Inglaterra

Jogadores do West Ham aceitam adiar salários, e donos injetarão £ 30 milhões para “manter a estabilidade”

Os donos do West Ham, David Sullivan e David Gold, não são os mais populares da Premier League, mas anunciaram que injetarão £ 30 milhões para garantir a estabilidade do clube durante a paralisação do futebol inglês. Além disso, os jogadores, liderados pelo capitão Mark Noble, aceitaram adiar uma porcentagem dos seus salários enquanto não houver jogos.

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O elenco dos Hammers é o segundo da Premier League a aceitar redução ou corte de salário, uma semana depois de a PFA, sigla em inglês do sindicato dos jogadores, ter recusado a proposta da liga de diminuir em 30% os vencimentos de todos os atletas, argumentando que o não pagamento de impostos por causa dessa medida prejudicaria o Sistema Nacional de Saúde.

Por trás dessa justificativa, há também receio do sindicato de que as reduções salariais dos jogadores beneficiem os donos em vez dos funcionários mais vulneráveis, uma vez que clubes como Tottenham, Norwich, Bournemouth e Newcastle anunciaram que os colocariam em um programa governamental de retenção de emprego que cobre 80% de salários até £ 2,5 mil mensais. O Liverpool havia decidido fazer o mesmo, mas voltou atrás diante da repercussão imensamente negativa.

Além das medidas já citadas, a diretoria do West Ham decidiu adiar o pagamento de juros de empréstimos realizados por acionistas. O treinador David Moyes, a vice-presidente Karren Brady e o diretor financeiro Andy Mollett reduziram seus vencimentos em 30%.

“Nós jogadores estivemos em constante diálogo com o clube desde que surgiu a situação da COVID-19 e me deixa orgulhoso que nosso time inteiro deixou claro seu desejo de fazer sua parte para continuar a ajudar os outros durante esta situação”, afirmou Noble.

“No West Ham, somos um único time e nossa prioridade reflete o objetivo do clube de ajudar a garantir que todos os funcionários recebam 100% dos seus salários enquanto não pudermos realizar nossas partidas. Vamos continuar a fazer tudo que pudermos, coletiva e individualmente, ao longo deste período em benefício dos que estão em nossa volta, dos nossos colegas, torcedores e nossa comunidade”, completou.

Noble é um dos administradores do fundo coletivo formado por jogadores da Premier League, #PlayersTogether, articulado pelos capitães dos 20 clubes e que coleta dinheiro dos atletas para ajudar o Sistema Nacional de Saúde e quem mais precisar.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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