Inglaterra

O craque Wayne Rooney

É bem verdade que, quando se concretizou a venda de Cristiano Ronaldo para o Real Madrid, houve muita gente que mencionou o fato de que na temporada passada o grande jogador do United não fora o português, mas sim Wayne Rooney. Como também é verdade que Rooney, apesar de estarmos vendo o cara em campo há tempos, ele tem só 24 anos, e não vai fazer 25 antes da Copa do Mundo.

Para comparar, Thiago Silva, o jovem beque do Milan, tem um ano e um mês a mais que ele. Ainda assim, as análises que diziam que, com a saída de CR, Rooney cresceria e carregaria o time nas costas traziam uma dose de otimismo. Que, vemos, se concretizou plenamente.

Parece que foi há muito tempo, e foi: em agosto de 2004 quem não sabia quem era Wayne Rooney ficou sabendo quando o atacante foi tirado do Everton por mais de 25 milhões de libras, à época a maior transação da história do futebol inglês. Rooney tinha 18 anos, e um talento fora do comum. Que desde o início apareceu: 17 gols na primeira temporada, e uma média próxima de vinte em cada uma das outras, apenas para falar do que pode ser mensurado por estatísticas.

Qualquer um que acompanhe a carreria de Wayne Rooney ou que pelo menos o tenha visto jogar por algum tempo é evidente desde o começo que o jogador é um dos melhores e mais efetivos do planeta. Sua movimentação, sua disposição, tudo em Rooney é acima do normal. Seus gols, entretanto, até porque não estamos falando de um centroavante, não impressionavam na quantidade. Comparado a Cristiano Ronaldo, o atacante parecia um jogador não só menos espetacular como menos útil.

Bem, isso até 2010. Há um número que fala por si só na atual temporada: 20 gols em 25 jogos. A maior marca da Premier League é 34 gols em 40, de Andy Cole em 94, igualada por Alan Shearer em 95 (ou teria sido 93 e 94?). Desde o natal, o United jogou sete vezes. Venceu seis, em todas fazendo pelo menos três gols. Em todas as vitórias, Rooney marcou.

Quer dizer que, de repente, o craque desabrochou? Claro que não. Vem desabrochando há anos, e chegou a hora de estourar. Está mais confiante, mais seguro, e, principalmente, sem Cristiano Ronaldo ou Van Nistelrooy e com Giggs e Scholes mudando de turma, passou a encarar como sua a tarefa de “levar” o United. O que tem feito com regularidade enorme.

Rooney é rápido, forte e habilidoso. E, fundamentalmente, objetivo. Tem mostrado oportunismo, como no gol de cabeça contra o City que colocou o United na final da League Cup. É, além disso, versátil, rendendo bem como centroavante, como segundo atacante e até como meia atacante. Não à toa, é em torno dele que Fabio Capello está construindo sua Inglaterra. O atacante do United ainda leva vantagem sobre as estrelas concorrentes do English Team: embora não fique longe dos tablóides, a fama que tem feito está longe da de seus colegas Terry, Ferdinand e Gerrard.

É, tudo indica, o momento de Wayne Rooney.  

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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