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O Chelsea conquistou uma vitória com assinatura de campeão em Loftus Road

Há uma expressão bem famosa no futebol que fala sobre “sorte de campeão”. E talvez não exista melhor maneira de definir a vitória do Chelsea sobre o Queens Park Rangers, neste domingo, pela Premier League. Os Blues foram inferiores durante a maior parte do dérbi londrino e Courtois evitou o pior. No entanto, um gol de Cesc Fàbregas aos 42 minutos do segundo tempo garantiu o primeiro triunfo do clube em Loftus Road desde 1996. Para assinalar que só um desastre muito grande tira a taça de Stamford Bridge. Talvez, nem se a sorte de campeão acabar.

Mesmo 17 posições abaixo na tabela, o QPR fez uma partida digníssima na tarde de Londres. Mais do que se fechar muito bem na defesa, a equipe da casa propôs o jogo em Loftus Road. O Chelsea não conseguia criar oportunidades, com Drogba isolado demais no ataque. Já os anfitriões, a partir do momento em que se sentiram com o domínio da partida, começaram a agredir os Blues. Depois de um primeiro tempo morno, o QPR começou a pressionar os visitantes na volta do intervalo.

A movimentada segunda etapa foi protagonizada por Charlie Austin, mas também por Thibaut Courtois. Enquanto o atacante liderava as principais ações ofensivas de sua equipe, o goleiro do Chelsea realizou ao menos duas defesas essenciais ao seu time. Naquele momento, o empate sem gols até parecia lucro aos Blues. Quando, aos 42 minutos do segundo tempo, preponderou a sorte de campeão. Uma saída de jogo errada de Robert Green deu a bola aos visitantes no campo de ataque. Eden Hazard fez a jogada pela ponta esquerda e rolou para Fàbregas. Mesmo com vários adversários pela frente, o espanhol conseguiu mandar a bola através de todos eles e estufar as redes. O único chute no gol da equipe em toda a partida.

As cenas após o apito final representavam bastante o valor daquele resultado. José Mourinho deu um beijo no rosto de Chris Ramsey, como reconhecimento pelo bom jogo dos adversários. Os jogadores do Chelsea comemoravam a vitória como um título, especialmente John Terry, que dava socos no ar – após ser vaiado pela torcida, por causa das acusações de racismo de Anton Ferdinand. Já os atletas do QPR estavam desolados, agachados no gramado, lamentando a oportunidade desperdiçada. O clube permanece na zona de rebaixamento, dois pontos atrás do Hull City.

Já o Chelsea mantém os sete pontos de vantagem sobre o Arsenal, ainda com um jogo a menos que os rivais. Por mais que o time venha titubeando nas últimas rodadas, já são três vitórias consecutivas. Por mais que os Blues ainda tenham pela frente nos próximos dois jogos o Manchester United (em Stamford Bridge) e o Arsenal (no Emirates), é preciso errar demais para deixar esse título escapar. E já está mais do que provado que a sorte está com eles, por mais que os Gunners joguem o melhor futebol da Inglaterra neste momento.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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