Inglaterra

‘Não acho que seja hora de pânico, mas já vi isso antes’: A preocupação de ídolo do Manchester United

Ex-jogador vê risco de crise se equipe não reagir rapidamente após derrota para o City

O clima no Manchester United voltou a ficar tenso após a derrota por 3 a 0 para o rival City, no Etihad Stadium, no último domingo (14). O resultado deixou os Red Devils na 14ª posição da Premier League e aumentou a pressão sobre o técnico Rúben Amorim, que chegou ao clube cercado de expectativas, mas ainda não conseguiu emplacar uma boa sequência de resultados.

Um dos símbolos do clube, o ex-lateral e comentarista Gary Neville admitiu estar preocupado com o momento da equipe. Em seu podcast semanal, ele destacou que o duelo contra o Chelsea, no próximo sábado (20), em Old Trafford, precisa ser o ponto de virada para evitar que a situação piore.

A dificuldade e preocupação no Manchester United

“Rúben Amorim vai ficar sob grande pressão, o Manchester United é o 14º na liga”, afirmou Neville, que levantou o alerta sobre o desempenho do time, principalmente depois da janela de transferências positiva.

“É só o começo, são quatro jogos, mas se perder na próxima semana e cair para 15º ou 16º, antes que você perceba, estamos em outubro e o United está na metade de baixo da tabela — e isso é algo que o clube não pode aceitar, depois de gastar 200 milhões de libras e fazer uma pré-temporada completa.”

Bruno Fernandes em Manchester United x Burnley
Bruno Fernandes em jogo do Manchester United (Foto: Imago)

O ex-lateral destacou que não há sinais de que os jogadores tenham perdido o clima no vestiário, mas reconheceu que o time tem encontrado dificuldades para executar o plano de jogo de Amorim.

“Eles estão com dificuldades para encontrar ritmo, andamento, níveis de desempenho. Lutaram contra o Burnley, sofreram contra o Fulham, tiveram problemas até em jogos de copas como contra o Grimsby. É preocupante”, disse.

O comentarista relembrou que o desempenho na estreia contra o Arsenal havia empolgado, mas os resultados recentes indicam queda de rendimento. Lesões de jogadores importantes, como Matheus Cunha e Mason Mount, só aumentam os desafios do técnico português.

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Confronto com Chelsea é chave para Amorim

Para Neville, perder para o City fora de casa é algo que “não custa o emprego de ninguém”, mas o risco de tropeços em casa é maior para a estabilidade de Amorim. Ele lembrou que o gol no último minuto contra o Burnley evitou uma crise ainda mais precoce, mas alertou que a paciência da torcida e da diretoria não é infinita.

“Se você começar a perder jogos em casa, vai aumentar a pressão. Você vai começar a ver mais imagens dos donos no camarote, de Omar Berrada (CEO do clube), Jason Wilcox (diretor de futebol), Sir Jim Ratcliffe (um dos dosnos do clube)… e sabemos o que costuma acontecer quando isso vira rotina”, alertou.

O United não disputa competições europeias nesta temporada, o que dá ao elenco mais tempo de preparação entre os jogos — algo que, na visão de Neville, precisa ser aproveitado para assimilar rapidamente as ideias de Amorim.

“Eles têm que conseguir vitórias nesta última parte de setembro e início de outubro. Não podem perder jogos, porque se continuarem assim, haverá um clamor nas próximas semanas — e nós não queremos isso”, concluiu.

O confronto contra o Chelsea, portanto, será mais do que apenas um clássico: pode representar o ponto de virada que Amorim precisa para ganhar fôlego ou o início de uma pressão ainda maior sobre seu trabalho.

Foto de Guilherme Ramos

Guilherme RamosRedator

Jornalista pela UNESP. Vencedor do prêmio ACEESP de melhor matéria escrita de 2025. Escreveu um livro sobre tática no futebol e, na Trivela, escreve sobre futebol nacional, internacional e de seleções.

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