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Newcastle renasce de vez e bate o Liverpool graças a gol de joia espanhola

Quando o destino de Alan Pardew parecia selado, o Newcastle resolveu renascer. Com a vitória magra por 1 a 0 sobre o Liverpool neste sábado, os Magpies chegaram a três triunfos consecutivos. Assim como na vitória sobre o Tottenham na semana passada, o garoto Ayoze Pérez, recém-chegado ao clube, foi herói. Rapidamente, em um momento de mudança de panorama para a equipe, a joia espanhola começa a ganhar as manchetes e se evidenciar na ascensão dos Toons.

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Entre selar o triunfo de virada sobre o Tottenham por 2 a 1 no final de semana passado e decidir contra o Liverpool neste sábado, Pérez voltou a seu país para uma ocasião especial. Foi até à premiação da liga espanhola receber duas honrarias pela temporada que fez pelo Tenerife, na segunda divisão, em 2013/14. Eleito maior revelação da segundona e melhor meia ofensivo, o garoto, que “se gaba” por ter rechaçado Barça e Real para ir para a Inglaterra, tem mostrado que o olheiro dos Toons trabalhou muito bem em sua contratação.

Veloz, com ótima presença no ataque e oportunista, sempre se colocando na melhor posição, Pérez é a cara do despertar do Newcastle neste momento. Futebol ofensivo, de alto aproveitamento no ataque, veloz pelas pontas. É assim que os comandados de Pardew conseguiram manter o “professor” no cargo, pelo menos por enquanto, depois de passar as sete primeiras rodadas sem sequer um triunfo. Combinando esse estilo de jogo com o futebol lento, de atletas distantes e isolados do Liverpool, a equipe conseguiu se impor diante do time de Brendan Rodgers.

O técnico dos Reds, aliás, tem uma situação complicada em mãos. Na Champions League, perdeu dois dos três jogos disputados, contra Basel e Real Madrid. Na Premier League, não sai da posição intermediária e, embora tenha vencido West Bromwich e QPR nas últimas três rodadas, não convenceu. Contra os R’s, inclusive, saiu com o triunfo graças a dois gols contra. Balotelli sozinho não tem conseguido definir lá na frente, e com o péssimo trabalho de armação de jogadas neste sábado, era difícil imaginar um cenário alternativo. O italiano tem a maior parcela de culpa por seu início decepcionante em Merseyside, mas o time em que está inserido no momento não está ajudando nem um pouco.

Por quanto tempo durará essa boa fase dos Toons, corroborada com duas vitórias sobre equipes que em teoria brigam por vaga na Liga dos Campeões, não sabemos, mas parece que será o suficiente para que o técnico justifique sua permanência. Dos próximos três jogos, o mais perigoso deverá ser o último, contra o West Ham, que atualmente vive bom momento, na parte de cima da tabela, mas que até lá pode perder um pouco de fôlego. Contra West Brom e QPR, principalmente, Pardew saberá da importância de se acumular gordura – e confiança.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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