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Hazard se autoavalia: “Sou um jogador melhor agora do que fui em 2015”

Se a temporada passada de Eden Hazard foi para se esquecer, esta tem dado muitos motivos para o jogador tê-la em suas melhores lembranças. Junto com a campanha aquém do esperado do Chelsea após a conquista do título da Premier League, esteve uma sequência de atuações do belga de fazer quem assistia aos jogos dos Blues duvidar se era o mesmo camisa 10 de 2015. Este ano, ao contrário do passado, ele tem sido fundamental, mais uma vez, na campanha do time londrino no campeonato. Em entrevista, o atacante até falou que se sente um jogador melhor do que há dois anos, quando foi eleito pela PFA (Associação de Futebolistas Profissionais) o melhor jogador da Premier League.

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“Acho que sou um jogador melhor do que naquela temporada. Com as experiências você cresce. Mas também acho que estamos performando melhor enquanto time. Não fui só eu que melhorei”, disse Hazard à imprensa inglesa. “Uns anos atrás eu estava com a corda toda. Mas talvez eu consiga marcar ainda mais gols nesta temporada. Temos bastantes jogos pela frente, vamos ver”, acrescentou, antes de finalizar afirmando que tenta sempre ser o tipo de jogador que não desperdiça chances quando tem o domínio da bola. “Do momento em que eu tenho a posse da bola, eu tento fazer alguma coisa. Qualquer coisa”.

Suas estatísticas individuais suportam essa afirmação. Nas primeiras 23 rodadas da atual edição da Premier League, ele já marcou dez vezes. Nesse mesmo período em 2014/15, havia anotado apenas oito gols – terminou com 14. Naquela temporada, teve média de um tento a cada 241 minutos na liga inglesa. Nesta, vai às redes uma vez a cada 191 minutos. Tem sido, porém, menos garçom: deu apenas três assistências até agora, enquanto havia seis registradas com seu nome a essa altura da campanha do último título do Chelsea. Terminou aquela ocasião com dez.

“No passado, algumas vezes eu quase não pegava na bola por 20, 30 minutos. Mas agora eu tento alcançá-la o tempo inteiro e jogar meu futebol com meus companheiros de equipe”, admitiu o belga. “O técnico costuma pedir muito de mim. Muito mesmo. Quando nós estamos sem a bola, ele pede para que eu marque e que eu esteja sempre preparado para tentar o passe diagonal. Quando nós temos a bola, eu tenho que contra-atacar e estar livre, sempre tentando fazer alguma ‘mágina’, como eu fiz no último jogo [contra o Arsenal]”, prosseguiu. “Todos nós gostamos muito dessa partida. É sempre bom marcar um golaço em um grande jogo”.

Foto de Nathalia Perez

Nathalia Perez

Jornalista em formação trabalhando a favor de um meio esportivo mais humano. Meus heróis sempre foram jogadores de futebol, mas hoje em dia são muito mais heroínas.

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