Mourinho apostou no pragmatismo e o Chelsea se reencontrou com a vitória

Depois de três jogos em jejum, o Chelsea voltou a vencer. O time não precisou ser brilhante contra o Aston Villa, em duelo no qual a eficiência dos Blues pesou em Stamford Bridge. Os Blues finalizaram só uma vez a mais que os adversários e tiveram 49% de posse, o suficiente para bater os Villans por 2 a 0. Diego Costa, após cumprir os três jogos de suspensão pela confusão contra o Arsenal, teve papel decisivo na partida. Além dele, José Mourinho fez valer o seu comando, realizando algumas mudanças significativas na equipe titular para recuperar o fôlego na Premier League.
As principais surpresas no 11 inicial foram as ausências de Branislav Ivanovic e Eden Hazard. Eram os dois de linha da liga com mais aparições seguidas como titulares, mas acabaram barrados pelo treinador diante da péssima fase técnica. Não à toa, ambos tiveram participação negativa na última derrota do time, contra o Southampton. Além disso, o técnico promoveu a entrada do garoto Loftus-Cheek na meia, em sua primeira partida como titular entre os profissionais dos Blues. Da mesma maneira, Baba Rahman estreava na liga.
Contra um adversário que ofereceu pouco perigo, o Chelsea pôde demonstrar bem mais equilíbrio e consistência do que nas últimas partidas. Entretanto, contou com um bocado de sorte para definir o placar. O primeiro gol saiu a partir de uma falha da defesa, em que Willian aproveitou o domínio errado de Lescott e só rolou para Diego Costa arrematar. Já no segundo tempo, Cesc Fàbregas voltou a aparecer de maneira decisiva, dando o passe para o centroavante fuzilar. A bola desviou em Hutton e tirou Brad Guzan da jogada, morrendo nas redes. Movimentando-se bastante, Diego Costa terminou como melhor em campo de uma equipe que primou pela combatividade, sem errar tanto, como nos tropeços recentes.
Após o jogo, Mourinho elogiou principalmente o trabalho de Willian e Pedro nas pontas, explicando a ausência de Hazard: “Eu deixei Hazard de fora porque estamos tomando muitos gols. Precisamos defender melhor. Quando você não tem a bola, qualidade significa nada. Foi uma decisão tática, deixar uma superqualidade no banco, mas dando disciplina tática e esperando que o time pudesse ser sólido. Willian e Pedro fizeram um trabalho defensivo incrível e deram tranquilidade aos volantes. Hazard tem que se espelhar neles”.
Além disso, Mourinho ressaltou o espírito coletivo que tem tentado imprimir no elenco: “Eu disse aos jogadores que este não é o momento de pensar no próprio umbigo, de pensar sobre a situação pessoal, de ser egoísta. É um momento para o time, apenas para o time, e nada mais. Eu tenho que tomar decisões para tentar e trazer os resultados de volta. Você nunca pode esperar voltar de um período ruim a uma partida brilhante. Eu esperava esse tipo de resposta e ela veio. O resultado é o mais importante agora”.
Com os três pontos, o Chelsea salta na tabela e assume a 11ª colocação, a seis pontos do G-4. Um pouco menos de pressão para a sequência da semana, que traz um compromisso importante na Champions, onde os Blues também oscilaram. Os londrinos vão até a Ucrânia, onde enfrentam o Dynamo Kiev mirando dar continuidade à recuperação.



