Palhinha frustra compatriota Vítor Pereira e marca nova força do Tottenham
Spurs empatam em casa com time treinado por ex-Corinthians e Flamengo
O Wolverhampton tinha tudo para vencer a primeira após cinco derrotas nas cinco primeiras rodadas da Premier League neste sábado, mas João Palhinha tinha outros planos. O Tottenham sofreu no segundo tempo graças a mudanças do técnico Vítor Pereira e só saiu com o empate em 1 a 1 porque o volante deu uma de atacante.
Com 43 minutos do segundo tempo, o compatriota do técnico adversário recebeu de Sarr de fora da área com a visão de toda meta. Ele mandou uma linda chapada rasteira e garantiu um ponto dos Spurs em mais uma mostra da força mental do time com Thomas Frank. Há uma semana, o time londrino sofreu 2 a 0 do Brighton e buscou a igualdade no final como hoje.
Vítor Pereira quase deu nó em Frank
O português iniciou o time no 4-3-3, como fez na vitória sobre o Everton na Copa da Liga Inglesa na última semana, mas, na etapa inicial, a formação encontrou dificuldades para fechar os lados do campo, onde Mohamed Kudus desequilibrou com grandes jogadas — só faltou o gol para os Spurs.
Na segunda parte, porém, o comandante ex-Corinthians e Flamengo optou por refazer a linha de cinco defensores, reforçou a marcação lateral e o time se encontrou. A marcação foi quase perfeita nesses 45 minutos finais e protegeu — até o gol — a meta de Johnstone, bem diferente de antes.
O primeiro gol do dia veio aos oito minutos, quando Jhon Arias, ainda em dificuldade pela intensidade do futebol inglês, cobrou bom escanteio, Krejci exigiu defesa de Vicario e Santi Bueno marcou no rebote. Os Wolves ainda poderiam ter ampliado a vitória com Hugo Bueno e Bellegarde.
Com o empate, o Wolverhampton continua sendo o lanterna com apenas um ponto, dois a menos que West Ham — de novo técnico, Nuno Espírito Santo, substituindo Graham Potter — e Aston Villa, que ainda jogam na rodada.
Santi on the scoresheet! pic.twitter.com/aphyAkrtVN
— Wolves (@Wolves) September 27, 2025
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Primeiro tempo tem Tottenham superior, mas Wolves assustam
Foi uma primeira parte do jogo intensa e interessante. Os movimentos iniciais tiveram um leve controle dos Wolves, mas de pouca chegada ofensiva. O Tottenham passou a dominar a partir por volta dos 15, quando Kudus testou na segunda trave e Johnstone defendeu antes da bola explodir no travessão.
O ganês era a principal arma ofensiva dos Spurs. Chegou a marcar em uma linda tabela com Bergvall, só que estava impedido no lance. Ainda exigiu outra defesa do arqueiro do visitante em bomba pouco antes dos acréscimos, além de criar oportunidades de gols para Bergvall e Richarlison em cruzamentos.
Os Wolves conseguiram segurar o ímpeto adversário, porém, encontravam dificuldades para atacar com perigo. Mesmo ainda abaixo, Arias foi o alvo de duas boas jogadas: em uma, chutou por cima do gol e, pouco depois, foi travado em finalização de frente para o gol. Foi em um escanteio dele que Doherty acertou o travessão no último minuto.

Spurs quase nada fazem após mudanças de Vítor Pereira
As boas jogadas pelos lados e oportunidades de gols criadas pelo Tottenham no primeiro tempo não vieram para o segundo. A equipe passou a errar mais e teve impaciência para tentar furar o bloqueio do adversário. Foram apenas cinco finalizações (três de fora da área), sendo a mais perigosa justamente o gol de Palhinha.
Os Wolves, além do gol cedo, poderiam ter marcado mais. Em jogada rápida, Bellegarde ficou quase na cara de Vicario, mas foi bloqueado por Romero na hora de chutar. Quando Arias teve muito espaço e criou ótima chance com a meta aberta para Hugo Bueno, o ala chutou em cima do goleiro italiano.



