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Não esquecer as origens é fundamental: Austin ajuda financeiramente clube amador em que jogou

O caminho que um jogador de futebol percorre, em todo lugar do mundo, costuma ser progressivo. A maioria começa de baixo, em clubes pequenos, muitas vezes amadores, até alcançarem o topo. Ou não. Mas o fato é que é quase uma regra uma trajetória crescente. Baseado nisso e em como esses times de menor expressão são importantes na vida dos jogadores que revelam, é fato que o maior erro que um atleta pode cometer fora de campo é esquecer ou menosprezar suas origens. Sejam elas ligadas diretamente ao futebol ou ao local onde nasceram e foram criados. E, olha, há muitos que fazem isso. Vêem suas carreiras ascendendo, suas contas bancárias inchando, a fama crescendo, e, com isso, deixam oculto seu passado. Charlie Austin não é um desses jogadores.

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Segundo a imprensa inglesa, o centroavante do Southampton salvou o Poole Town, clube que o formou e que joga a sexta divisão inglesa, de ser rebaixado. E isso mesmo não estando mais lá desde 2009. Os jornais britânicos falam que ao saber que os Dolphins, como são conhecidos, desceriam de divisão por questões extracampo, o jogador prontamente entrou em contato com o clube e se colocou a disposição para ajudar. Mesmo estando fazendo uma boa campanha em sua estreia na National League South, que é o sexto escalação na pirâmide do futebol e um campeonato não-profissional, o Poole seria penalizado com um rebaixamento em função de um problema em seu campo. O que seria muito injusto com o time, que foi aquém das expectativas em sua primeira passagem pela sexta divisão.

O clube seria rebaixado caso não conseguisse passar pela inspeção do campo, que exige uma quantidade mínima de lugares para ficar de pé e a atualização de seu sistema de iluminação. Sediada no terreno de um colégio, a casa dos Dolphins não atendia a nenhuma das exigências, e custeá-las seria impossível para a agremiação, que dispõe de pouca verba e recursos. O prazo para que tudo fosse normalizado conforme os requisitos da inspeção é março deste ano, e até lá o clube teria que dar um jeito de arrumar algo em torno de £ 70 mil para bancar a pequena reforma de seu campo caso queira permaneça na divisão em que está, e na qual ocupa, no momento, a quinta posição na tabela, a um ponto da zona de playoffs.

Se recuperando de lesão no Southampton, Austin não titubeou em oferecer apoio ao time que ele disse amar em uma publicação em sua conta no Twitter, apesar de ter criticado na mesma rede social a atual situação financeira e administrativa em que se encontra o clube. “Como é que essas pessoas que estão no poder podem deixar isso acontecer?”, escreveu o jogador, fazendo referência aos últimos acontecimentos. O centroavante, porém, ofereceu ao conselho do Poole Town a permissão para fazer o uso gratuito de suas dependências no St. Mary’s Stadium para atrair potenciais investidores e, com isso, conseguir juntar o dinheiro para regularizar o estado do Tatnam, o campo dos Dolphins.

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Nathalia Perez

Jornalista em formação trabalhando a favor de um meio esportivo mais humano. Meus heróis sempre foram jogadores de futebol, mas hoje em dia são muito mais heroínas.

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