O tropeço se aproximava, mas Martial ajudou o United contra Tottenham
Dois desfalques duros atingiam Manchester United e Tottenham, no jogo importante que abriu a 10ª rodada do Campeonato Inglês. Os Red Devils ainda não têm Paul Pogba, em recuperação de lesão; e os Spurs sofreram um golpe considerável com a ausência de Harry Kane. Por essas e outras (como a própria postura das equipes em campo), o 0 a 0 ficou por muito tempo no placar, num jogo ruim. Até que o United, um pouco mais insistente no ataque, conseguiu o gol da vitória por 1 a 0. Se decepcionou no nível técnico, pelo menos segue mantendo proximidade da liderança na Premier League.
Com lançamentos longos e bolas paradas, o time mandante começou pressionando em Old Trafford. Logo aos dois minutos, Marcus Rashford fez belo lançamento para Romelu Lukaku. Na área, o belga dominou pela esquerda, mas seu chute cruzado foi defendido por Hugo Lloris. Na bola parada, a chance foi até mais concreta: aos 12 minutos, Rashford cobrou falta perigosa – por baixo, ao largo da barreira, forçando Lloris a pular para o canto direito e espalmar a bola para fora.
Sem Kane, o Tottenham inegavelmente perdeu boa parte de seu poder no ataque. Chegou poucas vezes – e quando chegou, desperdiçou o trabalho. Como aos 21 minutos, quando Moussa Sissoko arriscou de fora da área, mas a bola saiu fraca, fácil para a defesa de David de Gea. Ou aos 41 minutos: em cobrança de escanteio, a bola circulou pela área até o voleio de Eric Dier, para De Gea defender.
No segundo tempo, com a chuva se avolumando sobre Old Trafford, o United continuava apostando em cruzamentos, tentando fazer a bola chegar ao gol. Mas falhava no momento final. Como aos seis minutos, quando Ashley Young repetiu uma jogada muito feita no primeiro tempo: bola dominada, veio pela esquerda e cruzou. De novo também, Lloris se antecipou e defendeu, antes mesmo que um atacante a alcançasse.
Só chutes de longe e bolas altas traziam algum perigo, numa partida decepcionante. Aos oito minutos, Christian Eriksen recebeu bola recuada e preferiu o cruzamento. A bola alta saiu pela linha de fundo. O United respondeu aos 20: após escanteio, a bola rebatida sobrou para Antonio Valencia tentar um voleio. Pegou bem, mas a bola saiu por cima do gol. Aos poucos, o United foi ficando mais ofensivo em busca do gol. Que quase veio aos 27 minutos. Lukaku acelerou com a bola pela esquerda, chegou à área e concluiu cruzado, mas Lloris espalmou bem.
O final do jogo, enfim, trouxe as emoções que haviam faltado na maior parte dos 90 minutos. Aos 32, o Tottenham quase surpreendeu. Do meio, Eriksen lançou pelo alto, e Dele Alli, inesperadamente, ganhou na corrida de Chris Smalling, desviando a bola que chegou. Caprichosamente, ela saiu pela linha de fundo, com De Gea batido. O United respondeu com ainda mais perigo: aos 34, Valencia chegou bem pela direita, cruzou, e Lukaku cabeceou muito bem. Só não foi perfeito porque a bola bateu na trave esquerda de Lloris.
De tanto martelar, no fim, o United conseguiu o gol de que precisava, aos 36. De Gea cobrou longo tiro de meta, Lukaku escorou de cabeça, e Anthony Martial, substituto de Rashford havia 11 minutos, tocou levemente na saída de Lloris para fazer 1 a 0, garantir a vitória, manter os 100 por cento de aproveitamento em Old Trafford – e mais importante, não deixar o arquirrival City desgarrar na liderança da Premier League.



