Futebol inglês

Guia do Inglês (I)

A temporada 2011/12 da Premier League começou neste final de semana, e trazemos nesta coluna e na próxima – a ser publicada em “edição especial” na próxima quinta, as previsões da Trivela para o campeonato deste ano.

Em ordem alfabética, vamos nesta primeira parte de Arsenal a Manchester United – grupo no qual, aliás, estão todos os favoritos ao título. Na segunda parte, de Newcastle a Wolves, você fica sabendo quem chega na Primeira Divisão, e acompanha a briga para não cair para a Segunda.

Legenda das transferências

Definitiva (Posição, time)
Empréstimo* (Posição, time)
Retorno de empréstimo# (Posição, time)

 

Arsenal

Nome: Arsenal Football Club
Fundação: 1886
Site oficial: www.arsenal.com
Estádio: Emirates Stadium (60.361 torcedores)
Cidade: Londres (7.825.200 habitantes)
Técnico: Arsène Wenger
Colocação em 2010/11:
Competição europeia: Liga dos Campeões (play-offs)
Destaque: Robin van Persie (A, Holanda)
Fique de olho: Alex Oxlade-Chamberlain (M, Inglaterra)
Quem chegou: Gervinho (A, Lille-FRA), Alex Oxlade-Chamberlain (M, Southampton), Joel Campbell (A, Saprissa-CRC), Carl Jenkinson (D, Charlton), Francis Coquelin# (M, Lorient-FRA), Armand Traoré# (D, Juventus-ITA), Vito Mannone# (G-Hull City), Carlos Vela# (A, West Bromwich), Ryo Miyaichi# (A, Feyenoord-HOL)
Quem saiu: Carlos Vela* (A, Real Sociedad-ESP), Emmanuel Eboué (D, Galatasaray-TUR), Cesc Fàbregas (M, Barcelona-ESP), Gaël Clichy (D, Manchester City), Mark Randall (M, Chesterfield), Jay Emmanuel-Thomas (M, Ipswich), Jens Lehmann (G, fim de carreira), Denílson* (M, São Paulo-BRA), Pedro Botelho* (Rayo Vallecano-ESP)
Previsão Trivela:

Todo ano a temporada do Arsenal vinha começando do mesmo jeito: time vinha de uma temporada em que começava bem, falhava no meio e se recuperava no final, mas sempre faltando “alguma coisa”: um atacante que não se machucasse, uma zaga confiável, um goleiro decente. Netsa temporada, isto não mudou. O que mudou foi o resto: o time bem armado, com dois ou três excelentes valores mas povoado de jovens nem sempre tão bons quanto o necessário pode, até o final desta semana, ser um catado de jovens valores, jogadores ruins e… Van Persie.

Não é apenas uma questão de “se” Nasri e Cesc sairão. A probailidade de saírem é imensa, e se não saírem certamente não renderão o que já renderam. O ano dos Gunners, portanto, ainda é um grande mistério, já que se espera que Arsène Wenger, desta vez, gaste o dinheiro nas peças de que precisa. Se formos pelo critério “econômico” que o francês tem usado nos últimos anos, podemos imaginar que, para o gol, ele vai contar com Szczesny, mesmo, com Almunia e Fabianski como reservas. Para o ataque chegou Gervinho, o que, se não é solução, indica que o foco para os reforços provavelmente não mais estará ali.

É na zaga, portanto, e talvez no meio, para substituir os que saem, que Wenger deve se concentrar. E disso depende o sucesso dos Gunners na temporada. O time que vinha ficando regularmente longe do topo mas sempre entre os quatro não existe mais. Os jovens de quem se esperava muito não viraram nada – a não ser Wilshere –, mas o principal problema é que o encanto foi quebrado. Ninguém mais acha que o Arsenal tem direito divino a estar entre os quatro primeiros, e há agora pelo menos seis fortes concorrentes às vagas da LC. Uma dinastia está em jogo nesta temporada, que pode ser a primeira da nova fase Wenger. Ou a última do francês.

 

Aston Villa

Nome: Aston Villa Football Club
Fundação: 1874
Site oficial: www.avfc.co.uk
Estádio: Villa Park (42.789 torcedores)
Cidade: Birmingham (1.016.800 habitantes)
Técnico: Alex McLeish
Colocação em 2010/11:
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Darren Bent (A, Inglaterra)
Fique de olho: Marc Albrighton (M, Inglaterra)
Quem chegou: Shay Given (G, Manchester City), Charles N'Zogbia (M, Wigan), Stephen Ireland# (M, Newcastle), Shane Lowry# (D, Sheffield United), Andreas Weimann# (A, Watford), Jonathan Hogg# (M, Portsmouth), Eric Lichaj# (D, Leeds), Nathan Delfouneso# (A, Burnley)
Quem saiu: Ashley Young (M, Manchester United), Stewart Downing (M, Liverpool), Brad Friedel (G, Tottenham), John Carew (A, West Ham), Nigel Reo-Coker (M, Bolton), Robert Pirès (M, sem clube), Isaiah Osbourne (M, Hibernian-ESC), Harry Forrester (A, Brentford), Arsenio Halfhuid (D, sem clube), Moustapha Salifou (M, sem clube), Michael Bradley# (M, Borussia Mönchengladbach-ALE), Kyle Walker# (D, Tottenham)
Previsão Trivela: 10º

Não, o Aston Villa não pretende se juntar ao grupo dos grandes times ingleses, ao contrário do que deu a entender em 2006, quando Randy Lerner comprou o clube e instalou no comando Martin O’Neill, o técnico que todos os grandes clubes queriam. Também naquele ano, o clube comprou Ashley Young e Stiliyan Petrov, que vinha de boas temporadas no Celtic. Nos anos seguinte, o time continuou a gastar dinheiro em jogadores que pareciam promissores, como Nigel Reo-Cocker, James Millner, Stewart Downing e Fabian Delph. Até que no começo da temporada passada Lerner cedeu ao dinheiro do City, e entregou Millner – e, com isso, perdeu O’Neill.

Esta temporada, infelizmente, começa como a passada: o Villa abriu mão de seus dois melhores jogadores – Young e Downing –, e contratou apenas Given, ótima aquisicão para o gol, e N’Zogbia, de boa temporada no Wigan, mas que não deve mudar o status do time. O elenco ainda tem alguns bons valores, principalmente Bent e Ireland, e não deve fazer feio. Como se não bastassem os problemas, porém, a direção dos Villains acrescentou a eles a pressão de contratar Alex McLeish, ninguém mais que o técnico do maior rival, Birmingham City, na temporada passada – na qual, aliás, o time foi rebaixado.

McLeish foi bastante bem sucedido no Rangers, e no Birmingham combinou uma queda com a conquista da Copa da Liga. De seu trabalho dependerá a temporada da equipe – que, se não começar bem, certamente terá problemas para conseguir o apoio dos próprios torcedores.

 

Blackburn

Nome: Blackburn Rovers Football Club
Fundação: 1875
Site oficial: www.rovers.co.uk
Estádio: Ewood Park (31.154 torcedores)
Cidade: Blackburn (105.085 habitantes)
Técnico: Steve Kean
Colocação em 2010/11: 15º
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Christopher Samba (D, Congo)
Fique de olho: David Goodwillie (A, Escócia)
Quem chegou: Bruno Ribeiro (D, sem clube), David Goodwillie (A, Dundee United-ESC), Radosav Petrovic (M, Partizan-SER), Amine Linganzi# (M, Preston North End), El-Hadji Diouf# (A, Rangers-ESC)
Quem saiu: Phil Jones (D, Manchester United), Benjani (A, sem clube), Zurab Khizanishvili (D, Kayserispor-TUR), Maceo Rigters (A, sem clube), Jason Brown (G, Aberdeen-ESC), Michael Potts (M, York City), Frank Fielding (G, Derby County), Aaron Doran (M, Inverness-ESC), Nikola Kalinic (A, Dnipro-UCR), Jermaine Jones# (M, Schalke-ALE), Mame Biram Diouf# (M, Manchester United), Roque Santa Cruz# (A, Manchester City), Keith Andrews* (M, Ipswich), Tom Hitchcock* (A, Plymouth)
Previsão Trivela: 18º

Em 2010 o Blackburn foi comprado por uma enorme empresa indiana. A partir daí, o clube deixou de ser assunto dentro de campo para sê-lo fora dele. Sam Allardyce, que colocara o time entre os dez primeiros na tabela na temporada anterior – e que fez o Bolton render muito acima do que deveria enquanto esteve por lá – foi demitido, e substituído por seu assistente. A equipe só se livrou do rebaixamento no último jogo da temporada, mas, apesar disso, todas as declarações públicas dos donos dão a entender que estamos falando de uma potência futebolística: Liga dos Campeões em quatro anos, contratações bombásticas – Ronaldinho entre elas –, mas nada de concreto para melhorar o time.

Com relação à base de 2010/11, o Blackburn perdeu Phil Jones, jogador de enorme potencial. E contratou desconhecidos. Embora haja no elenco alguns jogadores de qualidade – como o zagueiro Samba –, é pouco para pensar até mesmo em ter tranquilidade na primeira divisão. O que torna a temporada dos Rovers um mistério é o fato de ter donos relativamente ricos.

Nada impede que, em janeiro, se as coisas estiverem indo muito mal, o clube gaste bem pra se reforçar e consiga, com isso, uma arrancada final. A maior probabilidade, entretanto, é a de que, mesmo gastando dinheiro, este seja mal gasto e o time brigue mais uma vez até o final contra o rebaixamento.

 

Bolton

Nome: Bolton Wanderers Football Club
Fundação: 1874
Site oficial: www.bwfc.co.uk
Estádio: Reebok Stadium (28.723 torcedores)
Cidade: Bolton (262.800 habitantes)
Técnico: Owen Coyle
Colocação em 2010/11: 14º
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Stuart Holden (M, Escócia)
Fique de olho: David Wheater (D, Inglaterra)
Quem chegou: Nigel Reo-Coker (M, Aston Villa), Darren Pratley (M, Swansea), Tyrone Mears (D, Burnley), Chris Eagles (M, Burnley), Ricardo Gardner# (D, Preston North End), Daniel Sturridge# (A, Chelsea), Tuncay Sanli* (M, Wolfsburg-ALE)
Quem saiu: Tamir Cohen (M, Maccabi Haifa-ISR), Johan Elmander (A, Galatasaray-TUR), Jlloyd Samuel (D, sem clube), Joey O'Brien (M, West Ham), Sam Sheridan (M, Stockport), Ali Al-Habsi (G, Wigan), Matthew Taylor (M, West Ham), Danny Ward (A, Huddersfield Town), Rodri Moreno# (A, Benfica-POR)
Previsão Trivela: 13º

De 1999 a 2007, o Bolton foi o time de Sam Allardyce. O estilo de jogo da equipe, algo parecido com futebol mas que acabava resultando nos pontos necessários para nem cair nem pleitear nada, foi apelidado pelo jornalista Rodrigo Bueno de Futebolton. Allardyce foi embora, Gary Megson assumiu, logo caiu e, para seu lugar, os Wanderers contrataram a antítese de Allardyce, Owen Coyle, que, além de ter subido com o Burnley, só não segurou a equipe na Premier League porque foi contratado pelo Bolton no meio do campeonato. Se na temporada retrasada o time só não caiu porque os outros eram ainda piores, na última pelo menos escapou de cair com alguma antecedência. É em cima disso que Coyle terá que construir um futuro para a equipe.

Com relação ao time do ano passado, o Bolton perdeu dois de seus principais atacantes: Daniel Sturridge voltou ao Chelsea (viera por empréstimo), e Elmander deixou a equipe. A função de marcar gols, portanto, ficará com Kevin Davies. No meio, entretanto, a equipe contratou Nigel Reo-Cocker, meia que já esteve cotado no passado para vôos maiores.

Embora os vôos não tenham se confirmado, trata-se de um jogador habilidoso, e que pode facilitar a vida de Davies. A volta de Stuart Holden e a permanência de Gary Cahill também são boas notícias. É pouco, porém, para qualquer vôo mais ousado, embora, mais uma vez, o Bolton deva permanecer distante da briga pelas últimas colocações.

 

Chelsea

Nome: Chelsea Football Club
Fundação: 1905
Site oficial: www.chelseafc.com
Estádio: Stamford Bridge (41.841 torcedores)
Cidade: Londres (7.825.200 habitantes)
Técnico: André Villas-Boas
Colocação em 2010/11:
Competição europeia: Liga dos Campeões (fase de grupos)
Destaque: Didier Drogba (A, Costa do Marfim)
Fique de olho: Romelu Lukaku (A, Bélgica)
Quem chegou: Romelu Lukaku (A, Anderlecht-BEL), Oriol Romeu (M, Barcelona B-ESP), Thibaut Courtois (G, Racing Genk-BEL), Slobodan Rajkovic# (D, Vitesse-HOL), Matej Delac# (G, Vitesse-HOL), Daniel Sturridge# (A, Bolton), Rhys Taylor# (G, Crewe Alexandra), Gaël Kakuta# (M, Fulham), Patrick van Aanholt# (D, Leicester City)
Quem saiu: Yuri Zhirkov (M, Anzhi-RUS), Fabio Borini (A, Parma-ITA), Jack Cork (M, Southampton), Nemanja Matic (M, Benfica-POR), Michael Mancienne (D, Hamburg-ALE), Thibaut Courtois# (G, Atlético de Madrid-ESP), Sam Walker# (G, Northampton), Jeffrey Bruma# (D, Hamburger-ALE)
Previsão Trivela:

Ate aqui, para a temporada 2011/12, o Chelsea contratou quatro jogadores de menos de 20 anos. Que podem, sim, ser úteis, já que os jogadores com menos de 21 anos não precisam ser inscritos nas competições, e, por isso, são jogadores “a mais” no elenco. É difiícil imaginar que é com Lucas Piazzon e Lukaku que o Chelsea pretende continuar brigando pelo título inglês. Tirando os jovens, o elenco é basicamente o mesmo do ano passado sem Zhirkov. E com um ano a mais no lombo.

O que pode dar alguma esperança aos torcedores azuis, além do óbvio fato de que o time é bom, é que David Luiz e Fernando Torres desta vez começarão a temporada com o time. O brasileiro até não começou mal sua carreira na Inglaterra, mas viu sua forma cair depois de algumas partidas, e passou até a ser contestado por alguns. Torres, por outro lado, foi mal do começo ao fim, marcou apenas uma vez em 14 partidas e esteve longe de ser o jogador decisivo que foi no Liverpool. Ao lado de ambos, André Villas-Boas sobe um degrau na carreira depois do bem sucedido trabalho no Porto no ano passado. E é aí que reside a grande dúvida sobre a temporada dos Blues.

O português é conhecido por seu trabalho “científico”, com muitas estatísticas e estudos sobre formas de atuar do time e dos jogadores. Não há ciência, entretanto, que possa fazer com que John Terry não haja como se fosse dono do time. Ou que possa fazer Didier Drogba entender porque deve ser banco de um jogador que chegou ontem e nunca mostrou a que veio. Tudo indica que em Stamford Bridge não é conhecimento teórico que falta, mas sim liderança para fazer o time jogar junto – e os “cabeças” não jogarem só quando querem. Tudo isso somado, parece não haver justificativa para colocar os Blues no grupo dos favoritos, embora a vaga na Liga dos Campeões ainda seja bastante provável.

 

Everton

Nome: Everton Football Club
Fundação: 1878
Site oficial: www.evertonfc.com
Estádio: Goodison Park (40.157 torcedores)
Cidade: Liverpool (434.900 habitantes)
Técnico: David Moyes
Colocação em 2010/11:
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Tim Cahill (A, Austrália)
Fique de olho: Seamus Coleman (M, Irlanda)
Quem chegou: Joseph Yobo# (D, Fenerbahçe-TUR), Yakubu Aiyegbeni# (A, Leicester)
Quem saiu: Iain Turner (G, Preston North End), James Vaughan (A, Norwich City)
Previsão Trivela:

Há um bom tempo o Everton vem sendo quase todo ano o líder do pelotão dos “outros”. Desde 2003/4, quando quase caiu, os Toffees só não estiveram entre os 8 primeiros em 2005/6, justamente o ano em que se classificaram para a LC. O problema para o time é que, se até 2008/9 os outros eram todos abaixo do quarto lugar, agora o pelotão de cima tem mais gente. Ou seja: o melhor do resto é, na melhor das hipóteses, sétimo colocado.

Não é que não seja uma conquista estar constantemente entre os primeiros gastando muito menos do que times que estão abaixo de si. O problema é que o Everton sempre foi um dos grandes da Inglaterra – ainda é o quarto maior campeão do país e, até o início da Premier League, em 1993, tinha mais títulos que o United. Some-se a isso o fato de que o rival Liverpool, embora tenha passado por um par de anos ruins, voltou a frequentar o grupo dos grandes, e há aí um enorme potencial para uma torcida descontente.

Apesar disso, os Toffees ainda têm alguns jogadores que jogariam em qualquer time da Inglaterra. O quarteto de meio-campistas Arteta, Cahill, Fellaini e Rodwell, aliás, poderia estar inteiro em algum time com pretensões ao título. Na defesa, Moyes continua bem servido com Howard, Neville, Baines, Jagielka e Heitinga. Os problemas são o ataque e a falta de profundidade no elenco. Além disso, nos últimos anos o Everton tem começado a temporada desconcentrado, o que leva o time a passar o resto do ano correndo atrás do prejuízo. Uma ou duas contratações até podem deixar a equipe mais tranquila, mas tudo indica que o time atingiu o topo de sua divisão. Não é pouco, mas… é pouco.

 

Fulham

Nome: Fulham Football Club
Fundação: 1879
Site oficial: www.fulhamfc.com
Estádio: Craven Cottage (25.700 torcedores)
Cidade: Londres (7.825.200 habitantes)
Técnico: Martin Jol
Colocação em 2010/11:
Competição europeia: Liga Europa (Play-offs)
Destaque: Clint Dempsey (M, Estados Unidos)
Fique de olho: Pajtim Kasami (M, Suíça)
Quem chegou: John Arne Riise (D, Roma-ITA), Pajtim Kasami (M, Palermo-ITA), Csaba Somogyi (G, Rákospalotai-HUN), Marcel Gecov (M, Slovan Liberec-TCH), Björn Helge Riise# (M, Sheffield United), Lauri Dalla Valle# (A, Bournemouth)
Quem saiu: Carlos Salcido* (D, Tigres-MEX), Zoltán Gera (M, West Bromwich), Eddie Johnson (A, sem clube), John Pantsil (D, Leicester), Jonathan Greening (M, Nottingham Forest), Kagisho Dikgacoi (M, Crystal Palace), Diomansy Kamara (A, Eskisehirspor-TUR), David Stockdale* (G, Ipswich), Gaël Kakuta# (M, Chelsea)
Previsão Trivela:

O Fulham está na Premier League há dez anos. Antes disso, tinha jogado na primeira divisão pela última vez em 1968. Sim, é verdade que o dono do clube, o milionário Mohamed Al-Fayed – dono da Harrod’s, loja de departamentos símbolo de Londres –, colocou um bom dinheiro no clube, mas muitos o fizeram, e poucos obtiveram o mesmo sucesso. Depois de vagar entre p 12o e o 14o lugar nas primeiras temporadas – com exceção de 2004, quando acabou em nono, os Cottagers quase caíram em 2007 e 2008. A chegada de Roy Hodgson, entretanto, mudou o status do clube: 7o em 2009, 12o e finalista da Europa League em 2010 e 8o em 2011.

O Fulham começa a temporada sob o comando de Martin Jol, ex-Ajax e Hamburgo, mas que, na Inglaterra, é mais conhecido pelo bom trabalho feito no Tottenham – onde esteve pertíssimo de chegar à LC com um elenco bem pior do que o de hoje. O holandês encontrará o mesmo time sólido na defesa deixado por Hodgson, com melhorias no ataque, cortesia do ano sob a batuta de Mark Hughes. Os principais jogadores do clube, embora não haja por ali nenhuma estrela, têm condições de manter o bom nível, e de levar a equipe a superar a maior parte dos adversários.

A Europa League, à qual o clube volta por cortesia da “Fair Play League”, pode ser uma distração, mas também significar que o Fulham começa a se habituar à Europa. Com Bobby Zamora em forma o ano todo, a tendência é que a metade de cima da tabela continue sendo o lugar do time.

 

Liverpool

Nome: Liverpool Football Club
Fundação: 1892
Site oficial: www.liverpoolfc.tv
Estádio: Anfield (45.276 torcedores)
Cidade: Liverpool (434.900 habitantes)
Técnico: Kenny Dalglish
Colocação em 2010/11:
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Steven Gerrard (M, Inglaterra)
Fique de olho: Jonjo Shelvey (M, Inglaterra)
Quem chegou: Stewart Downing (M, Aston Villa), Jordan Henderson (M, Sunderland), Charlie Adam (M, Blackpool), José Enrique (D, Newcasle), Doni (G, Roma-ITA), Philipp Degen (D, Stuttgart -ALE), Alberto Aquilani (M, Juventus-ITA), Emiliano Insúa (D, Galatasaray-TUR), Nabil El Zhar (A, PAOK-GRE), Nathan Eccleston# (A, Charlton), David Amoo# (A, Hull City), Brad Jones# (G, Derby County), Dani Pacheco# (A, Norwich City), Daniel Ayala# (D, Derby County)
Quem saiu: Daniel Ayala (D, Norwich City), Milan Jovanovic (A, Anderlecht-BEL), Thomas Ince (M, Blackpool), Paul Konchesky (D, Leicester), Stephen Darby* (D, Rochdale), Péter Gulácsi* (G, Hull City)
Previsão Trivela:

Oficialmente, o Liverpool é o time que mais gastou na última intertemporada inglesa: 20 mi de libras no ótimo Stewart Downing, 15 mi no promissor Jordan Henderson, 7 mi no confiável Charlie Adam e outros 7 no bom lateral José Enrique. Some-se a isso Luis Suarez e Andy Carroll, que pouco jogaram no ano passado, e Alberto Aquilani, voltando de boa temporada na Juventus, e não há porque duvidar da capacidade dos Reds de até mesmo brigar pelo título. Não é que o time seja favorito, mas basta considerar que na segunda metade da temporada passada só Chelsea e Man Utd superaram os Reds para ver que há material para a formação de uma grande equipe em Anfield.

É verdade que o Liverpool precisa ainda contratar um zagueiro, nem que seja para a reserva. Skrtel, Agger e Carragher podem compor uma zaga segura, mas Carragher começa a se aproximar do final da carreira, e uma contusão de um dos outros dois pode deixar a equipe dependendo de jovens que ainda não foram testados. Na laterais, Johnson e Enrique devem ser os titulares, e aí há jovens para cobri-los. No meio é que os Reds têm talento sobrando, com Gerrard, Raul Meirelles, Lucas, Maxi Rodriguez e Joe Cole (se este puder voltar à boa forma), sem falar nos quatro reforços já citados. Com isso, é grande a probabilidade de que a equipe atue com apenas um atacante, até porque as alternativas a Suarez e Carroll não são melhores qeu David Ngog.

Mas é nos jovens que o Liverpool aposta para ter um fôlego a mais no campeonato. Nomes como o meio-campista Jay Spearing e o lateral Martin Kelly, com um bom número de aparições no time principal, ou o zagueiro Danny Wilson, que já jogou pela seleção principal da Escócia, ou ainda o meia Jonjo Shelvey, estrela dos Reds de 2016 no meu Football Manager. É provável que nenhum deles esteja pronto para ser a estrela do time, mas as atuações da temporada passada permitem supor que têm condições de preencher com competência as lacunas do elenco. O Liverpool não é o melhor time da Premier League, mas com competência e um pouco de sorte pode surpreender.

 

Manchester City

Nome: Manchester City Football Club
Fundação: 1880
Site oficial: www.mcfc.co.uk
Estádio: City of Manchester (47.805 torcedores)
Cidade: Manchester (498.800 habitantes)
Técnico: Roberto Mancini
Colocação em 2010/11:
Competição europeia: Ligas dos Campeões (Fase de grupos)
Destaque: Sergio Agüero (A, Argentina)
Fique de olho: Stefan Savic (D, Montenegro)
Quem chegou: Sergio Agüero (A, Atlético de Madrid-ESP), Gaël Clichy (D, Arsenal), Costel Pantilimon (G, Politehnica Timisoara-ROM), Stefan Savic (D, Partizan-SER), Emmanuel Adebayor# (A, Real Madrid-ESP), Nedum Onuoha# (D, Sunderland), Craig Bellamy# (A, Cardiff City), Vladimír Weiss# (M, Rangers-ESC), Wayne Bridge# (D, West Ham), Roque Santa Cruz# (A, Blackburn)
Quem saiu: Patrick Vieira (M, fim de carreira), Jérôme Boateng (D, Bayern Munique-ALE), Felipe Caicedo (A, Levante-ESP), Jô (A, Internacional-BRA), Shay Given (G, Aston Villla), James Poole (A, Hartlepool), Shaleum Logan (D, Brentford), Andrew Tutte (M, Rochdale), Scott Kay (M, Macclesfield Town), David González* (G, Aberdeen-ESC), Ryan McGivern* (D, Crystal Palace), Kieran Trippier* (D, Burnley), Michael Johnson* (M, Leicester), Abdisalam Ibrahim* (M, NEC Nijmegen-HOL)
Previsão Trivela:

Este é o ano em que Manchester City vai ter que provar que veio para falar sério. Ou melhor, este é o ano em que Roberto Mancini vai ter que provar que é mesmo o homem para fazer seu time entrar na briga dos cachorros grandes. Depois de uma primeira temporada excessivamente cautelosa, o que se repetiu na primeira metade da temporada passada, o italiano mostrou em alguns momentos no primeiro semestre deste ano que consegue imaginar alternativas para sua equipe que fujam do tradicional modelo de solidez defensiva. Ainda assim, não fosse a falta de consistência de Arsenal e Spurs e a qualidade técnica de Carlitos Tevez, talvez os Citizens não tivessem conseguido a classificação para a LC – o que certamente causaria a demissão de Mancini.

Com relação ao ano passado, Mancini provavelmente herdará a flata de regularidade dos rivais, mas ainda mais provavelmente perderá Tevez. Para seu lugar, o City contratou Sergio Aguero. O ex-atacante do Atletico de Madrid é melhor tecnicamente que seu compatriota, não resta dúvida. A questão, entretanto, é saber se produzirá em Manchester o que se espera há tempos que produza. Tevez, por mais defeitos que tenha, entregou os gols em todos os lugares por que passou. Aguero, por outro lado, é apenas uma promessa. O que compensa esta incerteza são as boas perspectivas de uma temporada melhor de Edin Dzeko, que teve meio ano para se adaptar ao futebol inglês, e deve começar a contribuir mais neste ano. Há ainda Balotelli, que, aos 21, também deve ter uma temporada menos destrambelhada.

No meio, sobram opções para Mancini, embora a defesa possa sentir falta de substitutos. Por outro lado, em todos os setores o que deve aparecer nesta temporada é regularidade, padrão de jogo, a qualidade que só têm os times que jogam junto há algum tempo. Isto, o City terá, já que não se espera grandes modificações na maneira de atuar e mesmo no time titular. Um elenco bom, com razoável profundidade e dois ou três foras-de-série. O que falta a este time para ser campeão é um técnico de primeiro nível. Mancini terá neste ano a chance de provar que pertence ao grupo.

 

Manchester United

Nome: Manchester United Football Club
Fundação: 1878
Site oficial: www.manutd.com
Estádio: Old Trafford (75.957 torcedores)
Cidade: Manchester (498.800 habitantes)
Técnico: Alex Ferguson
Colocação em 2010/11:
Competição europeia: Ligas dos Campeões (Fase de grupos)
Destaque: Wayne Rooney (A, Inglaterra)
Fique de olho: Tom Cleverley (M, Inglaterra)
Quem chegou: David de Gea (G, Atlético de Madrid-ESP), Ashley Young (M, Aston Villa), Phil Jones (D, Blackburn), Federico Macheda# (A, Sampdoria-ITA), Mame Biram Diouf# (A, Blackburn), Danny Welbeck# (A, Sunderland), Tom Cleverley# (M, Wigan)
Quem saiu: Reece Brown* (D, Doncaster Rovers), Edwin van der Sar (G, fim de carreira), Paul Scholes (M, fim de carreira), Owen Hargreaves (M, sem clube), John O'Shea (D, Sunderland), Gabriel Obertan (M, Newcastle), Wes Brown (D, Sunderland), Joe Dudgeon (D, Hull City), Corry Evans (M, Hull City), Nicky Ajose (A, Peterborough), Ritchie de Laet* (D, Norwich City), Robert Brady* (M, Hull City), Scott Wootton* (D, Peterborough), Ryan Tunnicliffe* (M, Peterborough), Bebé* (A, Besitas-TUR), Joshua King* (A, Borussia Mönchengladbach-ALE)
Previsão Trivela:

Se você pega o time campeão nacional de um país e gasta 40 milhões de libras em reforços para ele, fica difícil não apontá-lo candidato a repetir o título. Assim é com o Manchester United, favorito destacado a manter em casa o troféu da Premier League nesta temporada. A começar pelo fato de que o time é basicamente o mesmo do ano passado. Acrescente-se a isso que o rival maior da temporada passada não se reforçou. E complete o caldo com algumas das melhores contratações da temporada. Ainda não estamos falando de Alex Ferguson, mas o retrato do campeão já está aí.

É verdade que há um buraco nesta teoria chamado David de Gea. Edwin van der Sar é o único dos jogadores que deixam Old Trafford que estava no auge de sua forma. Seu substituto, por outro lado, é jovem, demonstra enorme talento para ser o titular do gol dos Red Devils por 15 anos, mas ainda erra demais. O mais importante, entretanto, não é a quantidade de erros, já que a defesa deve fazer sua parte em manter a bola longe do goleiro, e o ataque está equipado para abrir vantagens que dêem folga ao espanhol. O problema é se as falhas começarem a corroer a confiança de time e torcida em De Gea – e sua autoconfiança no processo.

No resto do elenco, entretanto, o que já era bom ficou ainda melhor. Ashley Young é um dos melhores jogadores da atual geração inglesa, pode atuar tanto no centro do campo conduzindo a bola para o ataque como pelos lados, em complemento a Nani e Valencia. Phil Jones, embora jovem, é garantia de boa cobertura na zaga, além de poder atuar defensivamente no meio. E há ainda a possibilidade da chegada de Sneijder, embora Ferguson a descarte. Com o holandês no elenco, o United pode mandar polir a taça, já que ela passará um bom tempo em Old Trafford. Mesmo sem ele, porém, os Devils podem esperar temporadas melhores de jogadores como Anderson e Valencia, além de jovens como Cleverley e Welbeck buscando se firmar no primeiro time. Uma equipe lotada de talento, e sob o comando de um técnico que já mostrou saber trabalhar elencos até menos talentosos. Os 19 têm tudo para virar 20. E 21, 22…
 

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Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

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