deu uma assistência no 2 a 2 contra o Tottenham pela Premier League; balançou as redes mais uma vez diante do frágil Newport, novamente pela competição em mata-mata; por fim, fez um gol e deu uma assistência contra o Wolves e anotou mais um na vitória contra o West Ham, ambos pelo Campeonato Inglês. Uma boa fase que os torcedores do United esperam que seja só o começo e que será colocada à prova neste domingo, diante de uma das surpresas da temporada.

Como o Aston Villa chega para o jogo contra o Manchester United?

Se a fase do Manchester United está excelente em 2024, não dá para dizer o mesmo do Aston Villa — apesar de o clube de Birmingham estar longe, bem longe de uma crise. Acontece que neste ano só houve duas vitórias, uma pela Copa da Inglaterra diante do Middlesbrough, da segunda divisão, e outra pelo Sheffield United, lanterna da Premier League, mas com uma sonora goleada por 5 a 0. O tropeço em 0 a 0 diante de um Everton em crise e, principalmente, a derrota em casa para o Newcaslte, ainda pesam nas ambições do Villa.

Não há, então, hora melhor para vencer e espantar qualquer tipo de crise de perto do Villa Park. Pegar um time em ascensão pode não ser a melhor das coisas, mas vencê-lo colocaria o Aston Villa de volta no lugar onde esteve a maior parte da temporada. Além disso, é a única saída para evitar que o time deixe a zona de classificação para a Champions League, já que o Tottenham vigia de perto a quarta vaga, estando apenas dois pontos atrás do Villa — até mesmo um empate pode ser péssimo, apesar do time de Unai Emery ter melhor saldo de gol, primeiro critério de desempate.

Claro que ir à Liga Europa não seria exatamente ruim para o Aston Villa, mas, sem dúvidas, seria frustrante, principalmente pela ótima campanha que o time fez na primeira metade da Premier League. Sim, falta elenco, principalmente em relação aos concorrentes diretos no alto da tabela. Mas se o título ficou distante, a ida para a Champions League já seria suficiente para coroar o ótimo trabalho que Unai Emery vem fazendo. Para isso, vencer o Manchester United neste domingo é mais do que fundamental.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius é nascido e criado em São Paulo e jornalista formado pela Universidade Paulista (UNIP). Escreveu sobre futebol nacional e internacional no Yahoo e na Premier League Brasil, além de esports no The Clutch. Como assessor de imprensa, atuou no setor público e privado.
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