Inglaterra

Manchester United é ‘salvo’ por Muniz e empata com Fulham em jogo que escancara time previsível

Red Devils criaram pouco, Bruno Fernandes perdeu pênalti e brasileiro foi o único a marcar (contra) para Rúben Amorim e cia

O Manchester United voltou a campo neste domingo (24) para enfrentar o Fulham, no Craven Cottage, em partida válida pela segunda rodada da Premier League. A partida acabou empatada em 1 a 1.

Entre os brasileiros possíveis para a partida, os três foram titulares: Casemiro e Matheus Cunha, pelos visitantes, enquanto Rodrigo Muniz liderou o ataque do Fulham.

Dificuldades do Manchester United

Mais uma vez, o United teve dificuldades com a bola. A primeira fase de construção do time tem sido uma mistura de lenta ou impaciente: quando pressionado, não tenta sair da pressão com passes curtos e busca lançamentos longos; se não é pressionado, há pouca mobilidade dos jogadores em apoio e a progressão não é fácil.

Fulham v Manchester United – Premier League – Craven Cottage
Rúben Amorim em Fulham x Manchester United (Foto: Imago)

A única chance clara veio em um chutão de Bayindir, que Matheus Cunha conseguiu dominar com qualidade e finalizou a queima-roupa, parando apenas em uma grande defesa de Bernd Leno.

O técnico Rúben Amorim ainda não escalou o trio Matheus Cunha, Bryan Mbeumo e Benjamin Sesko como titulares, apesar de ter dado quase meia hora de jogo aos novos reforços juntos no fim do jogo — o que não se mostrou suficiente.

O meia pela esquerda foi Mason Mount, que teve bons momentos. Na construção do United, em 3-2-4-1, os meias abertos se aproximavam do meio e puxavam os alas do Fulham, que os marcavam individualmente. E isso desencadeava os únicos padrões do time de Amorim para acionar a dinâmica de quarto homem:

  • O zagueiro dá o passe para o meia que desce em apoio, enquanto o ala do seu lado faz o contramovimento, atacando a profundidade;
  • O meia faz a parede, dando o passe para o volante que está de frente;
  • Com visão para o campo aberta, o volante faz um lançamento em profundidade para o ala que correu nas costas da defesa.

Nem sempre isso dava certo — poucas vezes foi efetivo, na verdade. Mas era praticamente o único padrão de construção do United, que também tinha uma leve variação: às vezes, o ala descia e o meia atacava a profundidade no mesmo movimento.

- - Continua após o recado - -

Assine a newsletter da Trivela e junte-se à nossa comunidade. Receba conteúdo exclusivo toda semana e concorra a prêmios incríveis!

Já somos mais de 4.800 apaixonados por futebol!

Ao se inscrever, você concorda com a nossa Termos de Uso.

Fulham criou mais, mas teve Rodrigo Muniz em baixa

O time da casa chegou mais vezes ao gol e finalizou mais (14 chutes contra 10), mas acabou sofrendo um gol de escanteio, em cabeceio de Leny Yoro que ia para fora, mas desviou em Rodrigo Muniz e entrou — gerando um gol contra para o brasileiro.

O camisa 9 não teve grande destaque no jogo e foi substituído aos 71 minutos por Raúl Jiménez. Junto dele entrou Emile Smith Rowe, que marcou o gol do Fulham em um cruzamento, após atacar o espaço na área sem ser acompanhado.

Em uma partida sem grande brilho ofensivo dos dois lados, o United se mostrou ainda mais previsível, com poucos padrões efetivos e escancarou que, sob o comando de Rúben Amorim, acabou se tornando um time de transição: cria pouco em organização ofensiva e muitas vezes prefere um chutão para brigar pela segunda bola e sair em velocidade.

Na próxima partida, o Fulham enfrenta o Bristol City, novamente em casa, pela Copa da Liga Inglesa, na quarta-feira (27), às 15h45. Também pela Copa da Liga, o United enfrenta o Grimsby, também fora de casa, no mesmo dia, às 16h.

Foto de Guilherme Ramos

Guilherme RamosRedator

Jornalista pela UNESP. Vencedor do prêmio ACEESP de melhor matéria escrita de 2025. Escreveu um livro sobre tática no futebol e, na Trivela, escreve sobre futebol nacional, internacional e de seleções.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo