Destaque do Leicester, terceiro colocado na atual Premier League, James Maddison é um dos vários jovens talentos da atual geração do futebol inglês a carregar algumas características em comum. Estamos falando de jogadores não exatamente fortes fisicamente ou de grande estatura, mas de muita habilidade com a bola nos pés, preocupados com a ocupação de espaços e com qualidade refinada nos passes. Na opinião do próprio meia, isto é uma influência direta da geração de ouro da Espanha nos anos 2010.

Em entrevista à Sky Sports, Maddison afirmou que a geração da Espanha campeã de duas Eurocopas e uma Copa do Mundo inspirou a sua geração de meio-campistas ingleses já nas categorias de base, destacando e Iniesta como duas figuras centrais, fontes de inspiração.

“Para usar o exemplo que todo mundo usa, eles (os espanhóis) dominaram o futebol de seleções por um longo período, naquela era de Xavi e Iniesta. E todos falavam muito bem do quão técnicos eles eram, como eram baixinhos, mas davam passes complexos, esse tipo de futebol. E talvez esta era surgindo agora, como eu, Phil (Foden), Mason (Mount) e Jack (Grealish), tenha sido influenciada por aquela era”, avaliou Maddison.

O jogador do conta que, quando estava no Coventry, era menor que o resto dos jogadores de sua equipe e que isso o forçava a desenvolver outras habilidades – habilidades essas que ajudaram atletas como Xavi e Iniesta, mas também David Silva e Juan Mata, para citar outros exemplos, a se destacarem.

“Quando a gente estava crescendo, talvez por mudanças de treinamento nas categorias de base, eu sempre aprendi que, como eu era menor que o restante, eu precisava que meu domínio fosse perfeito, especialmente nessas áreas centrais. Essas coisas do meu futebol hoje vêm do costume de jogar entre as linhas.”

Dependendo do sucesso desta geração atual citada por Maddison, que inclui ele, Grealish, Mount e Foden, o meio-campista do Leicester acredita que a Inglaterra pode passar a formar cada vez mais jogadores do mesmo tipo – com sorte, chegando ao mesmo patamar que aquela Espanha.

“Talvez lá na frente, este é o tipo de jogador que começaremos a produzir mais, e espero que isso faça com que tenhamos o mesmo sucesso que a Espanha teve. Nos próximos anos, eu definitivamente consigo ver isso acontecendo com a Inglaterra, por causa do tipo de jogadores que temos no elenco, especialmente levando em consideração sua idade. Então talvez seja este o tipo de meio-campista que produziremos daqui pra frente.”