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Esqueça o que você já viu: o projeto do novo Stamford Bridge nem parece um estádio

Desde que a ideia de comprar o terreno da Usina Termelétrica de Battersea (aquela da capa do disco do Pink Floyd) para a construção de um novo estádio estagnou, o Chelsea tem se empenhado em um projeto de renovação para Stamford Bridge. A ideia de Roman Abramovich é ampliar a capacidade da velha casa dos Blues, dos atuais 42 mil espectadores para 60 mil, em uma reforma orçada em € 620 milhões. No entanto, os planos de quase dobrar o tamanho das arquibancadas vão muito além de acrescentar mais lances de assentos. Será necessária uma renovação total do estádio. E os desenhos apresentados pelo Herzog & De Meuron, o escritório suíço de arquitetura contratado para o projeto, são bastante inovadores.

Os esboços foram apresentados pelo Guardian, e não se parecem com um estádio de futebol do jeito como estamos acostumados. O Neo Stamford Bridge se inspira na arquitetura gótica da Abadia de Westminster, um dos pontos turísticos de Londres. A fachada inclui muitos tijolos à vista, estruturas bastante altas e um visual que parece perdido em algum lugar no tempo próximo à Revolução Industrial. Haverá também uma ponte elevada, para trazer os torcedores, e um grande espaço atrás das arquibancadas. Ao invés de ser uma paisagem à parte, como a maioria dos estádios, o projeto quer se integrar à realidade urbana. Tanto que, pelas imagens, pode se confundir com uma ponte antiga ou uma estação de trem centenária.

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“Tentamos torná-lo um lugar onde as pessoas vão realmente se sentir em casa. Eu nunca tive esse sentimento tão forte quanto em meus primeiros jogos em Liverpool e Manchester, sobre a forma como você tem esse senso de identidade de um clube no estádio – na Inglaterra, mais do que em qualquer lugar da Europa”, declarou Jacques Herzog, um dos arquitetos responsáveis. “Quem o verá se sentirá em um castelo ou em uma vila medieval, algo que você não encontra em qualquer lugar. Está além da beleza ou da feiura. É sobre criar algo único. Como Anfield, que não é um belo estádio, mas tem uma tradição incrível”.

Os desenhos em sépia, ainda mais, dão um ar místico ao novo estádio – para ser aconchegante aos Blues e temível aos adversários. Além disso, também há essa mistura entre o passado e o futuro. Tanto que é até difícil de avaliar o quão boa é a ideia de se distanciar do tradicional de um estádio, ainda que pareça ruim não se parecer com um estádio. Certezas que só deverão existir se o projeto sair mesmo do papel e ganhar forma em Londres.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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