Inglaterra

O maior atacante do mundo fez o gol da vitória do Wimbledon contra seu maior rival

Você certamente conhece alguma dessas histórias de rivalidade entre times porque um é a dissidência do outro, certo? Bom, o AFC Wimbledon é um caso desse. O clube foi fundado porque os torcedores não se conformaram com a mudança do time para Milton Keynes, que resultou também na mudança de nome para MK Dons, isso lá em 2003. Fundaram um novo clube que, evidentemente, nasceu com uma monstruosa rivalidade com o MK Dons. Na terça, os dois times se enfrentaram pelo Football League Trophy, uma disputa de taça entre times de terceira e quarta divisão inglesas. E o Wimbledon, fora de casa, venceu o MK Dons por 3 a 2 com o gol de um atacante que é enorme. Sério, o cara é enorme.

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O jogo era pela segunda fase da Football League Cup, que é conhecida na Inglaterra como Johnstone Paint Trophy. É um troféu disputado só entre times da terceira e quarta divisão (League One e League Two, ambas geridas pela Football League). É um equivalente à Copa da Liga para times menores da Inglaterra. Uma chance de título que esses times raramente têm quando se trata da Copa da Inglaterra. E levantar taça é sempre o desejo de toda torcida.

O sorteio colocou o  Wimbledon frente a frente com o MK Dons. Veja, apesar da rivalidade, o MK Dons está na League One, a terceirona, e o Wimbledon está na League Two, a quarta. O Wimbledon pode odiar o MK Dons, mas mas ainda é um time ligeiramente superior. Nos dois jogos anteriores entre os dois times, duas vitórias para o MK Dons. Então, foi hora de conseguir uma vitória, pela primeira vez na história.

Só que não foi fácil, porque o time da casa abriu o placar aos três minutos de jogo, em uma dessas jogadas tão bizarras que quem torce para  time só deve ter tido vontade de bater a cabeça na parede. Mas o time foi valente: arrancou o empate ainda no primeiro tempo. Só que a decepção viria novamente: em uma nova trapalhada defensiva daquelas que dá briga em pelada de fim de semana, um recuo mal feito e gol do MK Dons: 2 a 1. Pois é. Tristeza para os 241 torcedores do Wimbledon que foram até o estádio do rival para torcer pelo clube.

Mas aí veio o segundo tempo e tudo mudou. Bom, tudo não, mas mudou um jogador: entrou em campo o maior atacante do mundo. Não to falando em habilidade técnica não, mas em tamanho físico mesmo. O rapaz é realmente grande. Ele tem 1,80 metro, nascido em Islington, na Inglaterra e atende pelo nome de Adebayo Akinfenwa. Tem 32 anos atualmente e já passou por 13 clubes antes de chegar ao Wimbledon nesta temporada. Não é muito alto, certo? Mas pela foto do post e pelo vídeo que você verá abaixo, vai ver que o apelido de maior atacante do mundo é sim merecido. É alguém que faz Ronaldo Fenômeno parecer magro (ok, não é para tanto).

Não é um jogador de grandes conquistas, nem de muitos gols na carreira. Mesmo assim, chegou aos Dons para tentar dar um pouco de força ofensiva. E olha, ao menos nesse jogo, ele conseguiu. Até aqui, foram 12 jogos pelo clube e quatro gols, além de duas assistências. Nesse jogo, especificamente, ele mudou tudo. Primeiro, participando do gol de empate, marcado por Sean Rigg. Mas aí que veio a sua participação estelar: ele completou um cruzamento para a área com um toque de primeira e guardou. Terceiro gol do time, o gol da vitória por 3 a 2. A primeira da história do Wimbledon sobre o rival MK Dons. Lindo de ver.

“Eu sei que não havia muitos torcedores ali [no estádio], mas você nunca saberia disso”, disse Bayo. “Eles cantaram com todo coração mesmo quando estávamos perdendo por 1 a 0 e 2 a 1. Entrar e marcar o gol da vitória foi um lindo sentimento. Eu sei que é um clichê, mas todo jogador do Wimbledon vai dizer que fez pelos torcedores”, afirmou ainda o atacante. E quem irá discordar dele?

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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