Hazard saiu do banco para punir o Liverpool e decidir o jogo com uma pintura
Hazard voltou com moral da Copa do Mundo, líder da Bélgica semifinalista, e encontrou um Chelsea diferente. Com Maurizio Sarri, o time tenta manter a posse de bola e praticar um futebol mais ofensivo, em contraste ao pragmatismo de seus antecessores, José Mourinho e Antonio Conte. Por enquanto, isso tem potencializado o futebol do craque belga, mais decisivo do que nunca nesta temporada. Ele demonstrou isso mais uma vez, nesta quarta-feira, na vitória por 2 a 1 sobre o Liverpool, em Anfield, pela Copa da Liga Inglesa.
O duelo por uma competição secundária da Inglaterra recebeu escalações fortes dos dois times que brigam pela ponta da Premier League e, por ela, enfrentam-se novamente no fim de semana. O Liverpool teve uma defesa reserva, mas um meio-campo com Naby Keita e Fabinho, as duas principais contratações do mercado, e Sadio Mané no ataque, ao lado de Shaqiri e Daniel Sturridge. O Chelsea perfilou Fàbregas, Kovacic e Ross Barkley atrás de Willian, Álvaro Morata e Victor Moses. O banco contava com alguns titulares que poderiam entrar no segundo tempo, casos de Hazard e Kanté de um lado, Salah e Firmino do outro.
O Chelsea dominou a posse de bola e atuou no campo de ataque na primeira meia hora da partida, com Simon Mignolet fazendo um par de defesas para manter sua meta intacta. Por volta dos 37 minutos, o Liverpool começou a ficar mais perigoso. Naby Keita exigiu uma boa defesa de Willy Caballero, que também interrompeu uma cabeçada de Mané.
O começo da segunda etapa foi o melhor momento do Liverpool. Daniel Sturridge perdeu uma oportunidade claríssima. Christensen recuou curto para Caballero, Sturridge interceptou e driblou o goleiro. No entanto, perdeu o equilíbrio e, na hora de completar para as redes, sem nenhuma proteção, mandou para fora. No entanto, redimiu-se com um belo gol. A pressão do Liverpool no campo de ataque funcionou, Keita recolheu e exigiu nova defesa de Caballero. No rebote, Sturridge emendou um voleio para abrir o placar, mas as chances perdidas cobrariam um preço.
A partida entrou em modo de espera por alguns minutos, com as equipes reposicionando suas peças. Klopp lançou Jordan Henderson e Firmino. Sarri, Kanté e Hazard. Aos 34 minutos, Hazard cobrou falta, Barkley cabeceou bem, e Mignolet fez grande defesa. No entanto, Emerson Palmieri pegou o rebote para empatar. A jogada foi analisada pelo assistente de vídeo, sendo testado na Copa da Liga Inglesa, e embora Barkley parecesse milimetricamente impedido, o gol foi confirmado.
Logo na sequência, Hazard pintou sua obra de arte: recebeu pela direita, saiu de Keita, saiu de Moreno, aplicou um rolinho no lateral esquerdo com uma mudança brusca de direção e soltou um chute cruzado, sem chances a Mignolet.
O Liverpool esboçou uma pressão nos minutos finais, e até acertou o travessão, mas não conseguiu impedir o fim do seu começo perfeito de temporada, após sete vitórias nas sete partidas iniciais. A primeira derrota chegou com pouca consequência porque o time ambiciona títulos maiores e o duelo mais importante com o Chelsea é o do fim de semana. No entanto, o tabu contra o rival incomoda: são apenas duas vitórias nos últimos 15 duelos, e o Liverpool não ganha dos Blues, em Anfield, desde 2012. E, desta vez, perdeu por causa do brilhantismo de Eden Hazard.



