Premier League

Arsenal 0 x 0 United foi mais um clássico sem fogos de artifício na Inglaterra – mas até que bem movimentado

Era uma boa oportunidade de reagir ao Manchester United após a derrota para o Sheffield United. Além dos três pontos, bater o Arsenal, em boa fase, lhe daria uma injeção de ânimo para continuar perseguindo o líder Manchester City. Mas, se o 0 a 0 manteve sua longa sequência de invencibilidade como visitante, o empate significa que o rival poderá abrir até seis pontos de vantagem caso vença o seu jogo que está devendo.

Em um campeonato que ainda terá outros altos e baixos, o Manchester United chegou a anunciar uma briga pelo título, mas, com apenas uma vitória nas últimas quatro rodadas, e com o City parecendo o time mais sólido da Inglaterra a cada rodada, ficou um pouco para trás, ainda com 17 ou 18 jogos – ou até 19 – pela frente nesta temporada da Premier League.

O United chegou a 18 jogos de invencibilidade como visitante em mais um clássico da liga inglesa que ficou devendo em fogos de artifício, embora tenha havido boas chances de abrir o placar para os dois times envolvidos. Em recuperação, tentando se aproximar dos quatro primeiros, o Arsenal não achará o ponto tão ruim, agora em uma sequência com cinco vitórias e dois empates.

Fred bateu colocado da entrada da área para exigir uma linda defesa de Leno, com a ponta dos dedos, logo aos 20 minutos. O Arsenal reagiu com um contra-ataque puxado Emile Smith Rowe. Nicolas Pépé recebeu pela direita, gingou contra Luke Shaw e bateu colocado, perto da trave.

Bruno Fernandes o imitou, três minutos depois. Recebeu o passe de Pogba, deixou David Luiz na saudade e também tentou bater com curva no canto mais distante – e quase o acertou. Depois, de falta, o meia português assustou Leno. Ou, mais precisamente, o desvio de cabeça de David Luiz assustou Leno.

O segundo tempo foi mais movimentado, com 17 finalizações combinadas entre as duas equipes. Willian teve uma chance de ouro de fazer 1 a 0, aos três minutos. O cruzamento de Bellerín passou por todo mundo e o encontrou na segunda trave, mas a batida meio frágil do brasileiro parou no bloqueio de Wan-Bissaka.

Falando em chance de ouro, aos 13 minutos, o United trocou passes com qualidade pela esquerda até Luke Shaw cruzar rasteiro para a boca do gol. Cavani apareceu pressionado por Cédric, a meros metros da linha, sem goleiro. O árbitro deu escanteio, o que indica algum tipo de desvio, talvez na perna de Leno, mas ainda foi um incrível gol perdido.

Lacazette acertou o travessão de De Gea, que fez boa defesa na batida poderosa de Smith-Rowe, antes de Cavani e Martial discordarem sobre quem chutaria da entrada da área ao fim de um contra-ataque do United. Sem um consenso, Shaw apareceu pela esquerda e cruzou novamente à boca do gol para um corte providencial de David Luiz.

Pépé tentou mais uma vez uma batida colocado de esquerda na segunda trave de De Gea e, mais uma vez, errou por pouco, sacramentando que ninguém marcaria gols neste sábado no Emirates.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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