Arsenal vira sobre o Chelsea mostrando como superou problemas da última temporada
Com brilho de Kai Havertz, atuais campeões da Premier League reforçam rodada a rodada seu favoritismo
O Arsenal reforça seu favoritismo ao título da Premier League rodada a rodada. Neste domingo (6), recebeu o rival Chelsea no Emirates Stadium e teve uma atuação gigante para vencer de virada, 2 a 1, em mais uma mostra de que superou um dos grandes problemas da última temporada, quando, mesmo assim, foram campeões ingleses.
A vitória no clássico londrino veio com participação decisiva de Kai Havertz. O alemão, que se movimentou tanto que apareceu como ponta direita no primeiro gol, cortou para dentro e acertou um belo chute de fora da área para empatar a partida no meio da etapa inicial. Morgan Rogers, em sobra de bola parada, abriu o placar no primeiro minuto de jogo.
No segundo tempo, Martin Odegaard fez o seu em jogadaça de Christos Tzolis, cortando da ponta direita para dentro, e linda deixada de Havertz antes do meia dominar na área e marcar.
Dois gols e uma dúzia de finalizações que ilustram uma “nova cara” dos Gunners.
The captain delivers for Arsenal 🤩
— Premier League (@premierleague) September 6, 2026
Martin Odegaard scores to put the hosts in front 🔴 pic.twitter.com/PYxqCHrHYE
Arsenal agora tem repertório além das bolas paradas
A última temporada foi marcada pelo pragmatismo de time de Mikel Arteta, que jogava de forma muito direta, física e apostando principalmente nas bolas paradas. Quando precisava propor o jogo contra defesas muito fechadas, com a obrigação de rodar a bola para encontrar os espaços, sofria. Agora, neste início de novo ano, dá para dizer que tem mudado.
Para buscar a virada, o Arsenal colocou a bola no chão. Com um ataque posicional, mas com muita liberdade para troca de posições de pontas com laterais e as flutuações de Havetz, a equipe da casa criou um caminhão de chances, exigiu defesas de Dibu Martínez e poderia ter vencido por mais.
O saldo final de gols esperados foi de 1.98 contra apenas 0.34, tendo o goleiro argentino intervindo oito vezes, enquanto David Raya, quatro. O time que muitas vezes poderia ser considerado “feio” de assistir virou divertido.
O primeiro gol, inclusive, é na paciência. O 5-4-1 do Chelsea estava formado, mas as trocas de posições dos atacantes confundiram a marcação e o posicionamento improvável do atacante alemão culminou em uma grande jogada individual.
O tento da virada foi construído mais rápido, mas ainda assim bem feito e pelo chão, de pé em pé, até Tzolis desequilibrar. As bolas paradas ainda são importantes. Riccardo Calafiori chegou a empatar o jogo em falta cobrada na área em jogada irregular. A diferença é que agora há mais armas para marcar gols.
Parte da responsabilidade está em Arteta, que tem apresentado uma diferença na forma como seus laterais passaram a atacar, tanto por dentro — como era antes — como por fora, o que dá mais liberdade aos pontas. A boa fase técnica e física de Odegaard, Bukayo Saka e Havertz também é um fator decisivo nisso. Tudo isso pode ser decisivo para a equipe ser bicampeã inglesa e sonhar com outros títulos.
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Arsenal busca e merece empate no 1º tempo
O gol logo no primeiro minuto foi um susto, mas que o Arsenal rapidamente soube se recuperar. A equipe acumulou oito finalizações até finalmente empatar. Inclusive, chegou a balançar as redes antes de Havertz, em bola parada finalizada por Riccardo Calafiori após defesa de Dibu Martínez e bola na trave, mas Ezri Konsa estava impedido na origem do lance.
O Chelsea passou, aos poucos, a segurar mais a bola. David Raya brilhou ao encaixar chute de Cole Palmer e espalmar bomba de Reece James. João Pedro, por alguns centímetros, não empatou em cruzamento. Nos acréscimos, o brasileiro lançou Pedro Neto em contra-ataque e o português carimbou a trave para finalizar um primeiro tempo de alto nível.
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Chelsea sofre e demora a reagir
O gol cedo do Arsenal não foi um acaso. Os Gunners dominaram o começo da etapa final. Dibu Martínez teve que se esticar todo para salvar uma batida colocada de Saka, além de ter salvado uma bola que ficou viva em escanteio.
Mesmo com a vantagem, a equipe da casa teve liberdade para segurar e rodar a bola — tanto que a diferença de posse na segunda parte foi de 10% a mais em relação aos Blues.
No abafa final, o Chelsea só poderia ter empatado graças a Estêvão. O jovem brasileiro, saindo do banco, fez linda jogada na ponta direita nos acréscimos, cortou para dentro e finalizou em direção ao ângulo, mas Raya brilhou e garantiu a vitória.