Napoli venceu, convenceu, mas não avançou na Champions
Contra o forte Arsenal, o Napoli fez o suficiente. Suficiente para bater os ingleses, mas não para avançar às oitavas-de-final da Liga dos Campeões. É verdade que os Gunners não tinham lá muito interesse na partida, como ficou evidente na atuação preguiçosa do time de Arsène Wenger e que a desatenção dos londrinos poderia ter lhes custado a vaga à próxima fase, mas a reação dos napolitanos no segundo tempo – e também a boa campanha nesta fase de grupos – deve ser reconhecida.
Apenas uma derrota por 3 a 0 eliminaria o Arsenal, e o Napoli chegou perto de conseguir esse placar: venceu por 2 a 0. Por alguns momentos os italianos estiveram garantidos nas oitavas, com um empate parcial do Borussia Dortmund em Marselha, mas foram punidos pela falta de ação da primeira etapa – com maior intensidade poderiam ter feito um gol já no início e ido atrás do resultado para eliminar Özil e companhia.
Completamente neutralizado no primeiro tempo por um Arsenal que não jogava e também não deixava jogar, o Napoli demorou para acordar mesmo após o intervalo. Apenas a partir dos 15 minutos pareceu ter lembrado de que precisava de uma vitória contra os londrinos e do tropeço dos aurinegros contra o Olympique de Marseille.
Lorenzo Insigne, que entrou aos 12 minutos do segundo tempo, foi essencial para a levantada de espírito dos comandados de Rafael Benítez na etapa complementar. Aberto pela esquerda, deu velocidade ao ataque napolitano e ainda deu bela assistência para Callejón marcar o segundo gol no final do jogo. Além do italiano, foram bem também o espanhol autor do último tento e Higuaín, naturalmente o mais acionado e autor do gol que abriu o placar.
Derrotado apenas na Inglaterra pelo Arsenal e na Alemanha pelo Dortmund, dois resultados completamente compreensíveis, o Napoli não merecia ficar pelo caminho ainda na fase de grupos. Deu o azar de cair no grupo da morte e, com o mesmo número de pontos que o líder, ficar em terceiro lugar. Resta-lhe agora a Serie A, em que precisará retomar o bom início se quiser se aproximar da líder Juventus e salvar a temporada com algum título que justifique os investimentos.
Destaque do jogo
José Callejón – O ex-madridista ajudou bastante nos apoios do Napoli e foi decisivo para a vitória. Deu o passe para o gol de Higuaín que abriu o placar e ainda deixou o seu golaço no último lance do duelo, encobrindo Szczesny. Finalizou três vezes ao gol e acertou 28 passes em 35 tentativas.
Momento-chave
Entre os 15 e os 30 minutos do segundo tempo, o Napoli acordou de vez para a partida. Pouco efetivo no primeiro tempo e nos 15 minutos iniciais da segunda etapa, o time italiano começou a criar chances com Mertens e Callejón, até que Higuaín marcou aos 28. Como maior interessado no resultado, precisava estar mais atento ao jogo, e foi neste momento que pareceu se dar conta completamente do peso da partida.
Os gols
28’/2T – GOL DO NAPOLI
Higuaín recebe de Callejón, gira para cima de Mertesacker e bate no canto do gol defendido por Szczesny para abrir o placar no San Paolo: 1 a 0.
48’/2T – GOL DO NAPOLI
No último lance do jogo, Lorenzo Insigne recebe na esquerda, dá lindo passe para Callejón, e espanhol encobre Szczesny com maestria.
Curiosidade
O Napoli é a primeira equipe na história da Liga dos Campeões a chegar a 12 pontos e não se classificar às oitavas-de-final.
Formações iniciais:






