Premier League

Arsenal usa principal arma, destrava jogo de paciência e encaminha título da Premier League

Time londrino supera resistência do Burnley no Emirates, vence duelo travado e pode ser campeão já nesta terça-feira

O Arsenal passou no teste de paciência que costuma separar candidatos reais de título dos meros postulantes. Nesta segunda-feira (18), no Emirates, a equipe de Mikel Arteta venceu o Burnley por 1 a 0, pela 37ª rodada, e se aproximou do título da Premier League. Se o Manchester City tropeçar diante do Bournemouth, os Gunners encerram a espera pelo troféu já nesta terça-feira (19). Caso contrário, seguirão dependendo apenas de si na última rodada.

O roteiro da partida esteve longe de ser confortável. Mesmo rebaixado, o Burnley não aceitou o papel de figurante e criou um cenário indigesto para o líder. Compacto, agressivo na marcação e disciplinado sem a bola, o time visitante congestionou os corredores centrais e obrigou o Arsenal a circular o jogo sem encontrar espaços claros. Em vários momentos, a sensação era de que os londrinos enfrentavam mais a ansiedade do que propriamente o adversário.

Foi justamente nesse contexto que apareceu a principal arma construída por Mikel Arteta e sua comissão técnica ao longo das últimas temporada: a bola parada. Em uma partida travada, de poucas brechas e muita imposição física, o detalhe fez diferença outra vez. Bukayo Saka cobrou escanteio com precisão, Kai Havertz atacou o espaço entre os zagueiros e cabeceou para decidir.

Os números ajudam a explicar por que a equipe londrina encontrou nessa característica um caminho tão confiável. Já são 24 gols oriundos de bola parada nesta edição da Premier League, sendo 18 em cobranças de escanteio.

A vitória sobre o Burnley teve menos brilho do que outras atuações, mas talvez tenha sido uma das mais simbólicas da campanha. Campeões em potencial também precisam saber vencer partidas tensas e emocionalmente desgastantes. O Arsenal encontrou dificuldades, demorou para destravar o confronto, mas não se desesperou. E, agora, está a um passo de transformar uma temporada consistente em um título que persegue há anos.

Como foi a vitória do Arsenal sobre o Burnley

Antes mesmo da bola rolar, o Arsenal sabia que seria um jogo de paciência. Matematicamante rebaixado, o Burnley foi para Londres sem pressão alguma, mas disposto a dificultar a vida dos Gunners. E foi o que tentou fazer: bloco baixo, equipe fechada, compactação entre as linha e postura altamente reativa.

Foi um primeiro tempo nervoso. O tempo passava, o gol não saía e a tensão tomava conta. Até que aos 37 minutos, Kai Havertz tratou de desafogar o Emirates. Saka cobrou escanteio na medida e encontrou o atacante alemão, que subiu mais que todo mundo, testou consciente e colocou os donos da casa na frente.

Na etapa complementar, o cenário se manteve: o Arsenal tinha a bola, ocupava o campo de ataque e dominava as ações, mas não conseguia matar o jogo. O Burnley, por sua vez, cresceu de produção e passou a ameaçar em algumas estocadas. Nada, porém, que tirasse a vitória do líder do campeonato. Mais três pontos para o time de Arteta e missão quase concluída.

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O que falta para o Arsenal ser campeão?

Com a vitória sobre o Burnley, o Arsenal foi a 82 pontos e colocou uma mão na taça da Premier League. Caso o Manchester City não vença o Bournemouth nesta terça-feira (19), o time londrino será campeão inglês no sofá.

Em contrapartida, se a equipe de Pep Guardiola bater os Cherries no Vitality Stadium, tudo ficará para a última rodada, quando os Gunners visitam o Crystal Palace e os Citizens recebem o Aston Villa.

Briga pelo título da Premier League:

1º Arsenal – 82 pontos e 37 rodadas disputadas
2º Manchester City – 77 pontos e 36 rodadas disputadas

Vale lembrar que, em caso de igual pontuação, são levados em consideração os critérios de desempate para definir o campeão: saldo de gols, gols marcados e confronto direto, nesta ordem.

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme CalvanoRedator

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.

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