Inglaterra

Hodgson: “Não avaliem a Inglaterra pelo jogo com o Brasil”

Muito criticado quando foi escolhido como técnico da seleção inglesa, Roy Hodgson conseguiu bons resultados à frente da Three Lions. Desde que assumiu, perdeu só uma vez, em amistoso com a Suécia, quando Zlatan Ibrahimovic marcou aquele golaço de bicicleta. Com nove vitórias, quatro empates e uma derrota, Hodgson não quer que o time seja avaliado pelo jogo com o Brasil, neste domingo.

“Eu estou ansioso para voltar aqui no próximo ano”, declarou o treinador à BBC. “Eu estou gostando do trabalho tanto quanto antes”, afirmou. “Estou perfeitamente feliz com qualquer um que venha com críticas. Eles tem bastante direito a isso, mas estou feliz com a maneira como estamos avançando”, continuou Hodgson.

O técnico ainda falou sobre uma possível renovação do time, que deve acontecer mais a partir do segundo semestre. “Eu estou escolhendo um time no fim da temporada, com os jogadores disponíveis para mim. Em setembro, deve haver seis ou oito jogadores muito, muito interessantes, muito talentosos ganhando espaço no time”, analisou.

Para Hodgson, analisar o trabalho da seleção inglesa a partir do amistoso com o Brasil não seria justo. “Eu realmente não entendo como um  jogo no Brasil no fim de uma longa temporada aqui pode ser uma tremenda avaliação”, disse.

O comandante da seleção inglesa diz que um dos problemas do time está no setor ofensivo. “Uma das áreas que nós temos sido, para dizer o mínimo, azarados, é a escolha dos jogadores de frente e a disponibilidade dos jogadores de frente”, contou.

Hodgson tem razão para pensar assim. O camisa 9 da seleção inglesa tem variado. Danny Welbeck, do Manchester United tem sido o escolhido, mas ficará de fora desta vez. Jermaine Defoe, mais experiente, é outro que tem ocupado esse posto. A esperança que surgiu com Andy Carroll em 2011 não se confirmou. O jogador acabou por não conseguir manter o mesmo desempenho, nem nos clubes, nem na seleção, e sequer tem sido convocado. É um problema que o treinador terá que resolver nos próximos meses, até o Mundial de 2014. Se, claro, a Inglaterra chegar lá.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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