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Já imaginou ser convidado à casa de seu ídolo? Cissé fez isso

Papiss Cissé prejudicou consideravelmente sua imagem como ídolo do Newcastle no início desta temporada. O artilheiro se recusou a vestir a camisa com patrocínio da Wonga, afirmando que a companhia de empréstimos feria os princípios do islamismo, mas foi pego em um cassino. Uma contradição que acabou fazendo o senegalês mudar de ideia um pouco depois. No entanto, ninguém pode acusar Cissé de trair o sentimento dos torcedores do Magpies. Porque, afinal, poucos jogadores são tão bons no trato com o público quanto ele.

Uma prova disso foi dada neste final de semana. Para comemorar a nova temporada, Cissé abriu as portas de sua casa para um grupo de torcedores. Ofereceu um churrasco, jogou sinuca e videogame com as crianças, bateu bola no quintal de casa e até deu algumas camisas autografadas. “Eu queria passar mais tempo com os torcedores. Eles são muito importantes. Senti falta deles durante as férias, então queria vê-los novamente. É um presente pelo início da temporada”, declarou o atacante, em entrevista ao jornal Chronicle Live.

É claro que tamanha benfeitoria gerou suspeitas sobre Cissé, acusado de fazer média com a torcida depois de pisar na bola. Mas esta não é a primeira vez que o jogador tem uma atitude favorável em relação aos fãs. Em abril de 2012, quando vivia seu auge no clube, o senegalês fez uma surpresa a um garoto de quatro anos que havia lhe mandado um cartão de boas-vindas meses antes. Já em novembro, visitou um menino que lutava contra câncer no cérebro, dedicando a ele posteriormente um gol.

“Para mim, isso é uma obrigação. Um dever, se você preferir. Quando coloco a camisa do clube, isso é para os torcedores. Quando cheguei ao Newcastle, não acreditava que tantos torcedores poderiam gostar tanto de mim. Agora, meu dever é fazê-los felizes o máximo que conseguir”, finalizou Cissé. Ao menos neste ponto, o artilheiro serve de exemplo a qualquer outro jogador de futebol que não saiba tratar seus fãs.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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