Jejum do Liverpool completa 25 anos e o pior é que poucas vezes chegou perto de ser quebrado
A boa tiração de sarro aproveita o momento sem se preocupar com o futuro. É por isso que os torcedores do Liverpool não perdoaram os do Manchester United quando conquistaram seu 18º título, em 28 de abril de 1990. O rival não vencia desde 1967. Estava 11 troféus atrás. O técnico era um cara que veio da Escócia. A esperança, um monte de criança. Parecia mais do que seguro zoar os Red Devils. Mas, nesses últimos 25 anos, muita coisa mudou.
LEIA MAIS: Celebre também os 500 jogos de Gerrard no Inglês com os seus maiores golaços
O Liverpool foi vice-campeão na temporada seguinte sem saber que estaria começando um período de seca na sua história que já dura um quarto de século. Ao mesmo tempo, aquele cara escocês revolucionou a estrutura do Manchester United, aquelas crianças viraram craques e o rival conquistou 13 títulos. Enquanto isso, o Liverpool passou por duas décadas e meia tentando correr atrás. Um dos erros foi ser vendido aos americanos Tom Hicks e George Gillet. Outro maior ainda foi gastar muito mal o dinheiro que conseguia.
Vale lembrar aquela vitória por 2 a 1 sobre o Queens Park Rangers, o jogo do título de 1990, para deixar a última glória do Liverpool e aquele time de Grobbelaar, Alan Hansen, John Barnes e Ian Rush em evidência.
Mas, também, as quatro vezes em que o clube mais chegou perto de quebrar o jejum (não consideramos a temporada 1990/91 porque, afinal, ainda não existia um jejum). Desde 1991, foram apenas três vices e um campeonato meio maluco em 1997. Muito pouco.
1996/97
Manchester United, Arsenal, Liverpool e Newcastle ficaram muito próximos o campeonato inteiro. Na 22ª e na 23ª rodada, os quatro primeiros colocados estavam separados por apenas três pontos. O Liverpool ficou a um do líder durante algum tempo, mas o United eventualmente arrancou. A curiosidade: na penúltima rodada, os Reds eram segundos colocados. Terminaram em quarto, com os mesmos pontos do segundo lugar, mas fora da Champions League.
2001/02
Em 2001/02, o Liverpool terminou sete pontos atrás do Arsenal, mas passou boa parte do campeonato na briga pelo título. Foi líder entre as rodadas 14 e 16, mas caiu demais de rendimento entre dezembro e janeiro, com apenas uma vitória em nove rodadas. Ainda assim, chegou a ficar a dois pontos do Arsenal. A corrida pela Premier League daquele ano tinha três cavalos, mas o Manchester United perdeu fôlego na reta final. A cinco jogos do fim, Arsenal e Liverpool eram os líderes, separados por quatro pontos. A única derrota dos Reds desde janeiro sacramentou o título dos Gooners. E justo para o Tottenham.
2008/09
Chegou mais ou menos perto, na verdade. O primeiro turno foi excelente. Perdeu apenas uma vez, para o Tottenham. Mas, novamente, chegou dezembro, com sete empates em dez rodadas. Muitos pontos perdidos permitiram que o Manchester United se distanciasse. Calejado, o time de Ferguson manteve uma vantagem confortável até o final. A duas rodadas do fim, a esperança de quebrar o jejum ainda existia, mas era muito frágil. O Liverpool precisaria ganhar os dois jogos e torcer para duas derrotas do rival. O United empatou uma vez. E só.
2013/14
O mais próximo que chegou, sem dúvida. O envolvente time de Brendan Rodgers, Suárez e Sturridge emendou 11 vitórias seguidas a partir de fevereiro. Perdeu apenas um jogo em 2014: aquele da escorregada de Gerrard contra o Chelsea. Na sequência, abriu 3 a 0 contra o Crystal Palace e permitiu o empate. O Manchester City pegou o vácuo, fez a ultrapassagem e terminou a liga com quatro pontos de vantagem.



