Inglaterra

Por que Lucas Paquetá foi absolvido de acusação de envolvimento com apostas esportivas?

Meia do West Ham foi acusado de má conduta pela FA, que investigou brasileiro e divulgou veredito ao público

O que antes foi revelado pelo jornal “The Times” se tornou oficial: Lucas Paquetá foi absolvido da acusação de envolvimento com apostas esportivas. A Football Association (FA, Federação Inglesa de Futebol) divulgou o comunicado nesta quinta-feira (31).

Os investigadores concluíram que não havia provas concretas que justificassem a condenação do meia do West Ham. Portanto, por não conseguir comprovar a participação deliberada do brasileiro no esquema para beneficiar apostadores, ele foi absolvido.

Acusado de má conduta em maio de 2024, Paquetá foi investigado pela Comissão Reguladora — um órgão independente –, cuja audiência começou em março deste ano e foi concluída em junho. O meia brasileiro corria o risco de ser banido do futebol caso fosse considerado culpado.

Entretanto, a FA determinou que Paquetá está livre para jogar normalmente. Os Hammers tinham pressa para conhecer o veredito para confirmar se seria necessário contratar uma reposição no mercado para o meia em caso de pena severa.

Lucas Paquetá foi considerado culpado em outra acusação

Paquetá pelo West Ham (Foto: Imago)
Paquetá pelo West Ham (Foto: Imago)

Por outro lado, os investigadores consideraram procedente a acusação da Federação Inglesa sobre o brasileiro em relação ao descumprimento de “suas obrigações de responder perguntas e fornecer informações à investigação”, cujo termo está descrito na Regra F3.

Como consequência, Lucas Paquetá será sancionado. A punição “apropriada” ainda será revelada pela Comissão Reguladora, porém, não será tão grave quanto a suspensão vitalícia do esporte. Segundo o “ge”, o meia brasileiro deve receber uma multa da FA, cujo valor não foi divulgado. A decisão sairá em breve.

No início das investigações, em 2023, Paquetá entregou seu celular para perícia e, depois de oito semanas, recebeu o aparelho de volta. Contudo, a Football Association voltou a pedir acesso ao telefone para ter acesso a novos detalhes como registro de chamadas, mensagens e movimentações bancárias.

O meia do West Ham não cedeu seu celular, pois teria jogado o aparelho fora e adquirido um novo telefone. Por conta disso, a FA registrou duas novas acusações contra o brasileiro por interferência nas investigações.

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Relembre o caso da acusação por suposto envolvimento com apostas

Lucas Paquetá conversa com árbitro da Premier League (Foto: Imago)
Lucas Paquetá conversa com árbitro da Premier League (Foto: Imago)

Tudo começou em agosto de 2023, quando Lucas Paquetá passou a ser investigado pela Federação Inglesa de Futebol por supostamente receber cartões amarelos de propósito em jogos da Premier League para que colegas ganhassem dinheiro com apostas.

Ao todo, quatro partidas do campeonato levantaram suspeitas da FA e motivaram o início da apuração. Em todas elas, o meia brasileiro teria forçado o amarelo deliberadamente, cujo cartão acabou sendo mostrado pela arbitragem.

  • Leicester 2 x 0 West Ham — 12 de novembro de 2022;
  • West Ham 1 x 1 Aston Villa — 12 de março de 2023;
  • West Ham 3 x 1 Leeds United — 21 de maio de 2023;
  • Bournemouth 1 x 1 West Ham — 12 de agosto de 2023

As apostas suspeitas foram feitas na Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro — local de nascimento do jogador. Um dos bilhetes que o atleta tomaria cartão nos jogos investigados era de apenas 7 libras (cerca de R$ 51 na cotação atual).

Já a aposta mais alta foi de 400 libras (em torno de R$ 2,9 mil na cotação atual). Como o meia dos Hammers recebeu cartão amarelo nos jogos citados, os ganhos dos apostadores foi de 100 mil libras (aproximadamente R$ 739,2 mil).

Em maio do ano passado, o brasileiro foi formalmente acusado pela Federação Inglesa em relação ao regulamento sobre apostas esportivas em benefício financeiro de outros. Por considerar o caso grave, a FA pedia o banimento de Lucas Paquetá do futebol.

— Alega-se que ele procurou influenciar diretamente o progresso, a conduta ou qualquer outro aspecto ou ocorrência nessas partidas, buscando intencionalmente receber um cartão do árbitro com o propósito indevido de afetar o mercado de apostas para que uma ou mais pessoas pudessem lucrar — dizia trecho da nota.

A entidade o acusou de infringir a norma E5, que trata da integridade dos jogos. “O participante não deverá, direta ou indiretamente, tentar influenciar, para fins impróprios, o resultado, progresso, conduta ou qualquer outro aspecto de uma partida de futebol”, dizia o texto referente ao artigo no regulamento.

Desde o início, o meia brasileiro defendeu sua inocência no caso e garantiu que faria de tudo para “limpar” seu nome. Agora, absolvido da grave acusação, Paquetá pode focar exclusivamente na sequência de sua carreira.

Foto de Matheus Cristianini

Matheus CristianiniRedator

Jornalista formado pela Unesp, com passagens por Antenados no Futebol, Bolavip Brasil, Minha Torcida e Esportelândia. Na Trivela, é redator de futebol nacional e internacional.

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