Para Miedema, grande jogador se assumindo gay ajudaria a combater a homofobia no futebol
A homossexualidade segue tabu no futebol masculino, e não precisa ir muito mais longe do que Arsenal, Vivianne Miedema.
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Miedema, artilheira da Women’s Super League com 14 gols, namora a companheira de time Lisa Evans e é apenas uma das jogadoras de renome mundial abertamente homossexuais. Outra é a melhor do mundo Megan Rapinoe, ativista de direitos LGBTQ+, que já afirmou que atletas como Cristiano Ronaldo, Messi e Ibrahimovic deveriam se engajar mais em assuntos sociais.
“Obviamente, eu gosto de pensar que sim”, respondeu Miedema, ao ser questionada se um jogador se assumindo homossexual ajudaria a tornar a questão mais aceitável no mundo do futebol masculino. “Se alguém se assumir, e esse jogador for respeitado, a partir daí seria mais fácil para outros garotos se assumirem também. Eu acho que você deveria fazer o que quiser e deixar as pessoas fazerem o que elas quiserem”.
Alguns jogadores, como o alemão Thomas Hitzlsperger e o americano Robbie Rogers, assumiram-se homossexuais ao fim de suas carreiras – Rogers ainda voltou a atuar um pouco mais pelo Los Angeles Galaxy. Mas nunca houve um caso de um jogador de grande repercussão abertamente homossexual enquanto atuava em um grande time, e Miedema acredita que a orientação sexual do jogador não deveria fazer a menor diferença.
“O que muda se um jogador é gay ou não? O que muda se ele ou ela é da Holanda, da África ou da Autrália? Somos todos iguais, então por que não podemos aceitar quem somos e como somos? Apenas aproveite o futebol e a vida, é simples assim para mim”, disse.
“Eu não gosto das redes sociais, então eu diria sempre que, não importa o que aconteça, elas sempre serão um lugar que torna as coisas piores. Mas não entendo por que isso ainda é um problema, especialmente no futebol, porque todos dividimos a mesma paixão. Todos querem jogar futebol. Obviamente, sempre haverá rivalidade, entre Chelsea e Arsenal, por exemplo, mas, no fim das contas, todos têm o mesmo objetivo, então não importa quem está em campo ou quem você apoia. Eu acho que seria esperto manter tudo amigável, saber onde está a linha e não cruzá-la”, disse.
Segundo a BBC, em 2018, 63% dos torcedores LGBTQ+ foram vítimas de ofensas homofóbicas ou com base em gênero ou as testemunharam em partidas de futebol, e, no último sábado, dois apoiadores do West Ham 1.