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O segundo tempo de Chelsea 3 x 3 Everton foi totalmente maluco. E árbitro também

Quem assistiu ao primeiro tempo do jogo entre Chelsea e Everton, em Stamford Brdige, ficou decepcionado com a falta de emoção e decidiu fazer outra coisa certamente está arrependido. Os 45 minutos finais foram eletrizantes, insanos e tiveram seis gols, três para cada lado. E embora o último tenha sido marcado por John Terry, pode colocá-lo na conta do árbitro Mike Jones.

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Mesmo fora de casa, o Everton havia conseguido ser melhor durante o primeiro tempo, mas o Chelsea foi se segurando, como vem fazendo com Guus Hiddink. Com o holandês, o clube melhorou o seu desempenho em campo, alguns jogadores dão sinais de recuperação e os resultados melhoraram. Mas ainda longe do ideal. São quatro empates e apenas duas vitórias desde que ele começou sua segunda passagem.

A primeira derrota parecia encomendada quando o Everton abriu 2 a 0 no segundo tempo. Lukaku chamou a atenção de pelo menos cinco jogadores do Chelsea na entrada da área com uma jogada individual e abriu para Barkley, que rolou para Baines, na lateral esquerda. O cruzamento foi interceptado por Terry, que tentou desviar com uma perna, mas acertou a bola na sua outra e marcou contra. Mirallas dominou na área, girou e ampliou.

Barkley havia acertado a trave entre os dois gols, e o Chelsea parecia batido. Mas teve muita raça para empatar. E mais do que determinação, bola de seus dois principais jogadores, da dupla que foi tão importante no mais recente título da Premier League e cuja queda de rendimento, mais do que qualquer outra coisa, explica a situação complicada do time na tabela.

Fàbregas descolou um lançamento brilhante para Diego Costa, que brigou com a defesa e tirou Howard com um sutil toquinho na bola. Descontou com o gol vazio. Em seguida, o meia tabelou com o atacante, entrou na área e marcou o segundo do Chelsea. Um empate seria bom, pelas circunstâncias, e ruim, pela necessidade de uma reação quase imediata.

Diego Costa reclamou de um pênalti e uma bola passou cruzada na frente de Howard, que nenhum jogador do Chelsea conseguiu empurrar. A história do jogo parecia a de uma reação heróica do Chelsea, liderada pelos seus dois principais jogadores, mas mudou quando Deulofeu cruzou alto da direita, e Funes Mori completou para o gol aos 45 minutos do segundo tempo.

Vitória incrível do Everton. Um double sobre o Chelsea pela primeira vez desde os anos setenta. A não ser que os acréscimos reservassem mais uma reviravolta. E haveria tempo para isso: Mike Jones deu sete minutos de acréscimo, o que levaria o segundo tempo aos 52 minutos. Quando o cronômetro chegou a esse número, a defesa do Everton afastou a bola para o meio-campo, e Jones não terminou a partida. Aos 52min40s, aproximadamente, bola alçada na área, desvio de cabeça, e Terry marcou o gol de empate. De letra. E impedido.

O árbitro deu uma mãozinha para o Chelsea manter a invencibilidade com Hiddink. Mas a partida também escancarou que a pequena melhora de rendimento na transição de técnicos não é suficiente. Se o Swansea vencer o Watford, na segunda-feira, o atual campeão inglês fica a apenas quatro pontos da zona de rebaixamento. Esperava-se que os Blues já estivessem bem mais longe do buraco na 22ª rodada.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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