Ingleses fecham o cerco contra racismo e criam disque-denúncia para final da Copa da Liga

A Football Association se mostra comprometida a combater o comportamento racista em seus estádios, após os últimos episódios envolvendo os clubes ingleses. Na última semana, além do ataque racista da torcida do Chelsea no metrô de Paris, a torcida do Tottenham também foi vítima da torcida do West Ham, com cânticos antissemitas no metrô de Londres. E, com Blues e Spurs envolvidos na decisão da Copa da Liga Inglesa neste domingo, a federação abriu um número de disque-denúncia para que evitar novos casos se repitam.
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O telefone para as denúncias estará indicado no verso de cada ingresso para a entrada em Wembley, onde o dérbi londrino ocorrerá. Além disso, mais de 100 seguranças especializados estarão nas arquibancadas, enquanto a polícia delegará detetives especiais para tentar controlar qualquer incidente no local.
Há um grande temor que os torcedores do Chelsea voltem a protagonizar um novo gesto racista, diante do histórico de insultos ao Tottenham, um clube historicamente ligado à comunidade judaica. O próprio Chelsea também tomou medidas preventivas. O clube avisou os seus torcedores que irá banir de Stamford Bridge quem for flagrado cometendo atos racistas.
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Diante de um problema tão grave, a prevenção é a segunda forma de combate – depois da educação, é claro, algo que foge apenas da alçada das federações. Além disso, a FA já se comprometeu expulsar do estádio, indiciar e banir de Wembley quem se envolver em algum episódio do gênero. A rigidez que se espera em casos tão lamentáveis, que extrapolam qualquer limite do futebol e também devem ser tratados como crimes.



