Premier League 2026/27

Arsenal pega o elevador e recupera vaga no G4 após derrubar o West Ham

Jogo maçante com os Hammers teve gol decisivo de Gabriel Magalhães

Londres viveu um domingo (1º) peculiar na Premier League. Especialmente no que é relacionado à briga pelo G4 do campeonato, a briga pegou fogo. No London Stadium, o West Ham recebeu o Arsenal e foi derrotado por 2 a 1, permitindo que o rival voltasse à zona de classificação para a Liga dos Campeões.

A batalha pelo quarto posto ficou bastante acirrada nessa rodada, quando o Tottenham bateu o Leicester e roubou temporariamente a vaga do Arsenal. Mas o time de Mikel Arteta se segurou bem e administrou tranquilamente a vantagem adquirida diante dos Hammers, fora de casa.

Como todo clássico que se preze, sobretudo nos que valem alguma coisa para ambos os times, o jogo foi amarrado na primeira etapa, consequentemente com poucas chances. A ação ficou restrita ao meio-campo e aos desarmes, enquanto as ações ofensivas não se desenvolviam até a área mais aguda do campo. O West Ham fez mais na primeira etapa, no âmbito de finalização e de precisão, mas não conseguiu abrir o placar e vencer o goleiro Aaron Ramsdale.

Isso não quer dizer que o Arsenal de Arteta não tenha competido na primeira parte. Sempre muito forte nas divididas e na proteção de sua área, o time visitante esperava um momento de desatenção do West Ham para criar uma oportunidade letal. E aos 38 minutos da primeira etapa, ela veio em uma bola aérea. Com um passe açucarado de Bukayo Saka, o zagueirão Rob Holding testou firme no alto para balançar as redes.

Assustada com mais uma situação desfavorável, a equipe de David Moyes fez um segundo tempo bastante abaixo da expectativa, tomando decisões erradas e com uma lentidão bastante preocupante. Existe um motivo para isso: a semana é muito importante para os Hammers, que encaram o Eintracht Frankfurt pela semifinal da Liga Europa. Enquanto isso, o Arsenal está totalmente focado em lidar com as ameaças semanais na Premier League para alcançar seu objetivo de retornar à Champions após cinco anos de ausência.

O drama dos mandantes só não foi maior porque Jarrod Bowen empatou um pouco antes do apito para o intervalo. O passe de Vladimir Coufal, vindo da direita, forçou Bowen a pensar rápido. Não deu outra: boa finalização, com desvio na zaga, e gol do West Ham. A pressão voltou a repousar sobre os ombros do Arsenal.

Os minutos iniciais da etapa complementar tiveram uma atuação mais agressiva dos Gunners, que intensificaram as ações ofensivas. Em uma delas, Saka descolou um escanteio e, no rebote de seu cruzamento, Gabriel Martinelli pegou a sobra. O brasileiro acionou o xará Gabriel Magalhães, que tocou de cabeça e selou o resultado. Foi uma cartada típica de Arteta, que costuma dar muita atenção às jogadas pelo alto, uma tônica do Arsenal na campanha.

Não houve muito mais momentos de perigo, e o tempo jogou a favor de Arteta até o final. Se impondo e ainda desafiando a lenta defesa do West Ham, o ataque do Arsenal auxiliou na missão de proteger os três pontos adquiridos no London Stadium. Não se sabe ao certo se o elenco dos Gunners estava acompanhando o Tottenham, mas a postura foi bem de acordo com quem tem a vantagem psicológica na luta pela vaga europeia.

Jogo a jogo, o Arsenal vai se aproximando do sonho. E deve resolver suas diferenças com os Spurs em duas semanas. Pela frente, virá o desesperado Leeds. Depois disso, terá a tropa de Antonio Conte para decidir o que será feito da quarta posição da Premier League.

Do outro lado, o West Ham já não alimenta mais a esperança de disputar a principal competição continental, pelo menos via tabela. O que ainda pode acontecer, com sorte, é conquistar o posto na Champions com o título na Liga Europa. Qual é o limite para a magia de Moyes?

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Foto de Felipe Portes

Felipe Portes

Felipe Portes é zagueiro ocasional, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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