Premier League

Aston Villa escancara problemas do Liverpool de Slot e vence ‘final’ por Champions

Time de Unai Emery vence confronto direto no Villa Park, ultrapassa os Reds e confirma retorno à Champions League

O Aston Villa está de volta à Champions League. E com autoridade. Nesta sexta-feira (15), no Villa Park, o time de Unai Emery venceu o Liverpool por 4 a 2, pela 37ª rodada da Premier League, ultrapassou justamente o rival na tabela e assumiu a quarta colocação. No confronto direto, os donos da casa foram mais organizados, mais agressivos e emocionalmente mais preparados.

O resultado também escancarou um Liverpool que se acostumou a viver no limite ao longo de 2025/26. Atual campeão inglês, o time de Arne Slot jamais conseguiu transmitir segurança de maneira contínua durante a temporada — e isso voltou a ficar evidente diante do Villa.

Houve posse de bola e controle territorial em alguns momentos. Mas tudo soava superficial. O Liverpool circulava a bola sem machucar, tinha enorme dificuldade para acelerar as jogadas e oferecia espaços demais quando precisava se defender.

Villa expõe Liverpool problemático de Slot

A impressão é de que o Liverpool atravessou o campeonato inteiro sem encontrar uma identidade sólida. É uma caricatura do time que foi a temporada passada, quando conquistou o título da Premier League.

Falta contundência no ataque e sobra vulnerabilidade atrás. Contra o Villa, bastaram alguns encaixes rápidos dos donos da casa para desmontar a estrutura defensiva dos Reds, que novamente pareceram desorganizados nas transições e pouco intensos sem a bola. Mais do que a derrota em si, o problema foi a forma como ela aconteceu: um time emocionalmente instável, previsível ofensivamente e incapaz de controlar o ritmo do jogo quando mais precisava.

Apesar do tropeço, o Liverpool ainda ocupa posição confortável na briga pela próxima Champions League. A Premier League assegurou ao menos cinco vagas diretas para a edição 2026/27 graças ao coeficiente da Uefa, o que mantém os Reds, agora em quinto, dentro da zona de classificação.

Ainda assim, o cenário exige atenção. O Bournemouth, sexto colocado, soma 55 pontos e ainda tem duas partidas a disputar, enquanto o Liverpool estacionou nos 59 e fará apenas mais um jogo até o fim da temporada.

Arne Slot durante Villa 4 a 2 Liverpool
Arne Slot durante Villa 4 a 2 Liverpool (Foto: Andrew Yates / Sportimage / Imago)

O Aston Villa, por sua vez, fecha a rodada com dupla comemoração. Além da vaga garantida na Champions, a equipe agora seguirá para a final da Liga Europa, onde enfrentará o Freiburg.

E o desfecho continental pode impactar diretamente o número de ingleses na próxima Champions League. Caso o Villa conquiste o torneio e termine fora do top-4 da Premier League, a Inglaterra herdaria uma sexta vaga. Porém, se os comandados de Emery permanecerem entre os quatro melhores — como acontece neste momento —, a vaga extra não será repassada a outro clube inglês.

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Como foi a vitória do Villa sobre o Liverpool

O Aston Villa começou melhor, mas foi abrir o placar justamente quando o Liverpool igualou as forças e passou a dominar as ações. Aos 40 minutos do primeiro tempo, após escanteio curto e jogada ensaiada, Morgan Rogers recebeu livre na área e acertou lindo chute colocado, sem chances para Mamardashvili.

A resposta dos Reds veio no início da etapa complementar. Em cobrança de falta lateral, Szoboszlai alçou bola na área do Villa e achou Van Dijk, que se desvencilhou da marcação de Matty Cash e testou consciente, estufando as redes de Dibu Martínez.

Novamente quando era melhor em campo, o time de Arne Slot sucumbiu. Logo depois do gol de empate visitante, Szoboszlai escorregou no campo de defesa, Rogers roubou a bola, invadiu a área e serviu Ollie Watkins. De primeira, o atacante inglês venceu Mamardashvili e recolocou os donos da casa na frente.

A partir daí, virou passeio. Watkins voltou a marcar após pane na defesa dos Reds e rebote de Mamardashvili na pequena área. McGinn, de fora da área, encobriu o goleiro georgiano e anotou o quarto dos mandantes. Van Dijk, de novo, diminuiu de cabeça. Mas em nada adiantou.

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme CalvanoRedator

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.

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