Nem o Chelsea resistiu ao alçapão do Burnley, que buscou o empate com uma pintura

Enfrentar o Burnley em Turf Moor se transformou em uma das tarefas mais difíceis da Premier League. O campeão da Championship em 2015/16 é o terceiro time que mais venceu em casa nesta temporada, atrás apenas de Chelsea e Tottenham. De todos os seus 30 pontos, apenas um foi conquistado como visitante, no 0 a 0 diante do Manchester United em Old Trafford. E, neste domingo, mais uma das potências do campeonato desperdiçou pontos na viagem a Lancashire. O Burnley buscou o empate por 1 a 1 contra o Chelsea, equilibrando o duelo com os líderes da competição. Partida difícil aos Blues, embora não atrapalhe muito sua soberania no topo da tabela, ainda mais com os tropeços da concorrência no sábado.
Por um instante, o Chelsea acreditou que a vitória poderia vir sem sobressaltos. Os londrinos abriram a contagem com apenas sete minutos. Contra-ataque fulminante, na melhor característica do time de Antonio Conte. Victor Moses, que ressurgiu das cinzas com o italiano, fez uma jogadaça. Arrancou com toda a velocidade, fugiu da falta e passou para Pedro. Dentro da área, o espanhol não desperdiçou. O duelo parecia estar nas mãos dos Blues.
Apesar do tento, porém, o Burnley não se abalou. Cumpriu muito bem o seu plano de jogo, sem dar espaços ao Chelsea e também oferecendo perigo no ataque. Aos poucos, o time da casa começou a se soltar, sem perder a segurança na marcação. E o empate saiu de maneira magistral, aos 24 minutos. Robbie Brady chegou a peso de ouro na última janela de transferências, como a maior contratação da história dos Clarets. Já compensou parte do dinheiro investido, com uma cobrança de falta perfeita, colocando a bola no ângulo de Courtois.
O Chelsea apresentava problemas na criação de jogadas. Diego Costa pouco conseguiu fazer e as chances dificilmente levavam perigo à meta de Tom Heaton. Já do outro lado, Courtois precisou trabalhar mais vezes, em especial quando parou o chute de Matt Lowton com as pernas. Faltava um pouco mais de atitude e organização aos Blues, o que Antonio Conte tentou solucionar com as entradas de Cesc Fàbregas e Willian a partir da segunda etapa.
Durante o segundo tempo, o Chelsea exerceu o controle do jogo de maneira clara. O Burnley não conseguia mais ameaçar, exceção feita a um ataque puxado por Andy Gray logo nos primeiros minutos, enquanto os Blues ditavam o ritmo e buscavam a pressão. Contudo, a virtude do time da casa foi não se abalar. Os comandados de Sean Dyche mantiveram a solidez defensiva e concederam pouquíssimas brechas aos Blues. Nem mesmo pelas pontas, com Pedro e Eden Hazard, havia aberturas aos londrinos. A falta de pontaria tampouco ajudou. Ao final, o empate foi compreensível aos visitantes, além de comemorado pelos anfitriões.
O Chelsea sustenta 10 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, em diferença que pode cair para oito, caso o Manchester City vença nesta segunda. E, a partir das próximas semanas, os Blues verão a exigência sobre os elencos rivais aumentar, com o início dos mata-matas nas competições europeias, enquanto não sofrerá tanto com o cansaço. O Burnley, por sua vez, muito provavelmente será premiado com a permanência na elite. O trabalho feito em Turf Moor é louvável. E ganhou uma de suas melhores demonstrações com a atuação pragmática e eficiente para segurar os líderes.



