Premier League

As coisas não funcionaram e Mourinho teve que arcar com as consequências, diz Klopp

A posição de José Mourinho à frente do Manchester United foi se deteriorando, semana a semana, até o clube decidir demiti-lo, na última terça-feira. Os treinadores dos dois maiores rivais dos Red Devils comentaram a notícia. Pep Guardiola foi político, enquanto Jürgen Klopp elogiou o português, mas afirmou que ele teve que arcar com as consequências da queda de rendimento do seu time. O último jogo de Mourinho pelo United foi a derrota por 3 a 1 para o Liverpool de Klopp.

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“Eu tenho que dizer que, no nosso nível, não é que eu não me sinta mal por ele, eu sei que é difícil do ponto de vista da pessoa, mas, se um treinador é demitido na Championship, ou na League One ou League Two (divisões inferiores do futebol inglês), então esse é um momento ruim porque ele não sabe se vai conseguir outro emprego. Se José quiser outro emprego, ele consegue um em dois dias. É bem fácil. Estamos falando de alguém de um nível muito alto”, afirmou o treinador alemão.

“Mas, de um ponto de vista pessoal, eu sei o quanto ele é ambicioso. Tenho certeza que ele não levou (a demissão) tranquilamente. Ele queria ter sucesso no United e ele teve, mas as coisas não funcionaram da maneira como todos queriam, então você tem que arcar com as consequências. É assim no nosso trabalho”, completou.

Klopp disse que todos os treinadores estão sujeitos a essa situação e as únicas coisas que os protegem são as cláusulas de rescisão, como a que depositou uma bolada de £ 22,5 milhões na conta de Mourinho por causa da demissão. “Se o clube achar que há alguém que pode fazer o trabalho melhor que eu, ele tem que mudar hoje”, disse. “Não veja como nós jogos a última partida. Se eles acharem que há alguém melhor, têm que mudar agora. Nos nossos trabalhos, isso pode ser bem caro para os clubes. Essa é, na verdade, a única coisa que salva nossas vidas às vezes”, afirmou.

“Ele é um cara muito competitivo, muito ambicioso, realmente competitivo. Ele tem todo meu respeito. Teve um sucesso inacreditável. Eu posso imaginar que os últimos meses não foram alegres para ninguém, especialmente para ele. Não é legal que ele tenha que ter encarado perguntas todos os dias, isso é um problema. Mas ninguém pode tirar as coisas que ele ganhou. Eu desejo, pessoalmente, que ele tenha isso em mente quando for embora e não as outras coisas que aconteceram nos últimos meses. Ele é um incrível treinador”, disse.

Guardiola, com quem Mourinho travou uma rivalidade ferrenha em seus melhores dias, teve apenas palavras de apoio ao colega. “Quando isso acontece, eu fico triste pelos treinadores. Quando a situação não é boa, estamos sozinhos. Eu sou próximo de todos eles. No futebol, isso acontece, mas, quando os resultados não são bons, você pode ser demitido. Claro que ele não precisa de mim. Ele é tão forte. Eu desejo a ele o melhor e em breve ele estará de volta”, afirmou, à Sky Sports.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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