Inglaterra

O pecado que derrubou o técnico do Derby foi insistir em levar o clube à Premier League

Um bom presidente ou dono de clube precisa ter a clareza de compreender os limites do seu time. Não ajuda ninguém cobrar o título de uma equipe de meio de tabela. Ou vaga em competições continentais de quem ainda exala segunda divisão. Sensatez é uma qualidade muitas vezes necessária. O inusitado é quando superar as expectativas torna-se um problema, e foi exatamente isso que aconteceu no Derby County.

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Pelo menos, foi essa a justificativa do dono do clube Mel Morris para demitir o técnico Paul Clement, depois de uma sequência de sete partidas sem vitória na Championship. Mas, segundo o proprietário, não foram os resultados ruins que o derrubaram. Muito pelo contrário. Em quinto lugar na segunda divisão, entre os classificados para o playoff, Clement queria o acesso já nesta temporada. Morris tinha outros planos para o Derby County. “O horizonte de Paul era mais imediato que o nosso. Com toda a boa intenção, acho que Paul tinha uma visão diferente. Era ele que queria o acesso nesta temporada”, disse Morris.

O dono do Derby, que em novembro disse que Clement poderia ser o “Alex Ferguson do Derby”, queria apenas desenvolver o “estilo Derby” de jogar futebol, reforçar o elenco, revelar jogadores e melhorar o futebol do time. “Nós queríamos construir a equipe, desenvolvê-la, entrar em uma maré alta e deixar que ela nos carregasse à Premier League – fosse nesta temporada, na próxima ou depois. Acho que era uma visão muito em longo prazo para Paul”.

Toda essa precaução de Mel Morris existe para evitar que se repita a última campanha do Derby County na elite do futebol inglês. Foi em 2007/08, quando o clube fez história como o primeiro rebaixado em março, somando apenas 11 pontos, menos que qualquer outro time na Premier League.

“Quando Paul foi contratado, nós mostramos nosso plano, que era pegar a equipe que temos há duas temporadas, que quase nos levou ao acesso, e deixá-la mais forte. Focar na melhora dos jogadores e do coletivo, e nós não fizemos progresso suficiente nesse sentido, simples assim”, afirmou. “(O acesso) Nunca foi um objetivo nesta temporada. Eu disse isso nos fóruns de torcedores, reiterei em novembro. Paul sabia desde o primeiro dia de trabalho que esse não era o objetivo”.

Isso que eu chamo pragmatismo.

 

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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