Inglaterra

O plano de David Silva: mais dois anos no City e, depois, talvez o Las Palmas

Quando David Silva deixar o Manchester City, será como um dos maiores jogadores da história do clube. Já são oito anos de serviços prestados, com três títulos do Campeonato Inglês e atuações soberbas vestindo azul claro. Em entrevista à BBC, o espanhol afirmou que pretende estender essa trajetória por mais duas temporadas, o tempo restante em seu contrato, e depois tem o desejo de voltar para casa: as Ilhas Canárias, onde nasceu, em Arguineguín, e onde mora o Las Palmas.

“Pelo City, mais duas temporadas, o que resta no meu contrato. Depois disso, não sei. Depende de como eu me sentir fisicamente e mentalmente. Eu sempre disse que gostaria de jogar pelo Las Palmas, meu time local. Mas vamos ver como as coisas andam nesses dois anos”, afirmou o jogador que, em 2020, terá 34 anos.

Grande destaque do Valencia quando se transferiu para a Inglaterra, David Silva afirmou que assinar pelo Manchester City foi a melhor decisão que tomou naquela época, em vez de esperar para tentar realizar o sonho de defender Barcelona ou Real Madrid. Até porque, ele morava com os pais, que estavam se divorciando, e o então garoto de 24 anos queria um pouco de distância.

“Era o momento certo para ir embora da Espanha e viver uma nova experiência. O City me queria. Eles me ligavam desde dezembro. Eu pensei: ‘Quem me quer? O City me quer, então é para lá que eu vou’. No fim, foi a decisão correta”, disse. 

Seu primeiro título pelo City foi a Copa da Inglaterra de 2010/11, que ele classifica como um divisor de águas, por ter sido o título que passou a confiança de que outros poderiam ser conquistados. Agora, o clube é o atual campeão inglês e um dos times mais fortes da Europa, sob o comando de Pep Guardiola, considerado por Silva como “um gênio”.

“Ele vê as coisas antes de elas acontecerem, e isso é uma vantagem, uma grande vantagem”, disse. “Ele explica para você e você entende imediatamente. Eu nunca tinha visto isso. E isso serve para todas as áreas: do goleiro ao atacante. Outros treinadores focam mais no ataque, outros na defesa, mas ele cobre o gramado inteiro. Ele é um gênio do futebol”, contou. 

Silva detalhou onde melhorou seu jogo, graças a Guardiola. “Eu acho que aprendi a ser mais paciente em campo. Eu costumava me mexer demais e queria estar em todo lugar. Ele me ensinou a ficar em uma determinada área e esperar a bola para que eu possa gerar vantagem para nós”, explicou.

Em dezembro do ano passado, enquanto o Manchester City construía uma das melhores campanhas da história da Premier League, David Silva teve um sério problema pessoal. Seu filho Mateo nasceu prematuro, e o jogador precisou passar cinco meses viajando entre Manchester e o hospital espanhol em que ele estava sendo tratado.

“Foi realmente difícil. Foi muito difícil com ele no hospital por tanto tempo. Você não para de pensar nisso. E ele estava na Espanha, o que significa que eu tinha que viajar bastante e mal podia treinar. Eu não dormia muito. Eu não comia bem. Mas, felizmente, o time estava indo bem e isso me ajudou bastante”, disse.

“Eu disse isso antes: os únicos momentos em que conseguia tirar isso da mente foi quando estava jogando. E, quando a partida acabava, voltava a pensar em tudo. Mas, sim, foi uma distração muito boa. Futebol é o que mais gostamos e aproveitamos. Agora, ele está bem e tudo valeu a pena. Ele sofreu bastante, mas agora está crescendo bem depressa”, encerrou.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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